Esta matéria foi publicada em 11/09/11. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Ele dedicou aproximadamente 30 anos de sua vida aos grandes roqueiros. Este é um fato e é sua história. Um conto que possui excesso de ganância, petulância, raiva e devoção. Porém está contrabalançado por um extremo puro de talento, carisma e, claro, musicalidade. É constantemente chamado de “simplesmente o cara” por observar todos os conceitos quebrados, maquiagens e mudanças nas formações das bandas. Começou aos 24 anos e deixou 30 anos depois, justificando-se que havia caminhado por toda estrada do rock ‘n’ roll. O livro conta a história de duas mais inovadoras, que depois foram copiadas, banda de rock vista através dos olhos, ouvidos e emoções da “mãe galo” (como Jon Lord o chamava). Hart era, para os grupos, o seu mentor, motorista, cuidador, provedor, protetor, pai e confidente. Na verdade, ele é o único que pode dizer, deste conto, que acompanhou não uma, mas duas bandas gigantescas.
Hart vivia como se estivesse numa montanha-russa, trabalhou para o Purple, durante o período de maior sucesso da banda. Ele estava no cassino que pegou fogo em Montreal, onde depois nasceria a música “Smoke On The Water”. Assistiu os lendários concertos no Japão, a saída de Gillan e Roger Glover, a audição em que fez David Coverdale se juntar para banda e o grande Califórnia Jam, festival que teve 400.000 pessoas.
Quando Ritchie Blackmore deixou Deep Purple em meados de 1975 e formou o Rainbow, Colin Hart juntou-se a ele e continuou como empresário da banda durante a sua turnê e viu as diversas formações. Ele foi, invariavelmente, o homem que tinha que dar a notícia para muitos dos candidatos que faziam o teste para a banda: "Nós vamos voltar a falar com você", apesar de nunca retornar!
Mais uma vez, estava no meio do mandato de 9 anos do Raibow. Ele viu o período do Rising (1976), a melhor formação em sua opinião. Também viu os problemas durante a gravação “Long Live Rock ‘N’ Roll”, a saída do Ronnie James Dio, a fase Graham Bonnet culminando com o primeiro festival Monsters of Rock em Donington, que foi um grande sucesso comercial durante a fase de Joe Lynn Turner.
Em 1984, quando Blackmore terminou com o Rainbow para se reunir com o Deep Purple, Hart voltou a acompanhar a trajetória daquela gigante banda de rock que estava em uma grande tour pelos EUA em 1985, no que foi a segunda maior turnê que passou por lá naquela época, só perdendo para Bruce Springsteen. Um déjà vu aconteceu na vida de Colin, a saída de Gillan, a entrada de Turner e a saída de Blackmore enquanto Steve Morse surgiu para levar a banda para o novo milênio, embora a história de Colin chegasse ao fim em 2001.
“A Hart Life” foi escrita em parceria com Dick Allix, seu amigo de longa data e foi baterista da Vanity Fare na década de 60. Hart conta a sua história desde sua vida em South Shields até se mudar para Califórnia com o Rainbow, e depois para Flórida, onde vive atualmente. Conta sobre as turnês que acompanhou do Deep Purple e Rainbow, apesar de cruzar com o caminho de Jimi Hendrix, George Harrison, Elton John, Eric Clapton, Led Zeppelin, AC/DC, Def Leppard, Scorpions e Iron Maiden, para poder citar alguns! Uma verdadeira fascinação dentro da história do rock ‘n’ roll por trás dos palcos. Inclui depoimentos do baixista Roger Glover e do sobrinho de Colin, Paul Mann, que conduziu a Orquestra Sinfônica de Londres ao lado de Deep Purple em 1999.
O livro foi publicado, originalmente, em 2008 no Japão com o título "Between A Rock & A Hard Place", este é vendido no site da editora:
http://www.wymeruk.co.uk/Store/index.php?_a=viewProd&productId=1361
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Estudante de jornalismo da UFRN. Aos 12 anos começou a escutar Black Sabbath. No início, os pais pensavam que isso seria uma fase, mas a fase virou uma tórrida paixão pelo Rock and Roll.
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