Metallica: Discografia comentada - Parte 2

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Por Mateus Ribeiro
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O céu, o inferno, o alívio e o fundo do poço.

Com o lançamento do álbum homônimo, o Metallica atingiu o topo. Depois de uma tour gigantesca e de milhões de álbuns vendidos, a banda figurava entre as maiores trelas da história do Metal. Só uma derrapada muito grande poderia atrapalhar os planos da banda.

Então, chega o ano de 1996, e a banda choca o mundo mais uma vez.

"Load" (1996)

O tão esperado "novo álbum" do Metallica é lançado, e pega o mundo de surpresa. Logo nos primeiros acordes de "Ain't My Bitch", já dava pra sacar que mais uma vez, os caras inovaram. O "problema" é que as tais inovações fizeram muita gente torcer o nariz.

Mais uma vez, o Metallica resolveu mudar seu som, e "Load" não lembra quase nada da banda que dez anos antes havia lançado o clássico "Master Of Puppets". A aposta em uma sonoridade mais alternativa foi um prato cheio para aqueles que acusavam a banda de ter se vendido.

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Como se não bastasse a mudança no som, a banda também mudou o visual, o que deixou os bangers mais tradicionalistas putos da vida com James e sua turma.

De fato, algumas músicas de "Load" são um pouco indigestas, mas com o tempo, o disco acaba se tornando agradável (desde que se não ligue para rótulos).

As faixas "Until It Sleeps", "King Nothing", "Hero Of The Day", "Beeding Me", "2x4" e até mesmo a country "Mama Said" acabam se salvando em meio ao tiroteio.

"ReLoad" (1997)

Se "Load" não foi muito bem recebido pelos Xerifes do metal, com "ReLoad", o boi deitou de vez.

O sétimo trabalho de estúdio dos quatro cavaleiros reúne algumas músicas que não foram utilizadas no álbum anterior. E se nem as titulares agradaram, imagine as reservas...

Apesar de todo o barulho gerado, a banda continuava a ganhar novos fãs com a abordagem mais acessível. Algumas músicas se tornaram muito populares, casos de "Fuel", "Bad Seed", "The Memory Remains" e "The Unforgiven 2", que nem de longe lembra a primeira parte.

Mais um álbum que vendeu bem, deixou o nome da banda em evidência, porém, o Metallica mais uma vez que estava distante do que foi no início.

"Garage Inc." (1998)

Depois de duas belíssimas deslizadas, o Metallica gravou um álbum de covers. As versões ficaram muito boas, e bandas como Queen, Thin Lizzy, Lynyrd Skynyrd, Diamond Head, Black Sabbath, Mercyful Fate e Misfits foram homenageadas.

O álbum é duplo. No disco 1 estão as versões inéditas. Já no disco 2, estão músicas gravadas ao longo da carreira da banda, inclusive as presentes no "The $5.98 E.P.: Garage Days Re-Revisited", primeiro trabalho a contar com Jason Newsted.

As versões ficaram legais, e deram um pouco de esperança para os fãs mais saudosos que ainda ouviam a banda, já que naquelas alturas,muita gente já havia abandonado o barco...

"S&M" (1999)

Com a barra um pouco mais limpa, o Metallica decidiu que estava na hora de fazer algo diferente mais uma vez. Em abril de 1999, gravaram dois shows com a Orquestra Sinfônica de San Francisco. Os shows viraram o álbum ao vivo "S&M", que traz clássicos de quase todos os discos da banda (apenas Kill'Em All não teve nenhuma música gravada).

O resultado do disco agradou muita gente, e até mesmo alguns fãs mais antigos se renderam ao tamanho da obra. Será que os bons tempos estavam voltando?

Não. Definitivamente não.

"St. Anger" (2003)

O clima no Metallica não era dos melhores. Além da saída de Jason Newsted (que saiu da banda pouco antes do início das gravações), James teve de se internar em uma clínica de reabilitação para tratar seus vícios. A chance de vir um disco polêmico era grande.

E o Metallica conseguiu o que parecia impossível: queimar mais ainda seu filme com os fãs mais antigos. Aliás, acredito que com "St. Anger", até mesmo quem começou a ouvir a banda nos anos 90 sentiu se constrangido.

O disco consegue reunir tudo o que há de pior no cenário alternativo e New Metal, resultando em canções genéricas, que tentam passar um certo peso, mas acabam soando até mesmo caricatas. Um dos piores discos já lançados por alguma banda de Metal.

Aparentemente, depois de conhecer o céu e o inferno, o Metallica chegava até o fundo do poço. Será que conseguiria se reinventar mais uma vez?

Na parte 3 eu conto melhor!


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Sobre Mateus Ribeiro

Fanático por Ramones, In Flames e Soilwork. Limeirense com muito orgulho (e sotaque).

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