Resenha - New America - Bad Religion

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Por Marcelo Valença
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A formação do Bad Religion mudou pela última vez no disco "Gray Race", com a entrada de Brian Baker nas guitarras. Com isso, o som mudou um pouco, o que pode ser visto nos recentes trabalhos da banda, que causaram muita estranheza aos fãs mais antigos, acostumados com a pegada do "80-85" e dos clássicos como "Suffer" e "No Control". Mas o que se viu no "New America" foi um retorno às origens, um autêntico "back to basics".

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Com 13 faixas, uma melhor que a outra, este disco já começa rápido, com a música "You've Got a Chance". Na seqüência, mais Bad Religion: "It's a Long Way To... " é uma música que mistura traços (traços?) de baladas com o peso das guitarras e os backing vocals perfeitos da banda. Ponto para Greg Graffin e cia.

A terceira música me causou um pouco de estranheza ao ouvir no início, com o disco parecendo estar arranhado, mas não era defeito. Eram efeitos que a minha ignorância não captou de primeira; mas como errar é humano, a música foi surgindo como melodia para meus ouvidos.

E o disco se mostra todo deste jeito, tendo, inclusive, o uso de samplers na música "I Love My Computer". É experimentalismo? Fuga do basics que eu citei acima? Não, é contexto, é parte da música, que soa muito bem. É a prova de que a banda não precisa dar provas há muito tempo sobre seu som. E bom e ponto. É um fato.

Na minha modesta opinião, um dos pontos mais altos do disco e, consequentemente, uma das melhores músicas é a que dá nome ao trabalho, "New America". Ela me lembra um pouco a "Slumber", do "Stranger Than Fiction", não pelo ritmo ou pegada mas pela letra. "Do you know the cost of future misery? Have you lost your sense of sustainability? We're just a step away from realizing what we've strive to be"... essas são letras intimistas, que tem a cara do vocalista Greg Graffin e me fizeram recordar bons momentos.

O disco "New America" é um dos melhores trabalhos da banda MESMO. Quiçá entrará no hall das obras-primas do som, porque tem tudo para isso. E não é papo de bêbado, nem de fã. É de quem gosta de um bom som. E ainda bem que existem bandas como o Bad Religion que nos garante isso.


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Sobre Marcelo Valença

Estudante de Direito na PUC-Rio. Ouve Ska, Surf Music, HC, Guitar e Punk Rock, tocava baixo no Milhouse. Não dispensa um bom bate boca. Está preparando o lançamento de sua nova banda, Peter Gunn & The Neighbor's Rockin' Band. Bandas favoritas: Weezer, Ramones, Queers, Ira!, MxPx, Pixies, Brian Setzer Orchestra, NUFAN, Bouncing Souls, Specials, Madness, Hillvalleys, Autoramas, Randal Grave, Dumbs e Stukas Lazy.

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