Resenha - Tales Of A Holy Quest - Storyteller

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Por Fernando De Santis
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Fazendo um metal melódico, com aqueles refrões em coro, a banda sueca The Storyteller coloca no mercado seu terceiro álbum, intitulado "Tales Of A Holy Quest". Formado por L-G Person (vocal e baixo), Fedrik Groth (guitarra), Jacob Wennerqvist (guitarra) e Martin Hjerp (bateria), The Storyteller não tem como ponto forte a originalidade e acaba fazendo um som genérico a muitas bandas já consagradas.

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"Voices From The Past" é a tradicional introdução instrumental que já é emendada a power "Seed Of Lies". O instrumental lembra um pouco Rhapsody, porém, mais enxuto e com menos elementos. O refrão segue a fórmula de coros vocais e nessa faixa em questão, soa interessante. "Words Out Of Greed" é um dos pontos altos do álbum, com bases rápidas, a banda capricha nos riffs e os duetos de solos de guitarra são empolgantes. "The Mass" começa com cara de balada, apenas com violão, bateria e vocal e ao atingir o refrão pela segunda vez, entra a guitarra fazendo a base power. Sem dúvida, essa é a composição que eles mais capricharam, o refrão é muito bonito e marcante e a banda soube aproveita-lo muito bem, fazendo um final épico com coros vocais.

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"Blinded Eyes" é mais uma das faixas de power melódico que passam desapercebidas no álbum, sem trazer nada de novo. "When All Hope Has Faded" é a balada do disco, que conta apenas com o vocal de L-G Person mais "comportado" e com um violão fazendo uma base simples. "Trails Of Blood" é uma música longa, que começa com uma melodia de flauta que se transforma num riff de guitarra. L-G é o integrante de maior destaque, talvez por ter um vocal mais peculiar, não soando como outros vocalistas. Ele também não soa exagerado, o que é um ponto positivo, não deixando a voz cansativa. O álbum é encerrado com uma espécie de vinheta, chamada "...and Still They Speak".

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"Tales Of A Holy Quest", da banda The Storyteller, é um bom disco, mas não é melhor e nem original em relação aos álbuns do Blind Guardian, Hammerfall e outros. Se você é muito fanático pelo estilo, vale a pena conferir, senão, fique com os discos das bandas já conhecidas e consagradas, pois não estará perdendo nada.

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Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

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