Soulfly: O que os franceses acham da discografia (Até 2010)?
Por Arysson Lima
Postado em 29 de novembro de 2016
Todos aqui já estão carecas de saber que o Soulfly foi formado logo após a saída de Max Cavalera do Sepultura. Mas o que será que os franceses, em especial, pensam dos álbuns da banda? Por motivo de curiosidade (e grande afinidade do autor do artigo para com esse país, devido ao fato de estar aprendendo o idioma francês), abaixo, foram recolhidas algumas críticas francesas dos álbuns lançados pela banda até 2010, que, negativas ou positivas, comprovam o reconhecimento e importância do maior ícone do Metal brasileiro de todos os tempos em outros países mundo afora.
Soulfly (1998)
Por Lokeil, Metal France Webzine
"O primeiro álbum do Soulfly é a prova de que Max Cavalera não precisa do Sepultura para fazer sua música! O Soulfly se parece com o Sepultura, sem equívocos. Os mesmos vocais (normal), mesmos riffs. [...] Em suma, um excelente álbum que todo fã de metal deveria ter em sua coleção.
Primitive (2000)
Por Murasame, Metal France Webzine
"Primitive é o segundo LP do Soulfly, o "novo" grupo de Max Cavalera. Se você não conhece esse cara, ele foi, por dez anos, o vocalista do Sepultura! O som do Soulfly é nu-metal, acompanhado de batidas tribais, esta que é a sua principal qualidade e seu principal defeito!!
Quando se escuta o CD, a gente percebe rapidamente que há ótimas canções e outras que apenas estão lá para encher linguiça. Assim, encontramos músicas que parecem vazias [...]. Isso é uma pena, porque músicas como "Pain" e Jumpdafuck" são verdadeiras bombas. [...] Um CD que tem um quê de inacabado [...]"
3 (2002)
Por Murasame, Metal France Webzine
"3 conta com uma produção mais brutal e é mais metal do que nunca. É assim que duas canções esmagadoras, respectivamente intituladas "Downstroy e "Seek N’ Strike" são colocadas em primeiro lugar, tendo o objetivo confesso de nos explodir a cabeça desde o início. E conseguem [...]. "Enterfaith", muito menos inspirada; a simpática "Last of the Mohicans", que nos presenteia com um Thrash à 200 km/h, e depois a sublime "One" [...]. Eu vou deixar vocês descobrirem o resto por si mesmos.
Não podemos dizer que o Soulfly se superou nas composições de 3, contudo, algumas leves evoluções acabam por nos convencer, porque essas músicas são feitas com sinceridade e isso é, às vezes, bem mais importante que a originalidade."
Prophecy (2004)
Por Beren, leseternels.com
"Soulfly encontra seu resplendor com esse álbum e isso é ótimo. Cavalera é um gênio quando ele ousa se libertar do usual. [...] Aqui, o requinte é mais que nunca bem posicionado, Max Cavalera se afasta do Metal mais puro para um Thrash com um ecletismo bem mais aberto, espiritualmente."
Dark Ages (2005)
Por Slayer, Metal France Webzine
"Quando eu tinha visto pela primeira vez a capa de "Dark Ages", a similaridade com a do "Arise" do Sepultura havia me intrigado, porque que a do álbum anterior (Prophecy) parecia ter saído diretamente da discografia de Bob Marley. [...] Max tirou do armário sonoridades que não eram escutadas desde o primeiro do Soulfly [...]."
"Sem se relacionar à qualidade de um "Chaos A.D" ou de um "Roots", "Dark Ages" é um álbum ótimo. É o álbum que mais tem chances de reaproximar aqueles que estavam desapontados com Max Cavalera desde o lançamento do segundo álbum do Soulfly, ou mesmo desde que ele deixou o Sepultura. Em todo caso, um dos álbuns mais cativantes que o Soulfly já lançou [...].
Conquer (2008)
Por olivier no limit, Metal France Webzine
"[...] Retorna a um metal selvagem. Grande som, grande voz. Primeira pela sua raiva, submersa na mistura de influências que fazem o estilo de Max Cavalera. Ainda há um pouco de Groove Metal, mas é sobretudo um retorno ao thrash raiz.
Então, um bom álbum? Sim e não. Não, porque músicas como "Blood Fire War Hate" são realmente descartáveis. Quanto à instrumental "Soulfly VI", ela seria mais compatível com OPETH ou SATRIANI. [...] Em suma, não tão bom quanto seu predecessor, "Dark Ages". Mas, tirando o meu chapéu de colunista, eu adoro esse álbum. Amo essa selvageria primal."
Omen (2010)
Por Irene, Skartnak.com
"De maneira geral, Omen é um álbum médio, muito direto, com oscilações evidentes na qualidade das músicas. Faltam certos atributos, como a inspiração e a inovação, sobretudo no que concerne às letras, mas, em certos casos, sobre toda a música também. Tomando tudo isso em consideração, eu penso que um verdadeiro fã do soulfly vai ou adorar ou detestar completamente este álbum."
Nota: Este artigo consiste em traduções livres de resenhas de alguns sites/blogs franceses sobre os álbuns do Soulfly lançados até 2010. Infelizmente, em meio a outros afazeres, o autor da matéria esqueceu de registrar o nome dos autores legítimos, e então, se você, leitor, quiser buscar e conferir as resenhas originais integralmente, e acabar descobrindo quem fez alguma delas, dê-lhe os devidos créditos nos comentários.
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