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Ozzy Osbourne: Relembrar Rhoads foi o mais difícil no filme

Postado por João Renato Alves | Fonte: Blog Van do Halen |

Esta matéria foi publicada em 28/04/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Jack Osbourne conversou com o New York Times sobre o documentário God Bless Ozzy Osbourne. Acompanhe os principais momentos do bate-papo.

Sua família, em especial seu pai, foi muito exposta durante o reality-show The Osbournes. Por que fazer o documentário sobre ele agora?

Queria voltar e, essencialmente, consertar as coisas. Desde o reality-show, ele ficou sóbrio e se tornou uma pessoa totalmente diferente. Vi uma oportunidade para mostrar às pessoas quem ele é. Não se trata de um filme sobre Ozzy, mas sobre John.

Em um momento, Ozzy e Sharon contam seus lados da briga em que ele quase a matou. Você conseguiu se desconectar do fato de serem seus pais falando aquilo?

Procurei ver as coisas do ponto de vista de um produtor. Quando estávamos trabalhando no projeto, cheguei a deixar de chamá-los de pai e mãe. Era Ozzy e Sharon. Me senti quase como um espião. Crescí com esse fato. Eles nunca tentaram esconder de nós. O que achei mais difícil foi repassar a história de Randy Rhoads. Aquilo me sufocou, a filmagem que encontramos é uma das poucas entrevistas dele em frente a uma câmera. Ele era um músico incrível e tão humilde. Seu talento era de outro mundo e ele nos deixou muito cedo. Foi dilacerante relembrar.

Aliás, a parte do filme que aborda esse assunto é, em sua maior parte, com depoimentos de arquivo. Seu pai não conseguiu falar sobre o assunto?

Fiz uma entrevista muito boa com ele sobre isso. Só nos dois e a câmera. Por um daqueles estranhos motivos, essa filmagem se perdeu. Foi algo tão profundo que não conseguiríamos repetir da mesma forma. Foi quando achei aquela filmagem, que foi feita cerca de um ano após o acidente. Tudo ainda está muito fresco aos olhos dele, decidi usar.

O que mais me chocou foi como Ozzy desmerece o álbum "Never Say Die" (último antes de sua saída do Black Sabbath).

Essa foi a única coisa que ele chegou a me pedir para tirar da edição final. Falei “não se preocupe, foi algo dito em 1982”. Ele não odeia Never Say Die. Foi algo do momento, dois anos após sair do Black Sabbath, então ele ainda estava machucado com tudo aquilo. Mas vamos cair na real, acho esse disco melhor que Just Say Ozzy, para ser honesto.

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Sobre João Renato Alves

27 anos, jornalista formado pela Universidade de Cruz Alta. Kissmaníaco inveterado, um verdadeiro apaixonado pela banda de Gene Simmons e Paul Stanley. Idolatra com quase a mesma paixão Queen, Van Halen e Black Sabbath. Aprecia desde o Rock dos anos 50 (Elvis, Little Richard, Chuck Berry, entre outros) e 60 (Beatles, Rolling Stones, The Who, Led Zeppelin...), Hard Rock dos 70's (AC/DC, Deep Purple, Alice Cooper...) e 80's (Mötley Crüe, Def Leppard, Europe, Talisman...), Metal Tradicional (Judas Priest, Dio, Ozzy...), NWOBHM (Iron Maiden, Saxon, Angel Witch...) e Thrash oitentista (Slayer, Destruction, Kreator...). Já teve um programa de rádio, chamado "Lavagem Cerebral", na Unicruz FM. Solteiro e seguidor das idéias de Gene Simmons em relação ao casamento.

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