Steve Vai: a curiosa conexão com o hard rock fora da carreira solo

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Igor Miranda
Enviar correções  |  Comentários  | 

A carreira de Steve Vai despontou após ele ter integrado a banda de apoio de Frank Zappa no início da década de 1980. Só que, diferente do esperado, o músico não guiou sua carreira posterior para a veia experimental e mista que consagrou Zappa. Enquanto os discos solo seguiram uma proposta mais ligada ao instrumental/shredding, as bandas - especialmente na década de 1980 - flertaram muito com o hard rock.

611 acessosHeavy Metal: Quando o Surf também radicaliza no som5000 acessosMini Iron Maiden: tocando "Ghost Of The Navigator" na escola

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Steve Vai deixou a banda de Frank Zappa em 1983 e comprou uma casa em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde construiu seu primeiro estúdio profissional. Lá, Vai gravou "Flex-Able" (1984), o único álbum de sua discografia que traz um pouco da influência de Zappa.

A fama começou a surgir após Steve Vai ter lançado "The Attitude Song", com uma série de "acrobacias" na guitarra. O músico também integrou o Alcatrazz por um tempo, em substituição a Yngwie Malmsteen, e aí começa o seu vínculo curioso com o hard rock.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Com o Alcatrazz, Steve Vai gravou o disco "Disturbing The Peace", que foi lançado em 1985. Trata-se claramente de um álbum de heavy metal, mas, como muita coisa feita na década de 1980, havia a influência do hard rock - e em diversos formatos, do hino "God Blessed Video" até o AOR "Will You Be Home Tonight".

Vai ficou no Alcatrazz por pouco tempo: no fim de 1985, ele passou a integrar a banda solo de David Lee Roth. O vocalista havia deixado o Van Halen, em seu auge comercial até então, por diferenças criativas com Eddie Van Halen. Além de Vai, Roth passou a contar com Billy Sheehan no baixo e Gregg Bissonette na bateria. Só monstros.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

"Eat 'Em And Smile", lançado em 1986, foi o primeiro disco full-length de David Lee Roth em carreira solo - antes ele já havia divulgado o EP "Crazy From The Heat" (1985), só com covers e ao lado de outros instrumentistas. Com seu primeiro álbum, a conexão entre o hard rock e o jazz que DLR tanto gostava ficou ainda mais clara. E, ainda que o hard rock predomine, o som híbrido casou muito bem com o background dos músicos de apoio de Roth, que tinham expertise no jazz e em gêneros de execução instrumental mais técnica.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Curiosamente, antes de "Eat 'Em And Smile" ter sido lançado, Steve Vai gravou guitarra para "Album", quinto disco do Public Image Ltd. E Vai se saiu bem, ainda que as seis cordas não sejam o destaque por aqui - natural, para um disco alternativo/pós-punk.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

No segundo disco de David Lee Roth, "Skyscraper" (1988), a pegada ficou um pouco mais confusa. Houve momentos mais ecléticos, mas quando se decidia fazer hard rock, a proposta seguia ainda mais para a pegada oitentista, exagerada e com sintetizadores de sobra. O hit "Just Like Paradise" resume a situação.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Depois da turnê de "Skyscraper", Steve Vai deixou a banda de David Lee Roth e seguiu para outro projeto de hard rock: o Whitesnake, cada vez mais mergulhado no hair metal praticado na década de 1980. Com o êxito obtido em "1987", o álbum que vinha sendo planejado pelo vocalista e líder, David Coverdale, não poderia seguir por outra vertente.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

"Slip Of The Tongue" (1989) contém todos os clichês proporcionados pelo hard rock oitentista - e consegue ser bom mesmo assim, ainda que não seja tão inspirado quanto "1987". O talento de Steve Vai se sobressaiu, pois o músico comandou as seis cordas por aqui. Além de gravar suas partes, Vai registrou as linhas do outro guitarrista, Adrian Vandenberg, que havia sofrido uma séria lesão no punho naquela época. Vandenberg, por sua vez, colaborou como co-autor de todas as faixas - exceto, obviamente, pela regravação de "Fool For Your Loving", anterior à sua entrada no grupo.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Já como integrante do Whitesnake, Steve Vai começou a gravar seu segundo disco solo, que também foi, em um período de cinco anos, o primeiro registro fora do hard rock: "Passion And Warfare" (1990). Ainda sob a batuta de Coverdale, Vai chegou a apresentar algumas de suas músicas solo na turnê que divulgou "Slip Of The Tongue", como "The Audience Is Listening" e "For The Love Of God".

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Toda essa trajetória no hard rock, ao lado de nomes consagrados a nível mundial, foi importante para que "Passion And Warfare" se tornasse um sucesso. Trata-se de um dos poucos trabalhos instrumentais a conquistar disco de ouro nos Estados Unidos e a ser aclamado como se fosse um trabalho convencional, com letras e vocais.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

O Whitesnake fez seu último show em setembro de 1990, mesmo mês em que "Passion And Warfare" foi lançado. Depois disso, a banda encerrou suas atividades e quando retornou, já em 1994, não contou com Steve Vai.

O hard rock voltou a dar suas caras, já em doses mais homeopáticas, no disco "Sex & Religion", lançado sob a alcunha Vai e, dessa vez, com vocais - aqui, gravados por Devin Townsend. Ainda que seja um trabalho marcado pela pegada experimental e virtousa, momentos como "In My Dreams With You" e a faixa título são, inegavelmente, hard rock.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

"Sex & Religion" foi o último momento mais hard rock da carreira de Steve Vai, apesar de ele ter composto, depois, com Ozzy Osbourne para um disco que viria a ser menos metálico na carreira do Madman: "Ozzmosis" (1995). Nesse registro, Vai não chegou a tocar em nenhuma faixa e apenas uma co-autoria, "My Little Man", foi mantida.

No fim das contas, Vai se consolidou ainda mais no rock instrumental a partir do EP "Alien Love Secrets" (1995), com destaques para os discos "Fire Garden" (1996) e "Real Illusions: Reflections" (2005). E mais: deixou de se envolver com bandas ou projetos a longo prazo fora de sua carreira solo.

youtube player
Inscreva-se no nosso canalWhiplash.Net no YouTube

Comente: Conhecia este lado do Steve Vai?

Por que destacamos matérias antigas no Whiplash.Net?

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, no link abaixo:

Post de 14 de junho de 2017

MudançasMudanças
10 bandas que não soam mais como em seus primeiros discos

611 acessosHeavy Metal: Quando o Surf também radicaliza no som1156 acessosJohn Sykes: capa e detalhes de novo disco solo do guitarrista0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Whitesnake"

Guitar WorldGuitar World
Os 20 melhores álbuns de Hair Metal dos anos 80

WhitesnakeWhitesnake
Cameron Diaz recria clipe da banda em filme

GuitarristasGuitarristas
Os 10 maiores dos anos 80 segundo a revista Fuzz

0 acessosTodas as matérias da seção Matérias0 acessosTodas as matérias sobre "Steve Vai"0 acessosTodas as matérias sobre "Whitesnake"

Mini Iron MaidenMini Iron Maiden
Tocando "Ghost Of The Navigator" na escola

ListaLista
As dez melhores músicas para se ouvir na estrada

Roqueiro poserRoqueiro poser
100 regras essenciais para se tornar um

5000 acessosTop 10: dez roqueiros que se foram aos 27 anos de idade5000 acessosNovas caras do metal: 40 bandas que você precisa conhecer5000 acessosAntes da fama: Atores que apareceram em clipes do Korn, Offspring, Aerosmith e outros5000 acessosAstros do rock: o patrimônio líquido de cada um5000 acessosCourtney Love: roqueira quis cheirar cinzas de Kurt Cobain4455 acessosSlayer: os coquetéis especiais da Jagermeister para a banda

Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e apaixonado por rock há mais de uma década. Começou a escrever sobre música em 2007, com o surgimento do saudoso blog Combe do Iommi. Atualmente, é redator-chefe da área editorial do site Cifras e mantém um site próprio (www.IgorMiranda.com.br). Também co-fundou o site Van do Halen, para o qual trabalhou até 2013 – apesar de ainda manter por lá uma coluna semanal, chamada Cabeçote.

Mais informações sobre Igor Miranda

Mais matérias de Igor Miranda no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em junho: 1.119.872 visitantes, 2.427.684 visitas, 5.635.845 pageviews.

Usuários online