Nergal está tocando sem o Behemoth porque a própria banda ficou cara demais
Por Emanuel Seagal
Postado em 17 de agosto de 2026
Nergal explicou, em conversa com Rauta, que o Behemoth cresceu a ponto de não caber mais nos palcos em que ele gostaria de tocar e que a recusa de um convite de um festival islandês foi o começo do projeto que agora apresenta "Sventevith (Storming Near the Baltic)", o primeiro álbum do Behemoth, com o grupo islandês Misþyrming.

Questionado sobre por que o disco de estreia não está sendo tocado pelo próprio Behemoth, o polonês apontou a dimensão da estrutura que a banda carrega hoje. "A questão é que o Behemoth simplesmente cresceu tanto e, em termos de produção, toda a carga que você carrega junto é tão grande que alguns daqueles lugares em que eu gostaria de ir tocar são pequenos demais. Eles simplesmente não têm como bancar", relatou.
O convite recusado
Ele então contou o episódio que colocou a ideia em movimento. "Lembro que começou com o festival Sátan, na Islândia, quando me perguntaram se eu podia tocar lá. E eu pensei: amo o nome do festival, sim, vamos fazer. Só que eles disseram que não tinham como pagar a gente", lembrou.
"Eu falei para o cara escrever para o meu agente e dizer que a banda ia tocar de graça, que a gente não ia receber dinheiro nenhum, porque eu queria muito ir tocar na Islândia novamente, porque amo o país, amo a cena. E eles só cobririam o custo de produção", disse.
"E ele me retornou: cara, isso não cobre nem metade dos custos de produção. E, infelizmente, a gente teve que recusar", completou.
A ideia veio de um show do Zemial
Segundo Nergal, o formato que resolveria o impasse apareceu ao ver Proscriptor McGovern, do Absu, à frente do Zemial em um festival. "Alguma coisa clicou na minha cabeça e eu pensei: 'Caralh*, isso é incrível!' Ele saiu do papel dele de baterista e vocalista e passou a ser simplesmente um frontman", afirmou.
O músico disse ainda que já havia assistido a um show do Misþyrming no Inferno Festival, na primeira fila, do começo ao fim. "Isso nunca acontece. Assisti ao show inteiro e fiquei arrepiado. E eu pensei: isso é incrível", pontuou.
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