Muriqui Rock Fest: primeiro show de metal da região
Resenha - Muriqui Rock Fest (Float, Muriqui, RJ, 23/03/2014)
Por Sigried Neutzling Buchweitz
Postado em 04 de abril de 2014
Poucas coisas desanimam tanto a gente a sair de casa como uma chuva daquelas que caiu no domingo: tão esperada, pois há muito não chovia; aquele tempo fresco e o barulho suave do lado de fora convidava a ficar em casa, vendo TV. Mas já estava com saudades de ir a um show também, e a oportunidade era aquela. Então, sacudi a preguiça e rumei pra Muriqui, mais precisamente para o Float, uma casa que pela primeira vez abriu as portas para um evento de rock/metal na cidade.
Quando cheguei ao local do evento, minha primeira impressão foi boa: a Float é de frente pro mar, com um varandão, um primeiro ambiente com mesas largas e cuidadosamente cobertas com toalhas. Uma mesa de sinuca novinha também estava ali à disposição.

E o banheiro... De onde surgiu aquilo?! Ele era grande, limpo e... Cheiroso! Em todos os lugares de show underground, jamais tinha visto um como aquele. Tanto que as bandas e eu fizemos questão de registrar o mais belo banheiro do underground fluminense.
O salão onde ocorreriam os shows era bastante amplo, com palco e uma área elevada cheia de confortáveis sofás, que serviu para as bandas colocarem seus materiais.
Durante a passagem de som, que por si já é uma coisa pouco frequente em eventos underground, deu pra ver que o som da casa era acima da média. O palco, apesar de não ser tão profundo, conseguiu receber bem todos os equipamentos das duas primeiras bandas, que não eram poucos.

Por uma questão de logística, houve uma inversão na ordem das bandas a se apresentarem: a primeira a subir ao palco foi a Forkill, seguida pela Unmasked Brains. Quem acompanha esse blog sabe que o talento de ambas dispensa mais comentários, pois vários já foram os posts mencionando seus predicados.
Assim, ficou com a Forkill a missão de quebrar a inércia, chamando o público que estava no primeiro ambiente para o local onde seria o "culto ao rock" conforme o produtor do evento, Alex Voorhees. E assim se fez. A "missa" foi cheia de energia, com a banda detonando as composições do seu recente álbum, o Breathing Hate, além de uma cover de Slayer e pelo menos uma composição que será do novo álbum.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Em seguida veio Unmasked Brains, com a missão de manter a animação do público, totalmente cumprida. As fotos não me deixam mentir. Com um repertório totalmente autoral, apresentaram as músicas do seu vindouro álbum, Machina.
Para fechar a noite, subiu ao palco uma banda ainda desconhecida pra mim, a Alt+F7. Banda de Hardcore, apresentou um repertório que entremeava composições autorais e covers. Gostei, os rapazes têm muita energia e sabem transmití-la ao público.
Antes de voltar pra casa, uma breve conversa com os donos da casa me deixou bem alegre: nessa primeira vez que fizeram um evento de rock, gostaram do resultado, mesmo considerando que a chuva afastou uma parcela do provável público. Além do mais, eles encaram a empreitada de manter uma casa dessas com muita seriedade, o que é um ponto muito positivo.

Desejo que essa oferta de shows de rock na região dê muitos frutos. Pelo que vi, se depender da produção e dos donos da casa, o sucesso é certo!
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