Resenha - Reinventing The Steel - Pantera

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Por Fernanda Zorzetto
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Nota: 9


Depois de quatro anos sem gravar, é lançado o quinto e tão esperado álbum de estúdio do Pantera, "Reinventing the Steel".

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O álbum foi produzido por Vinnie e Darrell, pela primeira vez sem o auxílio de Terry Date, que havia participado dos quatro primeiros álbuns da banda, e que já trabalhou com Machine Head, Overkill, White Zombie, Metal Church, Soundgarden e Dream Theater. Mas não decepcionam.

Tudo o que a banda tinha de bom, como o feeling, o peso, a bateria bem quebrada mas ao mesmo tempo rápida, os riffs bem cadenciados, estão em "Reinventing the Steel". A co-produção é de Sterling Winfield, que já havia sido engenheiro de som em "Great Southern Trendkill" (96) e que já produziu King Diamond e Mercyful Fate.

A masterização ficou por conta de Howie Wienberg, que além de ter trabalhado antes em "Vulgar Display of Power" (92), já masterizou e co-produziu álbuns do Slayer, White Zombie, Alice Cooper, Danzig, Voivod, King Diamond, Mercyful Fate, Soundgarden, Helmet e "Arise", do Sepultura, em 91. Eric Altenburguer também masterizou e fez o acabamento digital, além de já ter trabalhado com bandas como Savatage, AC/DC e Testament.

Gravado no Texas/USA, "Reinventing the Steel" marca a mudança da gravadora Atlantic para a Elektra, mas isso nada influiu no som da banda.

A formação felizmente não muda, contando ainda com Philip Anselmo, Dimebag Darrell, Rex Brown e Vinnie Paul.

Em "Revolution is My Name" Anselmo fala de sua história, do Pantera e do tempo em que passou na cadeia. O vocal aqui está mais puro, cantado mais próximo da voz natural de Phil, e Vinnie dá uma aula de como tocar bateria, com passagens e viradas excelentes. Faltando cerca de um minuto para o final da música, segue um longo trecho só da base de riffs da guitarra, no estilo thrash, pesado mas com cadência.

Na faixa "Goddamn Electric", Kerry King (guitarrista do Slayer) faz uma participação, gravada no backstage do Ozzfest, em julho de 99. A letra fala de ideal e de como encarar a vida. Os refrões dão uma amostra: "your trust is in whiskey, weed, and Black Sabbath" e "your trust is in whiskey, weed and Slayer".

"It Makes Them Disappear" lembra muito o Sepultura. Detalhes como muito uso de ximbau e bumbos espaçados, meio tribais, típicos do estilo Igor, e ainda os timbres e efeitos da guitarra irão lembrar Sepultura com certeza. Talvez a amizade pessoal entre os músicos das bandas e o fato de terem tocado juntos muitas vezes tenha influenciado nessa faixa. O destaque dessa faixa fica para o solo de Darrell, que está mais trabalhado e não tão agudo. Uma ótima música.
"You've Got to Belong to It" e "We'll Grind That Axe For a Long Time" têm uma levada muito legal e os bumbos bem evidentes.

Em "Up Lift", vale o destaque para a guitarra e principalmente para o baixo, que fica mais evidente em algumas passagens, o que é mais difícil de se ouvir no Pantera. Vinnie dá um show de bumbo duplo aqui.

Na faixa "I'll Cast a Shadow" o vocal está mais gritado, o que Phil consegue fazer sem soar irritante. Ela tem uma levada bem cadenciada, lembrando "Vulgar Display of Power". No final, percebe-se a nítida influência exercida pelo Black Sabbath, principalmente quando o som fica mais lento, sem perder o peso.

Os destaques vão para "Revolution is My Name" e "Up Lift", que são excelentes. Mas "Hell Bound", "Goddamn Electric" e "I'll Cast a Shadow" também são muito boas.

O Pantera passou um bom tempo na estrada com o Sabbath, e muitos fãs acreditam que isso ajudou a manter suas origens pesadas. Verdade ou não, o Pantera é ainda (e principalmente agora) uma das poucas bandas que ainda faz som pesado e de qualidade.
Ao contrário do que o título do álbum diz, não há muita coisa de novo aqui... ainda bem!

Para saber mais:
Site Oficial da Banda - http://www.pantera.com
Site Oficial da Gravadora Elektra - http://www.panterarocks.com.br




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