Aerodyne: banda lança uma joia em que tudo funciona
Resenha - Damnation - Aerodyne
Por Victor de Andrade Lopes
Postado em 24 de outubro de 2019
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
A estreia do quinteto sueco de rock 'n' roll Aerodyne em 2017 foi um tanto discreta, sem o mesmo espaço na mídia que um Reckless Love ou um Airbourne. Eu mesmo, se não me engano, descobri os ditos-cujos apenas por acaso, ao notar um clipe deles na lista de sugestões do YouTube. Assim, muita gente ainda não sabe que o país escandinavo deu à luz (mais um) nome interessantíssimo do rock recente.
Mas com Damnation, seu segundo trabalho de estúdio, eles fizeram algo que poucos grupos recentes que se equilibram na tênue linha que separa o hard rock do heavy metal tradicional conseguem: lançaram um álbum simplesmente espetacular.
Absolutamente tudo funciona no disco, da primeira à última nota. A tal primeira nota está em "Hellsiah", um prólogo - bandas do gênero não lançam mão deste recurso com tanta frequência quanto nomes do metal progressivo ou power, por exemplo.
Esta introdução nos aquece para uma sequência arrebatadora. Da segunda faixa ("Out for Blood") até a oitava ("Kill or Be Killed"), temos basicamente uma metralhadora de riffs matadores em músicas bastante aceleradas. As exceções são "March Davai" (que recebeu um clipe) e a faixa-título, mais lentas.
O álbum se encerra com duas peças magníficas. Primeiro, "The Nihilist", em que o quinteto desacelera, mas compensa com riffs tão apoteóticos em uma canção tão grandiosa que não hesitei em elegê-la o ponto alto da obra, mesmo que seu andamento seja estranho à média do disco.
E por fim, "Love, Eternal", um trabalho relativamente épico (são mais de seis minutos e meio de porrada nas cordas), com riffs cavalgados no melhor estilo Iron Maiden.
Se tudo funciona, então estão todos de parabéns. Johan Bergman e Daniel Almqvist pela usina de riffs que eles se mostraram ser em suas guitarras. Thomas Berggren por manter seu baixo audível mesmo sob todo o peso das doze cordas de seus colegas. Christoffer Almqvist por entregar performances rítmicas condizentes com a atmosfera agressiva das músicas. E Marcus Heinonen, que pode até não ter a voz mais marcante do século, mas faz dela um instrumento eficiente para expressar as mensagens da banda.
Abaixo, o clipe de "Kick it Down":
Track-list:
1. "Hellsiah"
2. "Out for Blood"
3. "Kick it Down"
4. "March Davai"
5. "Murder in the Rye"
6. "Under the Black Veil"
7. "Damnation"
8. "Kill or be Killed"
9. "The Nihilist"
10. "Love, Eternal"
Fonte: Sinfonia de Ideias
http://bit.ly/aerodynea
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Tour manager do Guns N' Roses fala sobre emoção de Axl ao conhecer Ozzy Osbourne
Chuck Billy diz que vinil "tem um som diferente", mas aponta um detalhe que muda tudo
Retorno? Perfis do Arch Enemy e de Angela Gossow deletam todos os posts
Angra, Helloween e Arch Enemy puxaram a fila: 5 bandas que ganhariam com retornos
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
Arch Enemy posta vídeo em colaboração com Angela Gossow e fãs especulam retorno
Jeff Loomis conta como honrará o legado de Warrel Dane na nova formação do Nevermore
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
A música do Queen que Brian May diz resumir o que a banda era "de verdade"
Nicko McBrain deu troco em jornalista que o gravou reclamando do Bruce Dickinson
O guitarrista preferido de James Hetfield; "ele me inspirou a querer tocar pesado"
Os 10 melhores álbuns de heavy metal de todos os tempos, segundo o RYM


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



