Kurt Cobain: 50 anos hoje. Musicalmente não faz falta nenhuma
Por Luiz Pimentel
Fonte: Blog do Luiz Pimentel
Postado em 20 de fevereiro de 2017
Escrevi o texto abaixo há quatro anos. Sigo com a mesma opinião.
Kurt Cobain não faz falta
A verdade é que o mundo musical precisava tanto de um herói que fez a pior escolha no início dos 90 ao eleger Kurt Cobain para o posto. Não adianta nem pensar no que estaria fazendo hoje, no dia que seria seu aniversário de 46 anos, pois se não metesse um cano de espingarda na boca e a disparasse, em 1994, estaria morto de outro jeito.
Provavelmente de overdose de heroína, que usava com a desculpa para amenizar as dores lancinantes de estômago que sofria. Segundo relato do próprio, tinha dia que gastava U$ 100 dólares na droga. Teve diversas overdoses.
Antes do Nirvana, foi rejeitado no Melvins. Deu a sorte de se cercar de um baterista inacreditavelmente bom, Dave Grohl, e de um baixista que suportava toda sua marra de "pobre menino rico".
Queria tanto, mas tanto, mas tanto, a fama que quando a conseguiu, fez questão de vomitá-la diariamente. Fui a um show, o único do Nirvana no Brasil, e foi tão desrespeitoso o modo como se apresentou com a banda que merecia ser arrancado a chutes do palco.
Tudo bem, tinha seus problemas emocionais, vinha de família disfuncional, ok, ok. Mas nada justifica essa rejeição ao reconhecimento, que acabou se tornando estigma dos anos 1990. Aí virou padrão de comportamento e a rapaziada toda o seguiu – o vencedor era o loser, e o grosso do público abandonou o rock como estilo de vida (logo, como música) e foi pro hip hop e rap, onde estavam o glamour, as mulheres.
E, na real, o Nirvana teve um pico criativo espetacular de dois anos, período em que lançaram o "Nevermind" até o "In Utero" – final de 1991 até 93. Antes, tem o "Bleach", que é bom (nota 6,5). E após o lançamento do "In Utero", não há nada, nem turnê bombástica, até o suicídio de Kurt, em abril de 1994, há quase 19 anos.
Além dos dois discos, Kurt deixou um monte de memórias às quais não compartilho, uma de que compartilho - "Sex Pistols é um milhão de vezes mais importante que o Clash" – e é isso. Kurt não faz falta em 2013. Mesmo que o terreno pop rock atual se mostre tão estéril.
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