7 Year Bitch
Por Alexandre Luzardo
Postado em 25 de junho de 2006
Originalmente publicada no site Dying Days
O 7 Year Bitch começou sua carreira em Seattle no início do da década de noventa em meio a efervescente cena roqueira do noroeste americano, sendo invarialmente identificado com o grunge e com a movimento Riot Grrrl.
A formação original das Bitches era Selene Vigil (vocal), Elizabeth (Elizabitch) Davis (baixo), Valerie Agnew (bateria), e Stephanie Sargeant (guitarra).
As meninas acabaram formando a banda depois de muito se encontrarem nos mesmos shows, ao perceber que além do mesmo gosto musical, também compartilhavam o ímpeto de subir ao palco. O 7 Year Bitch desde cedo se apresentou ao vivo, em shows descompromissados dentro do estilo "faça você mesmo" do punk rock, calcado na carismática e intensa presença da vocalista Selene Vigil.

O som da banda era um punk bem barulhento e pesado, fortemente influenciado pela banda The Gits, precursora do rock com vocais femininos em Seattle. Quando o primeiro álbum estava para ser lançado, "Sick 'Em" pela gravadora C/Z Records, a guitarrista Stefanie faleceu em decorrência do abuso de drogas. A guitarrista Roisin Dunne se juntou a banda no fim de 1992, ajudando a banda a permanecer unida musical e emocionalmente.
A nova formação gravou o álbum "Viva Zapata!" em 1994, álbum bastante elogiado pela crítica, o que acabou rendendo um contrato com a Atlantic Records. O disco recebeu esse título como uma homenagem a Mia Zapata, vocalista do Gits, que foi brutalmente assassinata alguns meses antes, sendo mais uma tragédia a abalar a banda.

"Gato Negro", o último álbum do 7YB foi lançado em 1996, uma época em que a cena de Seattle já não tinha o mesmo destaque na mídia e por conseqüência o disco praticamente passou despercebido. Nessa época, Roisin deixa a banda e é substituida por Lisa Fay, mas logo em seguida a banda anunciou seu final.
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