Resenha - Screams Of Ice - Delpht

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Por André Toral
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Natural de São Paulo e formada por Ronaldo Simolla (vocalista), Patrick Graue (guitarrista), Daniel Bonanni (baixista e tecladista) e Alexandre Callari (baterista), o Delpht apresenta seu primeiro álbum, ou seja, "Screams Of Ice".

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Antes de mais nada, com toda a certeza, ao escutar este trabalho, as pessoas terão a impressão de estarem ouvindo alguma das melhores bandas européias de heavy metal do momento. Tudo contribui para isso, além de uma arte gráfica esplêndida e produção de alto nível, até mesmo as participações mais que especiais, inclusive de músicos estrangeiros e renomados.

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São muitos os destaques. "Screams Of Ice Part I: Enemies" traz a introdução tipicamente power metal, com excelente desempenho dos vocais, mesclando agressividade e melodia; seu refrão é cativante, a ponto de ser especial para abertura de shows. A segunda parte da faixa-título é "The Screams", que incorpora ótimas linhas de teclados em uma música curta e melódica, onde o solo de guitarra faz por merecer um destaque. Com um andamento mais lento, instrumental e melodias emocionantes, "Revenge", a terceira parte, traz um refrão estupendo; temos até uma virada que nos faz ouvir um heavy bem tradicional com ótimo desempenho do baixo. "Are you Still Smilling?" possui ótima base de guitarra, que se faz presente em uma estrutura pesada e menos rápida, sem contar que seu clima se assemelha ao Savatage atual; como participação especial, tem-se Heros Trench na guitarra, além do excelente e agressivo Rick Mythiasin (Steel Prophet) realizando uma ótima divisão de vocais. Com uma ótima inclusão de ópera, em um clima acelerado, "Ride of the Valkyries" traz mais um belo desempenho dos vocais, além de um baixo fenomenal; merece reconhecimento a participação especial de Ferdy Doernberg (Rough Silk), que faz bonito em um solo de teclado. "Till The End Of Time", iniciando-se com baixo e bateria, em um ritmo cadenciado, desfila heavy metal, tendo peso, agressividade e solos fenomenais. "Professional Puppets" é a mais ousada, com toques thrash modernistas e bateria quebrada, sem contar os vocais que beiram o gutural em algumas partes. Já "Forever In The Unknown", para encerrar o petardo, é a mais longa de todas as canções, abusando da capacidade musical; guitarras com arranjos de muito bom gosto e belos backing vocals, isso sem contar com uma narração do ator Robert De Niro (!!!), que foi devidamente extraída do filme "Cabo do Medo".

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Vale um destaque todos especial aos músicos do Delpht, em especial às diversas variações vocais de Ronaldo Simolla, indo do melódico ao agressivo. Outro ponto positivo é que a banda não cai em repetições, sendo bastante variada em suas músicas, o que a faz ser uma revelação imediatíssima no cenário atual.

Assim sendo, se você já está cansado de repetições no heavy metal e está a fim de ouvir algo que impressiona, tente o Delpht. Não irá se arrepender!

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Para obter maiores informações: www.diehard.com.br


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Sobre André Toral

Formado em Administração de Empresas. Curte Hard clássico dos anos 70 e início dos 80; Heavy Metal é sua religião.

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