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Resenha - Children of Bodom (Carioca Club, São Paulo, 04/12/11)

Um domingo que marcou um grande acontecimento, haja vista a final do Brasileirão, trouxe também os finlandeses do CHILDREN OF BODOM em única apresentação no país, após pouco mais de dois anos sem pisarem os pés por aqui. Desta vez, pelo menos, o quinteto liderado pelo guitarrista/vocalista Alexi Laiho demonstrou menos amadorismo e mais traquejo com seu público. Explico. Da última vez, sabe-se lá porquê, os caras estavam claramente mau-humorados e xingavam sem parar alguns expectadores nas primeiras fileiras. Quem é fanático deixou passar, mas pegou mal. E, em tempo de tantos caciques para poucos índios (leia-se bandas demais para audiência de menos), quem desrespeita seus seguidores está, no mínimo, fadado ao esquecimento. Mas vamos lá. Chega de papo. Abaixo você acompanha todos os detalhes de como foi o espetáculo.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Texto: Durr Campos/ Fotos: Leandro Anhelli (www.anhelli.com.br)

“Shovel Knockout”, do mais recente Relentless Reckless Forever, lançado na primeira metade deste ano, fez as honras e abriu magistralmente o show do quinteto que, além de Laiho, conta com o outro membro fundador Jaska Raatikainen (bateria), Henkka T. Blacksmith (baixo), Roope Latvala (guitarra) e o tecladista Janne Wirman, claramente co-diretor musical da banda. Desta registro ainda tocaram as interessantes “Not My Funeral”, que abre a bolachinha, e “Roundtrip to Hell and Back”, não necessariamente nesta mesma ordem.

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Quem conhece o DVD Chaos Ridden Years – Stockholm Knockout Live (2006) e nunca os viu ao vivo já sabia que os caras, quando querem, sabem muito bem dominar o palco. Logicamente que composições inspiradas como “Are You Dead Yet”, “Living Dead Beat” e a clássica “Children of Bodom”, apresentada por Laiho como “merda velha”, em tom de bom humor, ajudaram bastante a conquistar um público que de antemão já estava nas mãos deles.

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Entre uma porção de “fuck” isso e “motherfuck” aquilo, reforçaram os laços entre banda e fã tocando, em sequência, três dos maiores sucessos: “Deadnight Warrior”, “Hate Me!” e a sensacional “Sixpounder”, do ingualmente grandioso álbum Hate Crew Deathroll (2003). Impossível não destacar os duelos amigáveis entre Alexi e Janne. Espertos como são, antes da coisa ficar meio massante, já atacam emendando com algum coringa, neste caso “In Your Face” e “Hate Crew Deathroll” (introduzida com o início da inusitada “Don’t Stop Believing”, do Jouney), as quais encerraram o set regular.

O retorno não tardou e, após alguns agradecimentos, executaram, sem pausas, “Bodom After Midnight”, obrigatória, e uma das mais legais, “Bodom Beach Terror”. Laiho então tenta enganar informando que, devido à dedicação geral, iriam tocar mais uma. “Downfall”, já prevista no set apesar da brincadeira, encerrou de vez os trabalhos da noite. Saldo final: show eficiente, mas um tanto morno e sem grandes momentos. Pessoalmente acho pouco para um nome tão recorrente do cenário metálico mundial.

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Set-list

1.Shovel Knockout
2.Are You Dead Yet?
3.Not My Funeral
4.Kissing The Shadows
5.Living Dead Beat
6.Roundtrip to Hell and Back
7.Children Of Bodom
8.Deadnight Warrior
9.Hate Me!
10.Sixpounder
11.Blooddrunk
12.Angels Don't Kill
13.In Your Face
14.Hate Crew Deathroll
Encore:
15.Bodom After Midnight
16.Bodom Beach Terror
Encore 2:
17.Downfall

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http://www.cobhc.com/
http://www.myspace.com/childrenofbodom
twitter.com/cobhc

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Sobre Durval M. C. Ringel

Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.

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