Resenha - 10 anos de Obskure - Overcasting - Obskure

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Por André Toral
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A banda começou em maio de 1989, iniciada pelos irmãos Amaudson Ximenes (guitarra) e Jolson Ximenes (baixo). Daquela época aos dias de hoje o grupo sofreu diversas alterações na sua formação, gravou três fitas demo: Uterus and Grave (1990), Opressions in Obscurity (1992), The Singing of Hungry (1993), e a Promo-tape do CD "Overcasting" (1996), participou de quatro CD's Coletivos: The Winds of a new Millennium # 1 (1995), ATITUDE # 1 (1997), Noise for Deaf (1999) (Rotthnness Rec./SP - CD beneficente) e CD da Revista Planet Metal # 6 , e por último o CD "Overcasting" (1998), com a primeira edição esgotada, foi feita uma segunda prensagem, comemorativa dos dez anos do grupo. Sua formação atual é constituída por: Amaudson Ximenes (guitarra), Jolson Ximenes (baixo/vocal), Daniel Boyadjian (Guitarra solo/vocal), Wilker D'Angelo (Bateria) e Juliana Costa (Teclado).

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A primeira Demo Tape: "Uterus and Grave" (1990), onde tudo começou....

"a banda diz que veio intranquilizar dos comodistas aos preconceituosos, ou mesmo, 'perturbar desagradavelmente os pragmáticos ou utilitários', como revela o guitarrista Amaudson Ximenes...em 1989, ele e seu irmão Jolson resolveram transformar o discurso em som e formaram a banda, primeira Grind-death no estado...um ano depois surgia a primeira demo-tape do grupo, "Uterus and Grave", que eles mesmos consideram uma das melhores do país 'totalmente podre e com ótima qualidade'. O Dia (Teresina- PI) - 1995.

(A DT "Uterus and Grave" impressionava pela sua brutalidade, naquela época as gravações do gênero eram feitas de forma bem artezanal. A "Uterus..." foi gravada em três horas no Pró-Áudio Estúdio, obtendo inclusive elogios de outros países, recebemos cartas da Colômbia, Chile, Argentina, Alemanha, Guatemala e México).

"Dividem o palco os grupos heavy-metal Beowulf, Insanity, que insere seu repertório num subgênero do heavy-metal, o thrash, e a Obskure, que toca o estilo grindcore, a dosagem metaleira predileta pelos skatistas (grifos do autor)". Diário do Nordeste - 1990

(O Metal do Ceará começava a mostrar a sua cara, esse evento foi organizado pelo Cláudio Warhammer, editor do Fanzine Cerebral Death, no Recanto dos Poetas, na Av. Carapinima - Benfica).

Sobre a Segunda Demo-tape "Opressions in Obscurity (1992):

"quem deve estar botando os pés em estúdio no dia 29 de julho é o grupo Obskure...vejamos se o Pró-Áudio agüenta o peso do som da banda". Ricardo Jorge - O Povo - 1992.

Fizemos grandes amigos nos principais jornais locais, estávamos sempre informando o que se passava conosco)

"...o grupo lança sua fita demo, vencendo as intempéries comuns a maior parte dos conjuntos de rock da terra: falta de apoio e divulgação - situação pior que a dos músicos regionalistas do Ceará...bateria peso-pesado, guitarras que funcionam como um soco no estômago e uma voz que mais parece o incrível hulk cantando nos confins do inferno". Ricardo Jorge - O Povo - 1992.

(a Demo tape "Opressions in obscurity" era um recomeço para a banda, que passava por mudanças na formação. Marcava também a entrada do Daniel Boyadjian).

"O show marca o lançamento da Segunda demo-tape da Obskure, "Opressions in obscurity", com quatro músicas...a banda existe desde o começo de 89, sempre seguindo a linha do 'death'".Luciano Almeida Filho - Diário do Nordeste - 1992.

(Esse show foi realizado no restaurante Tailândia, na Praia do Futuro, acontecia naquela data e local uma festa de Iemanjá, nos misturamos aos pais e mães de Santo dentro do ônibus sem falarmos dos nossos instrumentos. Descíamos na praça da 31 de março, fazendo o restante do percurso a pé, porém, nesse dia o pai de uma amiga nos deu uma carona e aliviou o nosso sufoco).

Sobre a Terceira Demo-tape: "The Singing of Hungry (1993)"

"A banda está comemorando seis anos na difícil estrada do rock pesado no Ceará...o quinteto está lançando sua terceira demo-tape 'The singing of hungry'...The singing of hungry, na verdade, era para fazer parte de um SPLIT-LP que estava sendo negociado com um selo baiano". Luciano Almeida Filho - Diário do Nordeste - 1995.

(Depois da 'furada' da Bazar Records conosco e com outras bandas, a única maneira era lançar o material em forma de Demo)

"A Obskure é uma das bandas mais antigas de Fortaleza, sendo conhecida por sua música bastante pesada, no qual misturam elementos do Death Metal e do Grindcore...The singing of hungry é pancadaria pura comprovada facilmente nas quatro faixas que a compõem" Alessandra Romano - Caderno Tribos, O Povo - 1995.

(A boa receptividade da "The singing..." conquistou inclusive a simpatia da mídia local)

"The singing of Hungry é a mais recente Demo-tape de uma das bandas mais populares do circuito nordestino de death metal...a apresentação da demo é muito boa, com encarte colorido, contendo letras e dados da banda...outro ponto alto da demo é gravação limpa, apesar de um pouco baixa...vale citar a faixa Impure Awareness com melodias que fazem lembrar os tempos do death clássico". Wilson Perna - Rock Brigade - 1994.

(comentário da DT "The singing of hungry", feito pelo "Perna", guitarrista do Genocídio (SP) para Revista Rock Brigade).

"eles mostram um dilúvio de afogar os ouvidos...nada mais justo para esses batalhadores que há sete anos enfrentam as trincheiras do novo rock, sendo os pioneiros desse estilo por aqui".Henrique Nunes - Diário do Nordeste - 1996.

(Comentário sobre o CD coletivo "the winds of a new millenium, Vol. 1")

"...com sete anos de estrada, a galera está em estúdio para gravar dez músicas que se somarão a duas já prontas, para lançarem em breve um CD independente...as influências do grupo oscilam do metal ao grind core às trilhas de cinema, aos sons egípcios e densos climas operísticos - nada que comprometa o peso de sua música". Ricardo Jorge - Diário do Nordeste - 1996.

(O Obskure já havia assinado com a Moon Shadow e se preparava para entrar em estúdio. Nesse dia faríamos um show na barraca Igrejinha - Praia do Futuro, com o intuito de arrecadar dinheiro para pagar o estúdio).

"Outra das poucas exceções à linha punk da compilação, que reuniu bandas que tratassem de problemas sociais, é a banda cearense Obskure, velha conhecida do cenário de metal local que marca presença com as faixas Unraveling e Sick World". Caderno Fanzine, O Povo - 1997.

(O Cd Coletivo "Atitude I", iniciava um intercâmbio com o amigo e irmão de Brasília, Fellipe CxDxC. Foi a semente para a formação da ACR (Associação Cultural Cearense do Rock) e a integração das duas cenas. Vale ressaltar que o projeto está em sua terceira edição, tendo sempre a participação de bandas cearenses).

"... De qualquer forma, o guitarrista solo e vocal Daniel Boyadjian e os irmãos Jolson e Amaudson Ximenes pretendem mostrar toda categoria da banda, que promove a estréia da tecladista Juliana Costa e do baterista Wilker D'Angelo, dando tempo para o batera Bruno Gabai dedicar-se somente à sua participação na banda Insanity" Henrique Nunes - Diário do Nordeste - 1997

(completávamos oito anos de existência, além de promovermos a estréia do D'ângelo e da Juliana. Estávamos sem baterista há quase dois anos. Nesse tempo contamos com a ajuda do Bruno Gabai, da banda Insanity, que fez alguns shows conosco e gravou o CD Overcasting. A Cris deixou a banda durante as gravações do CD, os teclados foram gravados pelo Jolson e pelo Daniel. A Juliana e o D'ângelo já gostavam e conheciam o som da banda, o que pesou bastante na hora de convidá-los para assumir os teclados e a bateria do Obskure).

Sobre o CD Overcasting:

"...produção bem acabada, passando por composições consistentes amarradas por arranjos classudos" Roberto Viera - Diário do Nordeste - 1999.

"...um trabalho maduro e consistente, repleto de tempestades brutais e cadenciadas". Samuel - Deusdemoteme Zine (MA) - 1999.

"...musicalidade apuradíssima e composições de alto nível e muito bom gosto, o Obskure consegue unir o peso sombrio do doom metal com a suavidade clássica do atmosferic". Fernando Souza Filho - Rock Brigade (SP) - 1999.

"...Guiados por uma bateria que alterna velocidade e técnica e guitarras cortantes, riff por riff, melodias soturnas são construídas com a ajuda de teclados muito bem encaixados e um vocal feminino belíssimo...o Obskure demonstra muito mais personalidade e qualidade do que apenas montanhas de bases sem sentido". George Frizzo - Roadie Crew (SP) - 1999.

"Com dez anos de carreira, o Obskure é uma das mais tradicionais bandas de metal do Nordeste e mistura diversas influências como death metal e grindcore. O bom gosto no uso do teclado é um dos diferenciais da banda." Marcos Cardoso - Planet Metal (SP) - 1999

"... Por cima de pau e muita pedra somam-se dez anos de muita perseverança, determinação fez e continuará fazendo, mesclando o brutal com o técnico, sem perder sua identidade, com isso o nosso grandioso estado, agradece. valeu OBSKURE". Augusto "Death" César - Ex- Leprous (CE) - 1999

"... banda muito importante no underground cearense, o Obskure, incendiou o local com seu original e intricado black metal sinfônico grind/death, cheio de climas e belos arranjos... O público se esbaldou dando moshs em profusão e agitou muito do começo ao fim do set... "Fury and Motion" foi um dos destaques..." Marcos Cardoso - Planet Metal (SP) - 1999.

(Comentário sobre o "1.º ForCaos", um dos maiores Festivais Undergrounds do Norte-Nordeste. Vale ressaltar que não fazemos Black. O editor da revista não leu nossas letras. Tecer um comentário desse tipo a respeito é perigoso)

(Os comentários positivos sobre o "Overcasting" servem para referenciar os dez anos de dedicação e amor a música pesada. Chegamos a uma década de mãos limpas, respeitando o nosso público, os nossos amigos, a imprensa, os zines e todos aqueles que acreditam na Arte como um referencial de transformação. Obrigado por tudo).

Para acessar o site da banda: http://www.lia.ufc.br/~danielmb/
Para contactar a banda: obskure@sec.secrel.com.br




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Sobre André Toral

Formado em Administração de Empresas. Curte Hard clássico dos anos 70 e início dos 80; Heavy Metal é sua religião.

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