Black Sabbath: 5 músicos que fizeram participações nos discos

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Por Igor Miranda
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O Black Sabbath contou com diversas mudanças de formação ao longo das décadas. Entretanto, são poucos os músicos de estúdio que colaboraram com o grupo em seus discos.

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Os cinco músicos listados abaixo fizeram participações em discos diversos do Black Sabbath. E alguns tiveram colaborações inusitadas.

Veja:

Rick Wakeman

A participação mais curiosa na discografia do Black Sabbath é a de Rick Wakeman. O tecladista do Yes gravou piano e Minimoog na música "Sabbra Cadabra". Ele afirma que recusou pagamento para o trabalho - no entanto, foi compensado com litros consideráveis de cerveja.

A participação de Rick Wakeman foi antológica por quase ter selado a sua entrada para o Black Sabbath. O tecladista foi convidado para entrar para o grupo, só que a preocupação de Ozzy Osbourne com o possível distanciamento do heavy metal - já que a ideia era ter Wakeman para trabalhar em uma sonoridade mais diversa - impediu a sua entrada.

"Tony Iommi, que até hoje é um grande amigo, me disse uma vez que a banda estava considerando seriamente a possibilidade de me convidar para me juntar a eles pois nos dávamos muito bem e eles estavam pensando em expandir sua sonoridade. Mas Ozzy ficou preocupado, e ele provavelmente estava certo, achava que os fãs de metal não reagiriam bem", contou Rick Wakeman, em entrevista à Classic Rock.

O pai não entrou para o Black Sabbath, mas o filho foi, praticamente, um membro do grupo. Adam Wakeman, que toca com Ozzy Osbourne em sua carreira solo, participou das turnês do Sabbath entre 2004 e 2006 e de 2012 até o fim da banda, em 2017.

Gerald "Jezz" Woodroffe

Por mais que Rick Wakeman não tenha se juntado ao Black Sabbath, a banda acabou contando com um tecladista - só que de forma não oficial. Gerald "Jezz" Woodroffe participou de boa parte das faixas dos discos "Sabotage" (1975) e "Technical Ecstasy" (1976), dois dos registros mais experimentais do grupo.

Inicialmente, Gerald "Jezz" Woodroffe gravaria apenas algumas partes de teclados em "Sabotage". No entanto, o conceito musical do disco se expandiu, com o uso de orquestras e sintetizadores, e "Jezz" foi convocado para excursionar com o Sabbath na época.

A dose se repetiu em "Technical Ecstasy" e sua turnê seguinte. "Jezz" acabou não ficando por tanto tempo e passou a trabalhar como músico de estúdio e de turnê para Robert Plant e Phil Collins, em suas carreiras solo. O músico também integrou a Geezer Butler Band e tocou com o grupo de new wave The Belle Stars.

Don Airey

A conexão inicial entre Ozzy Osbourne e Don Airey ocorreu no último disco do Madman com o Black Sabbath até o seu retorno na década de 2010: "Never Say Die!". Airey registrou teclados e piano em várias faixas do disco.

Entre os músicos de apoio que tocaram com o Black Sabbath, Don Airey foi o que deixou uma marca mais significativa. Há toques de psicodelia e até elementos progressivos e de jazz em algumas canções de "Never Say Die!" que foram bem trabalhados por Airey ao longo de sua participação.

Apesar de Ozzy Osbourne ter sido o principal opositor com relação aos experimentos do Black Sabbath, o Madman gostou de Don Airey e o convocou para tocar em sua banda solo. O músico toca nos discos "Blizzard Of Ozz" (para o qual foi trazido às pressas) e "Bark At The Moon". Ele permaneceu no grupo de Ozzy de 1981 a 1982 e de 1983 a 1985.

Bob Daisley

A conexão entre Bob Daisley e Black Sabbath ocorreu de modo contrário ao caso de Don Airey. O ex-baixista do Rainbow se consagrou ao lado de Ozzy Osbourne, em sua carreira solo, e só depois se envolveu com o Sabbath.

Bob Daisley é co-autor de diversas músicas de Ozzy Osbourne e integrou a primeira formação da banda solo do Madman, ao lado de Randy Rhoads e Lee Kerslake. Entre idas e vindas, Daisley gravou os discos "Blizzard Of Ozz", "Diary Of A Madman" e "Bark At The Moon" com Ozzy até que, em 1985, se desvencilhou de vez do projeto.

No início de 1987, Bob Daisley foi trazido às pressas, pelo produtor Jeff Glixman, para gravar as linhas de baixo do disco "The Eternal Idol", que seria lançado pelo Black Sabbath no mesmo ano. A banda havia acabado de perder o seu baixista, Dave Spitz, que não registrou nada do álbum devido a "questões pessoais".

Além das linhas de baixo, Bob Daisley também co-escreveu, ao lado de Tony Iommi, todas as letras. Contudo, ele não foi creditado por nenhum dos trabalhos: a edição original de "The Eternal Idol" diz que as quatro cordas foram tocadas por Dave Spitz e que a autoria das canções é de Iommi.

Depois dessa breve passagem pelo Black Sabbath como músico de estúdio, Bob Daisley ainda voltou a trabalhar com Ozzy Osbourne em outras três ocasiões: 1988, 1991 e 1994. Ele gravou os discos "No Rest For The Wicked" e "No More Tears" durante esses "flashbacks".

Brian May

O guitarrista do Queen, Brian May, é um grande amigo de Tony Iommi. O músico fez uma participação especial em "Headless Cross", segundo disco do Black Sabbath com Tony Martin nos vocais.

Em sua colaboração, May toca o solo da música "When Death Calls". Com tal feito, Brian acabou se tornando o único guitarrista a participar como convidado especial de um álbum do Black Sabbath.

Como agradecimento pela colaboração, Tony Iommi tocou em diversas músicas do repertório do Queen no Freddie Mercury Tribute Concert, evento filantrópico, realizado no ano de 1992, após a morte do vocalista da banda, Freddie Mercury.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

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