Rage Against The Machine: A origem do nome da banda
Por Ricardo Cunha
Fonte: Esteriltipo
Postado em 10 de abril de 2019
"… muitos trabalhadores invadiram as fábricas e quebraram as máquinas com golpes de martelos…"
Ao pé da letra o nome "Rage Against The Machine" significa nada mais, nada menos do que "Fúria Contra a Máquina". Mas a que tipo de máquina se refere? A bem da verdade, o termo dá margem para mais de uma interpretação. Aqui, destacamos duas:
Uma referência ao sistema político que rege as relações sociais em todas as sociedades capitalistas;
Uma referência às máquinas de que fazemos uso corriqueiramente nas tarefas laborais, domésticas e de entretenimento.
A interpretação [1] é a teoria mais aceita em virtude de ser uma ideia já amplamente difundida; a interpretação [2] é a que defendemos, pois sobre ela, há fatos históricos. Fatos que se desencadearam durante um movimento que ficou conhecido como Ludismo, que ocorreu na Inglaterra entre os anos de 1811 e 1812.
Vejamos os trechos a seguir:
"Com o advento da Revolução Industrial no século XVIII, ocorreram progressivas e intensas transformações sociais, políticas e econômicas. A industrialização havia trazido consigo a urbanização, as mudanças no modo de produção e as tensas relações entre a burguesia, donos dos meios de produções e trabalhadores, que vendiam sua força de trabalho para a sobrevivência."
"As indústrias substituíram a produção artesanal pela mecânica, proporcionando, assim, um aumento significativo na produção diária de mercadorias. Esses avanços enriqueceram os capitalistas (burguesia detentora de riquezas), mas os trabalhadores foram excluídos desse enriquecimento."
Os referidos trabalhadores viviam e trabalhavam em condições subumanas, sendo submetidos a jornadas de trabalho que podiam chegar às 18 horas diárias:
"Com o incremento das máquinas industriais nas fábricas, rapidamente a mão de obra operária foi sendo substituída, gerando milhares de desempregados. Logo em seguida, os trabalhadores reagiram com o movimento de quebra de máquinas: no ano de 1811, muitos trabalhadores invadiram as fábricas à noite e quebraram as máquinas com golpes de martelos."
"Para esses trabalhadores, as máquinas se transformaram na principal responsável pela situação de exploração e de desemprego em que se encontravam. Os trabalhadores quebradores de máquinas ficaram conhecidos como ludistas, nome que deriva de Ned Ludd (que na imagem, em nada lembra um assalariado), uma personagem, tida por muitos como lendária, que teria quebrado a máquina em que operava a golpes de martelo, mostrando assim sua insatisfação. Rapidamente, o ludismo se espalhou da Inglaterra para outros países europeus."
Por fim, o Ludismo se constituiu como o primeiro movimento operário de reivindicação de melhorias nas relações e condições de trabalho. Importante é perceber que os trabalhadores ainda não tinham a consciência política do movimento que criaram. Talvez por isso, tenham se enfurecido e quebrado as máquinas de trabalho ao invés de protestar contra o sistema capitalista, responsável direto pela automação das fábricas. Como conclusão, não estamos afirmando que a fúria que os trabalhadores demonstraram ao quebrar as máquinas seja, em última instância, o fenômeno que levou a criação no nome "RATM", mas que os fatos acima descritos se encaixam perfeitamente no contexto elaborado com vistas ao aprofundamento do tema que dá título a esta matéria.
Referências: Whiplash.net, Brasil Escola.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Como uma canção "profética", impossível de cantar e evitada no rádio, passou de 1 bilhão
O álbum "exagerado" do Dream Theater que John Petrucci não se arrepende de ter feito
A música feita pra soar mais pesada que o Black Sabbath e que o Metallica levou ao extremo
As duas músicas do Metallica que Hetfield admite agora em 2026 que dão trabalho ao vivo
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
A música do Angra que Rafael Bittencourt queria refazer: "Podia ser melhor, né?"
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Max Cavalera só curtia futebol até ver essa banda: "Virei roqueiro na hora"
A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
O guitarrista que Dave Grohl colocou acima de Jimi Hendrix, e que Brian May exaltou
A última grande cantora de verdade que existiu, segundo Regis Tadeu
"Morbid Angel é mais progressivo que Dream Theater", diz baixista do Amorphis
A contundente opinião de Anders Fridén, vocalista do In Flames, sobre religião
Para Lobão, a maior banda de rock do mundo dos dias de hoje é brasileira


A música sobre "políticos celebridades" que inspirou Tom Morello a criar uma banda
A obra-prima do Dream Theater que mescla influências de Radiohead a Pantera
A banda que "chutou o traseiro" do Rage Against the Machine, segundo Tom Morello
Frontman: quando o original não é a melhor opção
Pattie Boyd: o infernal triângulo com George Harrison e Eric Clapton


