Resenha - Symbol of Life - Paradise Lost
Por Sílvio Costa
Postado em 27 de abril de 2003
Depois de dois álbuns orientados para um som mais próximo do pop gótico que propriamente para o gothic metal que eles ajudaram a criar, o Paradise Lost promove um pequeno retorno às raízes com este Symbol of Life. Antes de mais nada, não confie na propaganda. É exagero dizer que este disco é "o sucessor de Draconian Times". Claro que isto é jogada de marketing, afinal de contas, mais de meia década separa os dois discos. O fato é que temos aqui um Paradise Lost renovado, fazendo um som tremendamente interessante e agradável.
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O disco começa com a poderosa "Isolate", com um ritmo que fica martelando na cabeça por horas e com vocais agressivos de Nick Holmes. Na seqüência, outra candidata a clássico da banda, com direito a intervenções de vocais femininos, como nos velhos tempos. "Erased" é, sem dúvida, uma das melhores músicas do Paradise Lost em muitos anos. Músicas que alternam letras depressivas e instrumental que mistura com perfeição as boas idéias presentes no Host (de 1999) e Believe in Nothing (2000) dão a tônica do restante do disco. Impossível não destacar as maravilhosas "No Celebration" e "Self-Obsessed".
Quem gostou dos dois últimos discos do Paradise Lost não vai se decepcionar. Quem achou que a banda passou a ser frequentadora assídua de raves após o lançamento de One Second vai continuar pensando mais ou menos a mesma coisa. O fato é que o Paradise Lost ainda está vivo e ainda faz um som de qualidade e de extremo bom gosto, não importando muito em que sub-estilo ele irá se encaixar.
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