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Steve Vai: a curiosa conexão com o hard rock fora da carreira solo

Por Igor Miranda
Em 13/06/17

A carreira de Steve Vai despontou após ele ter integrado a banda de apoio de Frank Zappa no início da década de 1980. Só que, diferente do esperado, o músico não guiou sua carreira posterior para a veia experimental e mista que consagrou Zappa. Enquanto os discos solo seguiram uma proposta mais ligada ao instrumental/shredding, as bandas - especialmente na década de 1980 - flertaram muito com o hard rock.

Steve Vai deixou a banda de Frank Zappa em 1983 e comprou uma casa em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde construiu seu primeiro estúdio profissional. Lá, Vai gravou "Flex-Able" (1984), o único álbum de sua discografia que traz um pouco da influência de Zappa.

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A fama começou a surgir após Steve Vai ter lançado "The Attitude Song", com uma série de "acrobacias" na guitarra. O músico também integrou o Alcatrazz por um tempo, em substituição a Yngwie Malmsteen, e aí começa o seu vínculo curioso com o hard rock.

Com o Alcatrazz, Steve Vai gravou o disco "Disturbing The Peace", que foi lançado em 1985. Trata-se claramente de um álbum de heavy metal, mas, como muita coisa feita na década de 1980, havia a influência do hard rock - e em diversos formatos, do hino "God Blessed Video" até o AOR "Will You Be Home Tonight".

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Vai ficou no Alcatrazz por pouco tempo: no fim de 1985, ele passou a integrar a banda solo de David Lee Roth. O vocalista havia deixado o Van Halen, em seu auge comercial até então, por diferenças criativas com Eddie Van Halen. Além de Vai, Roth passou a contar com Billy Sheehan no baixo e Gregg Bissonette na bateria. Só monstros.

"Eat 'Em And Smile", lançado em 1986, foi o primeiro disco full-length de David Lee Roth em carreira solo - antes ele já havia divulgado o EP "Crazy From The Heat" (1985), só com covers e ao lado de outros instrumentistas. Com seu primeiro álbum, a conexão entre o hard rock e o jazz que DLR tanto gostava ficou ainda mais clara. E, ainda que o hard rock predomine, o som híbrido casou muito bem com o background dos músicos de apoio de Roth, que tinham expertise no jazz e em gêneros de execução instrumental mais técnica.

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Curiosamente, antes de "Eat 'Em And Smile" ter sido lançado, Steve Vai gravou guitarra para "Album", quinto disco do Public Image Ltd. E Vai se saiu bem, ainda que as seis cordas não sejam o destaque por aqui - natural, para um disco alternativo/pós-punk.

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No segundo disco de David Lee Roth, "Skyscraper" (1988), a pegada ficou um pouco mais confusa. Houve momentos mais ecléticos, mas quando se decidia fazer hard rock, a proposta seguia ainda mais para a pegada oitentista, exagerada e com sintetizadores de sobra. O hit "Just Like Paradise" resume a situação.

Depois da turnê de "Skyscraper", Steve Vai deixou a banda de David Lee Roth e seguiu para outro projeto de hard rock: o Whitesnake, cada vez mais mergulhado no hair metal praticado na década de 1980. Com o êxito obtido em "1987", o álbum que vinha sendo planejado pelo vocalista e líder, David Coverdale, não poderia seguir por outra vertente.

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"Slip Of The Tongue" (1989) contém todos os clichês proporcionados pelo hard rock oitentista - e consegue ser bom mesmo assim, ainda que não seja tão inspirado quanto "1987". O talento de Steve Vai se sobressaiu, pois o músico comandou as seis cordas por aqui. Além de gravar suas partes, Vai registrou as linhas do outro guitarrista, Adrian Vandenberg, que havia sofrido uma séria lesão no punho naquela época. Vandenberg, por sua vez, colaborou como co-autor de todas as faixas - exceto, obviamente, pela regravação de "Fool For Your Loving", anterior à sua entrada no grupo.

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Já como integrante do Whitesnake, Steve Vai começou a gravar seu segundo disco solo, que também foi, em um período de cinco anos, o primeiro registro fora do hard rock: "Passion And Warfare" (1990). Ainda sob a batuta de Coverdale, Vai chegou a apresentar algumas de suas músicas solo na turnê que divulgou "Slip Of The Tongue", como "The Audience Is Listening" e "For The Love Of God".

Toda essa trajetória no hard rock, ao lado de nomes consagrados a nível mundial, foi importante para que "Passion And Warfare" se tornasse um sucesso. Trata-se de um dos poucos trabalhos instrumentais a conquistar disco de ouro nos Estados Unidos e a ser aclamado como se fosse um trabalho convencional, com letras e vocais.

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O Whitesnake fez seu último show em setembro de 1990, mesmo mês em que "Passion And Warfare" foi lançado. Depois disso, a banda encerrou suas atividades e quando retornou, já em 1994, não contou com Steve Vai.

O hard rock voltou a dar suas caras, já em doses mais homeopáticas, no disco "Sex & Religion", lançado sob a alcunha Vai e, dessa vez, com vocais - aqui, gravados por Devin Townsend. Ainda que seja um trabalho marcado pela pegada experimental e virtousa, momentos como "In My Dreams With You" e a faixa título são, inegavelmente, hard rock.

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"Sex & Religion" foi o último momento mais hard rock da carreira de Steve Vai, apesar de ele ter composto, depois, com Ozzy Osbourne para um disco que viria a ser menos metálico na carreira do Madman: "Ozzmosis" (1995). Nesse registro, Vai não chegou a tocar em nenhuma faixa e apenas uma co-autoria, "My Little Man", foi mantida.

No fim das contas, Vai se consolidou ainda mais no rock instrumental a partir do EP "Alien Love Secrets" (1995), com destaques para os discos "Fire Garden" (1996) e "Real Illusions: Reflections" (2005). E mais: deixou de se envolver com bandas ou projetos a longo prazo fora de sua carreira solo.

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Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

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