Queen + Paul Rodgers: o charme de uma parceria quase esquecida
Por Igor Miranda
Postado em 14 de setembro de 2016
Há uma certa pompa na parceria dos remanescentes do Queen, Brian May e Roger Taylor, com Adam Lambert. Deu liga, é inegável. Mas existe uma série de elementos que permitam uma conexão mais forte entre o projeto e o público. Algo que vai além do musical.
Características de Adam Lambert como a própria persona, o estilo vocal e a relação dele com o público se assemelha, guardadas as devidas proporções, com as do insubstituível Freddie Mercury. Além disso, o cantor surgiu em um reality show muito conhecido – "American Idol" –, é americano – ou seja, cria-se uma "afinidade" com os Estados Unidos, que nem sempre deu a popularidade que o Queen merecia – e sua relação com a música pop promoveu a união Queen + Adam Lambert com o público que está ligado ao universo pop – até mesmo pela imprensa especializada neste gênero.
A aceitação da parceria Queen + Adam Lambert, no entanto, ofuscou outra tentativa, já passada: Queen + Paul Rodgers. Brian May e Roger Taylor se juntaram ao vocalista, consagrado por trabalhos com o Free e o Bad Company, em 2004. Ficaram juntos até 2009. De acordo com Rodgers, "durou mais que o esperado", pois "era para ser apenas uma turnê europeia, por diversão".
Hoje leio muitas críticas em relação à parceria entre Queen e Paul Rodgers, especialmente quando se compara com a atual tentativa, com Adam Lambert. Alguns dos argumentos são justos. O background de Rodgers, mais bluesy, é muito diferente do Queen e toda a sua pegada operística - apesar da clara conexão entre Rodgers e Freddie Mercury, que considerava o vocalista do Free e do Bad Company um de seus favoritos. Outros, no entanto, desmerecem a ousadia dos envolvidos em sair da zona de conforto.
Queen e Paul Rodgers fizeram duas turnês mundiais que renderam bons registros: "Return of the Champions" (2005) e "Live in Ukraine" (2009). Nas tours, obviamente, imperava o repertório do Queen. Mas algumas pérolas da extensa discografia do cantor também apareceram. Algumas faixas clássicas do Queen, na minha visão, caíram muito bem na voz de Rodgers, como "Fat Bottomed Girls" e "I Want It All". Já as mais performáticas, como "The Show Must Go On", parecem ter algo faltando. Do lado da banda, sem defeitos: Brian May, Roger Taylor e os demais fazem bonito nas canções de projetos passados do vocalista, como "All Right Now" (Free) e "Feel Like Makin’ Love" (Bad Company).
Um disco de estúdio também foi produzido durante os anos de parceria. "The Cosmos Rocks" tem, inicialmente, uma digestão difícil. Mas o estilo de Rodgers prevaleceu no momento autoral. É divertido ouvir especialmente Brian May em uma proposta mais blues, com a guitarra em um plano principal – e muitos momentos com violões também. E ele se sai bem, assim como Roger Taylor, que não brilha tanto nos backing vocals como costumava nos álbuns do Queen, mas não peca com as baquetas em mãos.
Há um "quê" de incompreensão em relação à parceria Queen + Paul Rodgers. Talvez por ser mais experimental e ousada do que a atual encarnação, com Adam Lambert. No entanto, vale olhar novamente para a proposta com atenção. Até porque, se é difícil imaginar Lambert, Brian May e Roger Taylor com um disco de inéditas hoje em dia, fica ainda mais complicado mentalizar algo tão fino como "The Cosmos Rocks".
Comente: Concorda que a parceria não foi valorizada como deveria?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
O motivo que enterrou os planos do Sonata Arctica para os 30 anos de carreira
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
O guitarrista que Angus Young considera o mais superestimado do rock
A música que fez o Guns N' Roses conseguir contrato mas ficou guardada por seis anos
A gravação dos anos sessenta que Flea, do Red Hot Chili Peppers, considera uma das maiores da hist
As 10 melhores músicas que Floor Jansen já gravou, segundo Gustavo Maiato
Ringo Starr teve sua carreira arruinada após os Beatles lhe darem uma música
A banda influenciada pelo Iron Maiden que Bruce Dickinson elegeu como sua favorita

As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece
O guitarrista que Jimmy Page, Brian May, Kirk Hammett e Slash põem no topo
Os 10 maiores guitarristas de todos os tempos, segundo a Guitar World
O cantor que Axl Rose, Roger Daltrey e Chris Cornell colocam acima de todos
Roger Taylor (Queen) admite que não conversa mais com John Deacon
A banda que Brian May gostaria de ter integrado se o Queen nunca tivesse existido
A canção nascida de um divórcio que acabou virando hino contra o apartheid
A música de Eric Clapton que tem o solo de guitarra favorito de Brian May
O maior guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Guitar World
A curiosa trajetória de Wagner "Antichrist" Lamounier um dos fundadores da lendária Sarcófago
AC/DC: os últimos dias do vocalista Bon Scott


