The Beatles: 44 anos atrás a banda fazia seu último show

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Por Paulo Giovanni G. Melo, Fonte: Ultimate Classic Rock, Tradução
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"Eu gostaria de dizer obrigado em nome do grupo e de nós mesmos e espero que tenhamos passado no teste de audição."

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Estas palavras foram ditas por John Lennon sobre um telhado em Londres depois de os BEATLES terem feito sua última performance ao vivo, no dia 30 de janeiro de 1969.

O projeto "Get Back", que se transformou em "Let it Be", foi uma tentativa do grupo de retornar às raízes como uma banda de puro Rock n'Roll após o trabalho pesado em estúdio nos três anos anteriores. A idéia era filmar o quarteto ensaiando e gravando as canções, com um show marcando sua primeira apresentação desde que eles se apresentaram em 29 de agosto de 1966 em São Francisco.

Naquele ponto da carreira, os BEATLES se odiavam. O filme de "Let it Be" não mostra uma banda se redescobrindo, mas sim desmoronando, longe do tipo sorridente que tomou conta do planeta apenas cinco anos antes. George Harrison chegou a parar durante os ensaios no estúdio Twickenham, mas retornou poucos dias depois. A maior parte da animosidade era direcionada a Paul McCartney, que particularmente passava por um período muito criativo e tentava passar entusiasmo aos colegas de banda, o que o fez parecer por muitas vezes como um chefão.

Vários tipos de locais foram sugeridos para o concerto, desde um pub em Londres até um anfiteatro grego. Mas tudo aquilo poderia envolver muito trabalho, e eles já davam sinais da falta de vontade de passar mais tempo reunidos do que o absolutamente necessário. No dia 29 de janeiro de 1969, eles concordaram em levar o equipamento do porão do estúdio da Apple Corps para o telhado no dia seguinte.

A equipe da banda passou a manhã instalando os equipamentos e passando os cabos até o porão. Para lidar com o vento de janeiro, o engenheiro Alan Parsons resolveu utilizar meias femininas sobre os microfones. Na hora do almoço estava tudo pronto.

Apesar de todo o negativismo em torno da banda na época, a performance mostra os BEATLES fazendo o que eles tentaram forçar durante todo aquele mês de janeiro. O grupo - com seu velho companheiro Billy Preston no piano elétrico - soou realmente feliz por estar tocando junto. "Temos um pedido de Martin Luther", brincou John após a primeira tentativa de "Get Back", remetendo, sem dúvida, às muitas sessões em que eles tocaram no Cavern club em Liverpool. Eventualmente, ele e Paul trocaram olhares que puseram de lado toda a amargura que havia entre os dois.

Depois de uma segunda tentativa de "Get Back", eles mandaram "Don't Let Me Down" e "I Got a Feeling". A próxima foi "One After 909", uma música que Lennon e McCartney escreveram em seus primeiros dias, além de "Dig a Pony". Ambas foram lançadas no álbum "Let it Be".

Naquele momento, a música que vinha do céu levou a vizinhança a um impasse. Apesar do clima frio e úmido, uma multidão se reuniu ao longo da rua, vizinhos abriram suas janelas e carros pararam. Claro que nem todos ficaram felizes com o barulho e a polícia foi chamada para intervir.

Sem saber o que estava acontecendo lá embaixo, os BEATLES continuaram tocando. A banda continuou executando "I've Got a Feeling" e "Don't Let Me Down" além de uma terceira tentativa de "Get Back". A esta altura, no entanto, a polícia já tinha chegado e deu ordens de desligar os amplificadores de Lennon e Harrison imediatamente, mas os músicos os convenceram a deixar ligar e terminar a canção que estava sendo executada.

Enquanto McCartney, olhando os policiais improvisava, segundos depois a canção parou. O músico agradeceu Maureen Starkey, esposa de Ringo Starr, cujo casaco que estava vestindo era dele. Metade do concerto de 42 minutos foi parar no filme "Let it Be".

Quarenta e três anos depois, no dia 14 de julho de 2012, Paul McCartney voltou a ter problemas com a lei ao se apresentar com Bruce Springsteen no Hyde Park. O show foi além do toque de recolher local. A polícia desplugou os cabos enquanto McCartney e a E STREET BAND finalizavam a canção "Twist & Shout".

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Post de 02 de fevereiro de 2013

Sobre Paulo Giovanni G. Melo

Mineiro de Belo Horizonte. Fã de Hard Rock e Heavy Metal, especialmente a partir dos anos 80, não dispensa um disco ao vivo destes estilos. Entre várias de suas bandas preferidas estão Ratt, Aerosmith, Buckcherry, The Cult, Whitesnake, Whitecross, Guns N´ Roses e Motley Crue.

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