Resenha - Screams Of Ice - Delpht
Por André Toral
Postado em 22 de dezembro de 2000
Nota: 9 ![]()
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Natural de São Paulo e formada por Ronaldo Simolla (vocalista), Patrick Graue (guitarrista), Daniel Bonanni (baixista e tecladista) e Alexandre Callari (baterista), o Delpht apresenta seu primeiro álbum, ou seja, "Screams Of Ice".

Antes de mais nada, com toda a certeza, ao escutar este trabalho, as pessoas terão a impressão de estarem ouvindo alguma das melhores bandas européias de heavy metal do momento. Tudo contribui para isso, além de uma arte gráfica esplêndida e produção de alto nível, até mesmo as participações mais que especiais, inclusive de músicos estrangeiros e renomados.
São muitos os destaques. "Screams Of Ice Part I: Enemies" traz a introdução tipicamente power metal, com excelente desempenho dos vocais, mesclando agressividade e melodia; seu refrão é cativante, a ponto de ser especial para abertura de shows. A segunda parte da faixa-título é "The Screams", que incorpora ótimas linhas de teclados em uma música curta e melódica, onde o solo de guitarra faz por merecer um destaque. Com um andamento mais lento, instrumental e melodias emocionantes, "Revenge", a terceira parte, traz um refrão estupendo; temos até uma virada que nos faz ouvir um heavy bem tradicional com ótimo desempenho do baixo. "Are you Still Smilling?" possui ótima base de guitarra, que se faz presente em uma estrutura pesada e menos rápida, sem contar que seu clima se assemelha ao Savatage atual; como participação especial, tem-se Heros Trench na guitarra, além do excelente e agressivo Rick Mythiasin (Steel Prophet) realizando uma ótima divisão de vocais. Com uma ótima inclusão de ópera, em um clima acelerado, "Ride of the Valkyries" traz mais um belo desempenho dos vocais, além de um baixo fenomenal; merece reconhecimento a participação especial de Ferdy Doernberg (Rough Silk), que faz bonito em um solo de teclado. "Till The End Of Time", iniciando-se com baixo e bateria, em um ritmo cadenciado, desfila heavy metal, tendo peso, agressividade e solos fenomenais. "Professional Puppets" é a mais ousada, com toques thrash modernistas e bateria quebrada, sem contar os vocais que beiram o gutural em algumas partes. Já "Forever In The Unknown", para encerrar o petardo, é a mais longa de todas as canções, abusando da capacidade musical; guitarras com arranjos de muito bom gosto e belos backing vocals, isso sem contar com uma narração do ator Robert De Niro (!!!), que foi devidamente extraída do filme "Cabo do Medo".
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Vale um destaque todos especial aos músicos do Delpht, em especial às diversas variações vocais de Ronaldo Simolla, indo do melódico ao agressivo. Outro ponto positivo é que a banda não cai em repetições, sendo bastante variada em suas músicas, o que a faz ser uma revelação imediatíssima no cenário atual.
Assim sendo, se você já está cansado de repetições no heavy metal e está a fim de ouvir algo que impressiona, tente o Delpht. Não irá se arrepender!
Para obter maiores informações: www.diehard.com.br
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