Big Phat Mama: para quem curte Blues, eis uma excelente pedida
Resenha - Ao Vivo - Big Phat Mama
Por Marcos Garcia
Postado em 12 de abril de 2013
Nota: 8 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
É incrível como muitas pessoas ainda desconhecem mais profundamente o Blues, estilo que deu origem ao Rock, e por sua vez, ao Metal. Há trabalhos fascinantes que saem tanto no exterior quanto no Brasil, e a lista de artistas que, no Brasil, são adeptos ferrenhos do estilo não é pequena. Nomes como BLUES ETÍLICOS e ANDRÉ CHRISTOVAM são respeitadíssimos, e o público do estilo é bem amplo. E um bom nome que está mostrando seu trabalho no momento é o quinteto carioca BIG PHAT MAMA, que neste CD, 'Ao Vivo', mostra seu potencial.
O grupo faz um trabalho bem intimista e que lembra bastante o gênero clássico, aquele mesmo praticado nos pubs americanos, com vocais femininos muito bem postados e com boa dicação, guitarras limpas e bem tocadas, um baixo bem proeminente e técnico, gaita extremamente bem casada ao grupo, e uma bateria bem firme nos andamentos e mostrando uma técnica bem legal.
Apesar de ser gravado ao vivo, o trabalho tem uma sonoridade muito boa e limpa, permitindo que as nuances do instrumental da banda não se embolem ou fiquem 'esfumaçados', e somos capazes de ouvir os aplausos do público, sem nenhum tipo de overdub feito.
O CD é muito bom, contagiante, e cujo único pecado está no repertório, já que o quinteto optou por um trabalho feito quase todo em cima de covers de nomes fortes do estilo, como Big Mama Thornthon, Muddy Waters e B. B. King. Mas mesmo assim, é impossível não babar com as versões personalizadas de 'Hound Dog', bem animada e que incrivelmente ganhou um certo toque de sofisticação quase 'MPB' na interpretação da banda, com ótimos vocais; 'Coffee Blues', de autoria da própria banda, que mostra uma levada deliciosamente cadencaida e crioula, com belíssimo trabalho de baixo e gaita (esta reforçando demais o clima deprê da canção); 'Walk on', um Bluesão com uma levada que mostra explicitamente a vocação de se tornar mais intenso e virar o Rockabilly alguns anos depois, com vocais femininos maravilhosos; a mais cadenciada e com aquele ar de melancolia tão tradicional do Blues Norte-Americano do Mississippi de 'Bala Perdida', outra composição da banda, com o baixo e bateria mostrando boa técnica e dando um show à parte; e a animada e com um toque de Country 'Got My Mojo Working', com ótimos backing vocals.
Para quem curte Blues, eis uma excelente pedida!
Ao Vivo - Big Phat Mama
(2013 - Independente - Nacional)
Tracklist:
01. Hound Dog
02. Coffe Blues
03. Walk on
04. Bala Perdida
05. Before You Accuse Me
06. Got My Mojo Working
07. Thrill is Gone
Formação:
Mariana Benjamin - Vocais
Kevin Shortall - Guitarra e vocais
David Taveira - Gaita
Daniel Taveira - Baixo e vocais
Tiago Zebende - Bateria
Contatos:
http://www.bigphatmama.com.br/
https://www.facebook.com/pages/Big-Phat-Mama/156021771130546
[email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Baixista não entende fãs que seguem esperando reunião do Skid Row com Sebastian Bach
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Estátua gigante de Ozzy Osbourne é inaugurada no Hellfest 2026; veja o vídeo
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Gary Holt relembra como conseguiu abandonar a metanfetamina
Baixista se manifesta pela primeira vez sobre retorno do Faith No More
Type O Negative ganha primeiro disco de ouro da carreira por um single
Fernando Ribeiro cita Bolsonaro e Trump como exemplos de afastamento de Deus
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
Steve Hackett (Genesis) e Steve Rothery (Marillion) anunciam álbum colaborativo
A primeira banda que fez Phil Collins se apaixonar pelo rock progressivo
Os quatro clássicos pesados que já encheram o saco (mas merecem segunda chance)


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



