O site Minuto Heavy Metal conduziu uma cuidadosa análise dos setlists da passagem da World Magnetic Tour pelo Brasil. Confira a interessantíssima matéria abaixo.
Esta matéria foi publicada em 07/02/10. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
Hoje em dia, com a internet, é muito mais fácil e, dependendo da fonte, muito mais confiável achar fotos, vídeos, áudio e setlists de cada show por aí. Mas o que vemos por aí é apenas um flood de informação, normalmente feitas por pessoas generalistas (jornalistas), que não possuem, claro, skill técnico para determinadas análises.
Bom, é exatamente nesse gap que entra o Minuto HM, com seu propósito diferente dos portais de notícias, para dar uma força… afinal, o que pretendo fazer abaixo, apesar de não ser tão difícil do ponto de vista “operacional”, não se acha na rede…
Antes de mais nada, vamos colocar os 3 setlists dos shows do MetallicA no país e analisarmos:
Então vamos lá:

Cada noite contou com 18 músicas (sem contar o playback da abertura com a já clássica “The Ecstasy Of Gold”). No total, então, o Brasil ouviu 54 execuções de músicas dos “King Of The Road”, sendo que, deste número, o total de músicas sem repetição é 31, número este que será usado na análise abaixo.
Das 31 músicas, 5 delas se repetiram em duas noites no país (sendo 16% deste total):

Tal análise ajuda a confirmar o que chamo de “redescobrimento” da banda com o disco Ride The Lightning (além de, obviamente, a execução das músicas do mais recente trabalho, Death Magnetic).
Esta análise mostra as músicas que a banda está usando praticamente de forma fixa desde o início da World Magnetic Tour e, basicamente, são aquelas músicas “ganha-pão”, como qualquer banda faz ao-vivo, além das faixas baseadas exclusivamente no Death Magnetic.

Assim, das 31 músicas das 3 noites, 9 delas (em torno de 29%) foram executadas nos 3 shows:
O que se vê, então, é que a banda está usando os aclamamos 5 primeiros discos todas as noites, tocando pelo menos 1 música de cada. O Black Album se destaca com 3 músicas (Enter Sandman, Sad But True e Nothing Else Matters), como sempre desde o lançamento deste sucesso absoluto da indústria musical.
Outra coisa que pode ser vista através desta tabela é que a banda, apesar da variação dos sets, tem sim uma determinada “ordem” para executar as músicas, digamos, “fixas” do set – a inclusão de Creeping Death como fixa no set para abertura dos shows é algo que passou a ser usado pela banda na perna 2010 da turnê, visto que nos shows do ano passado, a banda estava abrindo os espetáculos com as duas primeiras músicas do Death Magnetic (dobradinha That Was Just Your Life e The End Of The Line). A dobradinha foi mantida, porém reposicionada para o meio da noite.
A exceção fica por conta da antecipação de Sad But True mais para o início da noite no terceiro e último show da banda no país, algo que rapidamente percebi durante o show e que ficou na minha cabeça para comentar por aqui.
Ahhhh… a exclusividade… aqui a análise e motivo principal para o Minuto HM ter uma categoria chamada “cada show é um show“, e não apenas “shows”… aqui o motivo pelo qual viajar para ver os shows, claro, sempre que possível, justifica os caros Reais investidos… com vocês, as músicas da World Magnetic Tour que foram executadas no país apenas uma vez:

Do maravilhoso quadro acima, podemos tirar diversas conclusões… basicamente então: das 31 músicas, 17 delas só foram vistas em sua totalidade por quem acompanhou os 3 shows da banda no país. O número, amigos, é expressivo, em minha opinião: 55% do total de músicas foi exclusivo (Marcus, taí, é nóis).
Como era de se esperar, as noites paulistas foram as mais, digamos, privilegiadas na questão da exclusividade – afinal e claro, foram duas noites em São Paulo. Outra coisa mais óbvia era a variação dos 3 covers, sendo que Die, Die My Darling já havia sido tocado em São Paulo em 1999 (outras músicas da banda também foram, mas… So What?). Agora, Helpless foi uma agradável surpresa e com teor ainda mais exclusivo (ainda que não tocada por inteira), visto que a banda costuma tocar mais frequentemente outras músicas nesta parte do set, como, por exemplo, Am I Evil? (Yes, I am).
Agora vamos às exclusividades brasileiras que arrasam, no bom sentido, o coração metálico… ver músicas como:
Outras duas músicas que não vem sendo executadas na turnê, do disco Reload, foram executadas: Fuel e The Memory Remains, as duas primeiras do disco, foram cantadas de forma contagiante em suas respectivas noites.
Ainda, o único disco * que a banda não usou (e nem vem usando) músicas é o Load.
* OK, do St. Anger também. Alguém quer alguma? Pois é, eu já sabia.
Galera, é bom demais ver o que o MetallicA apresentou para nós, brasileiros. Foram 3 noites mágicas e inesquecíveis que, infelizmente, deverão demorar a se repetir, se é que acontecerão (ainda mais com determinadas músicas que vimos acima).
Obrigado, MetallicA.
[ ] ‘ s,
Eduardo.
Obs.: obrigado ao Marcus Batera pela revisão final dos números.
Todas as matérias sobre Metallica
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Paulistano, nascido em 1982, bacharel em Sistemas de Informação pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV. Tem como paixão as bandas Iron Maiden e MetallicA, mas é fã de rock e metal internacional em geral. Alguns hobbies são: acompanhar o time do coração, Corinthians; doente por Back To The Future e Indiana Jones; viajar; Playstation; jogar o eterno Duke Nukem 3D. Carros em geral e F1 em especial. Tudo que pode ser relacionado à tecnologia (software e hardware). Ama os velhos receivers valvulados e aquelas maravilhosas caixas pesadas e potentes. Fã do Whiplash desde os primórdios. Criador e administrador do Minuto HM (www.minutohm.com), o blog da família do Heavy Metal (Twitter: @minutohm).
Mais matérias de Eduardo Bianchi Rolim no Whiplash.Net.
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.