Robert Trujillo fala sobre "Death Magnetic", novo álbum do Metallica
Por Douglas Morita
Fonte: Metal Remains
Postado em 27 de agosto de 2008
O baixista do METALLICA, Robert Trujillo, falou com o Hall of Metal recentemente sobre diversos tópicos, incluindo o novo álbum da banda, "Death Magnetic", que chega às lojas dia 12 de setembro. Alguns trechos podem ser conferidos abaixo.
Hall of Metal: Você acha que o "Death Magnetic" pode competir com os cinco primeiros álbuns do METALLICA?
Trujillo: "Todo álbum é diferente do outro e cada álbum do METALLICA tem sua própria personalidade. Algumas músicas neste álbum são realmente espetaculares. Para mim, um ótimo álbum é um álbum que precisa de algumas ouvidas para se gostar e isto é o que acontece com este. Eu gosto do 'Death Magnetic' mas ainda não sei o quanto eu gosto dele. É realmente dinâmico e muito detalhado. Nós gravamos o disco como se tivéssemos tocando um show ao vivo, em pé, e pela primeira vez eu gravei um álbum dessa forma. Quando você ouve o álbum, sente que o passado do METALLICA ainda está vivo. Eu realmente amo o 'Master of Puppets' e eu não sei se nós podemos competir com os álbuns clássicos, mas é um ótimo álbum com sua própria personalidade e muitos momentos ótimos. A sensação do álbum é que é algo completo, como um álbum do PINK FLOYD, não um monte de músicas colocadas juntas. De qualquer forma, no fim está nas mãos das pessoas decidirem se é ou não bom."
Hall of Metal: O que mudou dentro do METALLICA para decidirem voltar ao som antigo?
Trujillo: "Nós decidimos isso por muitos motivos e Rick Rubin teve algo a ver com isso. O 'St. Anger' foi um tipo de transição para o METALLICA, o James se sentiu mais frágil naquele momento e tudo era muito planejado e agendado. Foi bem estranho. Mas nos últimos anos ele pareceu voltar a sua velha forma. Ele está bem agora e está realmente focado na música. Quando eu me juntei à banda, eu estava focado na minha banda e eu não conhecia as últimas coisas do METALLICA como o 'Load' e 'Reload'. Eu simplesmente amava as coisas antigas e quando eu entrei na banda, a primeira coisa que eu pedi para eles foi para tocar as coisas antigas e, ao invés de fugir dessa idéia, ele aceitaram isso. As novas músicas parecem vivas e nós sentimos que podemos tocá-las ao vivo. As músicas novas soam como as coisas antigas, mas elas são todas novas e atuais."
Hall of Metal: Como foi o processo de composição do novo disco, do seu ponto de vista como membro?
Trujillo: "Ao contrário do que aconteceu no passado como baixista, eu estava lá todo dia. James foi uma parte muito importante no modo de composição. Ele é capaz de ligar a guitarra e tocar cerca de dez segundos e ele consegue tirar um riff espetacular. Ele nunca está sem ótimas idéias. No fim, durante os últimos dois anos, nós gravamos cerca de 60 horas de música para ouvir antes de começarmos a escrever as coisas finais. Eu também trabalhei com eles na composição do álbum e eu tenho muitos momentos nesse disco. Eles também foram abertos às minhas idéias. Eles queriam minha opinião constantemente. Por exemplo, em certo momento, eu estava tocando meu violão e quando eles me ouviram tocando, disseram, 'nossa, isso soa muito legal, use isso em uma música'. Eles estavam bem abertos a respeito dos meus pensamentos. Cada vez que eu dizia que tinha uma nova idéia, eles corriam para ouví-la. Eles estavam muito receptivos. No momento da gravação do disco, eu senti que nós realmente estávamos trabalhando como um time, colaborando todos juntos."
A entrevista completa pode ser lida, em inglês, clicando aqui.
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