Opeth: Mikael Åkerfeldt fala sobre downloads ilegais
Por Vinicius Rezende
Fonte: Blabbermouth
Postado em 03 de fevereiro de 2008
Em entrevista realizada pela revista inglesa Metal Hammer, com o líder do OPETH, Mikael Åkerfeldt, explica por qual motivo é contra os downloads ilegais.
Metal Hammer: O selo em que vocês estão agora, Roadrunner, tem sido criticado pelo alto número de relançamentos que coloca no mercado, o que inclui seu último álbum, "Ghost Reveries". Você acha isso justo?
Mikael: "Acho que a maioria dos selos fazem isso hoje em dia. A indústria musical não está bem; as empresas estão tentando de tudo para conseguir dinheiro, e talvez esse seja o jeito de fazê-lo. Eu não me importo com quantos relançamentos de nosso álbuns eles coloquem no mercado - eles podiam fazer um milhão de relançamentos e eu não me importaria mais do que agora, se a qualidade desses álbuns fosse boa. Você não precisa comprar essas coisas se você não quer. Eu, pessoalmente, não fico comprando peças de roupa e não saio por aí bebendo, só compro álbuns - então eu não tenho nenhum problema em comprar 20 versões diferentes do meu álbum favorito".
Metal Hammer: "Ghost Reveries" vazou na internet antes de seu lançamento, em 2005. Compartilhamento ilegal te deixa puto?
Mikael: "Sim, isso me deixa puto. O maior problema, para mim, é que a mágica se perde. Quando você baixa, você não tem a arte do álbum, você não tem nada além das canções, e em qualidade ruim. Me chateia, porque a situação ideal para mim seria reunir cinco mil fãs todo dia e dar-lhes o álbum e assim poderíamos ouvi-lo juntos, mesmo isso sendo impossível. Minha música é sagrada para mim, e eu não quero que ela seja apresentada de qualquer forma que não seja as aprovadas por nós".
Metal Hammer: O baterista do OPETH, Martin Lopez, deixou a banda em 2006 e o guitarrista Peter Lindgreen tomou o mesmo caminho há poucos meses atrás. A nova formação se encontra estável agora?
Mikael: "Bem, nunca se sabe! Mas o clima atual na banda é muito bom. Temos saído por aí para nos conhecermos, e é legal porque todos na banda só querem é tocar. Isso sempre foi a coisa mais importante com essa banda; Quero que todos sejam músicos, e que se foda as outras coisas. É tão fácil se distrair nesse tipo de negócio. Há tantas outras coisas que são legais de se fazer, mas isso não pode sumir com a importância da música, e se você não tem mais a música, você não é nada. Esse foi o problema tanto com Lopes quanto com Peter, e é por isso que eles saíram. Porque provavelmente não empolgava mais como devia ser. Não é fácil fazer uma turnê com uma banda como essa; é difícil. Os caras da banda, eles escrevem e tocam música em seu tempo livre, e não têm dúvida quanto a qualquer outra coisa".
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