Resenha - Walking On Clouds - In The Labyrinth

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Por Thiago Sarkis
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Nota: 8


O trabalho desenvolvido pelo In The Labyrinth não me parece ter preocupação comercial alguma. A linha adotada pela banda não é nada acessível. É um progressivo ambiente, bem experimental e psicodélico, que tem, em sua base, características musicais do Oriente Médio e de países como a Índia.

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Das onze faixas presentes em "Walking On Clouds", apenas "Kali", "Over The Wall", "Dervish Dreams" e "Gates Of Oneiron" possuem vocais. Uma pena. Não que o instrumental do grupo seja fraco, pelo contrário. Porém, as quatro composições citadas estão entre os pontos mais fortes do disco, com melodias vocais maravilhosas e bem suaves, em letras onde o misticismo predomina.

Nas músicas instrumentais, o líder e principal compositor do grupo, Peter Lindahl, dá todas as cartas, com arranjos riquíssimos, que primam no uso de instrumentos como cítara, flauta, corneta, violino, acordeão e mandolim. Para que tudo isso trabalhe junto, de maneira harmoniosa, Lindahl conta com o reforço de dez músicos. Entre eles Håkan Almkvist (Ensemble Nimbus e Orient Squeezers), que participa pela primeira vez de um álbum do In The Labyrinth e já se torna peça essencial na estrutura do grupo, com uma musicalidade invejável. Aliás, Almkvist é o único, além de Peter, que tem uma composição totalmente sua no álbum.

O disco tem uma referência musical e a segue muito bem, com um instrumental primoroso e ótimas composições. Porém, se analisarmos o conjunto das faixas, são facilmente detectados alguns momentos maçantes, cansativos. Os temas variam, mas a idéia não. Raramente, como em "Over The Wall", podemos perceber influência de outros estilos e culturas. E talvez uma maior variação nas referências musicais, fosse importante, para dar mais dinamismo às composições.




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Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

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