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Resenha - Inside - Orphanage

Por Thiago Sarkis
Em 22/10/00

Nota: 2

O Orphanage me deixa sempre com muitas dúvidas. Na verdade, 99% dessas questões que vêm à minha mente se relacionam ao suposto objetivo do grupo, que ainda não entendi, mesmo depois de ouvir vários álbuns. Eles misturam vocais de death, com vocais femininos meio góticos, ‘angelicais’, com teclados cheios de clima, ao maior estilo doom, riffs de guitarra nada criativos e composições que variam de péssimas a quase interessantes. No fim, o que eles conseguem passar é um tremendo vazio.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Em alguns momentos, dá para lembrar parcialmente de Fear Factory. O parcialmente fica por conta do baterista, que consegue simplesmente desaparecer em quase todas as faixas. Logo, imagine um Fear Factory praticamente sem baterista. É assim que eles soam em alguns momentos.

Quando esses holandeses partem para o doom até que não saem tão mal. Daí veio a expressão "quase interessantes" que usei. Guus Eikens cria uns climas diferentes nos teclados e quando acompanhado pela bela Rosan van der Aa consegue fazer a música do Orphanage ficar um pouco mais interessante. E esse é o ponto ‘forte’ deste álbum.

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A coisa fica preta mesmo é na hora que eles resolvem ficar mais brutais e partem para o death. Haja paciência. É um show de incompetência e incapacidade técnica. Cada um pior que o outro. Um baterista ausente, um baixista inexistente, riffs nada criativos e aquele lance do vocal variando entre ‘angelical e brutal’... aquela coisa mais clichê e chata.

Só para finalizar. No encarte, George Oosthoek está creditado APENAS por "grunts and screams", ou seja, "grunhidos e gritos, berros". É isso que ele faz na banda. Só com isso já dá para ter uma idéia a mentalidade e o conseqüente resultado que está presente neste escabroso "Inside".

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Material cedido por:
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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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