Pantera: trecho do livro "Official Truth 101 Proof", de Rex Brown

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Pantera: trecho do livro "Official Truth 101 Proof", de Rex Brown

Postado por Nacho Belgrande | Fonte: Playa Del Nacho

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Matéria publicada em 15/06/13. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Veja abaixo um trecho do "Official Truth: 101 Proof - The Inside Story Of Pantera", de Rex Brown & Mark Eglinton:

PARTE I

ISSO NÃO TERIA SIDO POSSÍVEL SEM SEUS GRITOS & ADULAÇÃO, MUITOS, NA VERDADE!!! AMO A VOCÊS TODOS, REX

“Eu me recordo de, em idos de 1987, quando o Pantera e o King’s X fizeram uma aparição numa loja em Dallas. Nossas duas bandas bem por dizer ficaram na nossa, mas lembro-me de que Dime estava num canto esmerilhando uma guitarra através de um amplificador muito alto praticamente o tempo todo, com um bando de fãs de Metal enlouquecendo. Ele era simplesmente bom pra cacete!

Avancemos dois anos no tempo. O Pantera tocou no Backstage Club em Houston [uma casa muito legal onde todo mundo tocava], e eu e meus amigos do Galactic Cowboys fomos assisti-los. Bem, eu queria que todos pudessem ter estado lá para vê-los naquela noite tocando ‘Power Metal’.

Era o Metal mais redondo e brutal que eu já tinha ouvido em toda minha vida. Phil, Vinnie e Dime eram impressionantes, mas por eu ser baixista, eu me concentrei totalmente em Rex. Em minha opinião, Rex não é somente o baixista de aparência mais cool da história, mas ele também conseguia tocar cada música com o tipo de brutalidade e levada que me atingia como só um baixista pode, e segurando firme a cozinha.

Imagem

Ah, e eles também executaram alguns covers fabulosos do Metallica. O Pantera tocava cada música com um poder tamanho num nível que eu nunca havia experimentado. Nós nos encontramos nos bastidores, bebendo e nos divertindo. Isso se tornou a regra, mas naquela noite em particular em que eles vieram tocar, todo mundo estava ali, prontos para experimentar esse som ao qual tínhamos nos viciado e amávamos tanto. Para nossa surpresa, eles fizeram um set inteiro só de músicas novas. Era o álbum ‘Cowboys From Hell’ inteiro. Tudo que eu me lembro é que havia essa sensação generalizada de que tínhamos acabado de testemunhar o futuro do Metal. O resto é história.

dUg Pinnick, King’s X"

PRÓLOGO

“DIME, EU NÃO DOU CONTA DA PORRA DO SEU IRMÃO.” Essas foram as primeiras palavras que saíram da minha boca quando a comunicação entre Dime e eu fora restabelecida em algum momento no fim de 2003.

Qualquer contato anterior que tínhamos tido havia sido bem limitado, com certeza, e isso não era bem um cumprimento amigável, eu sei, mas eu estava cansado de toda a palhaçada de Vinnie, cansado de tentar coordenar turnês em torno de suas escapadas para casas de strip, e eu definitivamente não gostava do fato de que o irmão de Dime estivesse atraindo todo tipo de atenção negativa para o resto da banda com suas atitudes infantis. Era sempre essa porra de palhaçada sem sentido, e depois de anos mantendo-me quieto – apesar do fato de eu ter trocado de ônibus em uma das últimas turnês para escapar de toda a insanidade devesse ter sido uma indicação clara de minha infelicidade – eu precisava contar a Dime como eu me sentia, e que deveríamos pensar muito antes de considerarmos continuar sendo uma banda.

Sob a perspectiva de Dime, tenho certeza de que ele achava que Phil e eu havíamos nos afastado do Pantera porque havíamos tirado o ano de 2002 de folga para gravar o segundo álbum do Down. Planejávamos sair em turnê e promover o disco do Down um pouco, e, claro, daí veio a oferta para participar do Ozzfest 2002 fechando o dia no palco secundário – algo que obviamente não podíamos recusar. Então esses são os fatos condizentes a porquê as coisas acabaram ficando como ficaram. No final das contas, estava assim: Vinnie e Dime estavam incomodados com Phil e eu estarmos no Down, e foi atrás de mim que eles foram para cornetar.

Ao longo de todo o ano de 2003, as relações ficaram muito abaladas por causa da inaptidão de Philip em atender a porra do telefone – não pela primeira ou última vez – para discutir o que o futuro guardava para o Pantera. Nem os empresários nem eu conseguíamos sequer falar com ele, muito menos os dois irmãos, que se cagavam de medo até de discar o número dele. Então, quando eventualmente confirmamos que Phil estava fazendo seu projeto com o Superjoint Ritual naquele ano, fomos todos deixados no vácuo.

Dime e eu conversamos de novo no dia 27 de julho de 2004, meu quadragésimo aniversário. Minha esposa tinha feito um esforço e pedido a Dime que viesse a uma festa-surpresa para mim,mas infelizmente ele estava fora da cidade na época, então ele não conseguiu vir.Parecia que um telefonema seria o melhor que eu receberia. “Não espere que eu saia com você e te pague um jantar com carne de primeira ou qualquer coisa desse tipo,” ele me disse, como se fosse pra falar que ele não me devia nada. [...]

TEXTO COMPLETO:
http://tinyurl.com/kmagflo

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Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande, 33 anos, residente em Marilia - SP, é professor de inglês e francês, apesar de formado em Técnico de Engenharia de Estúdio pelo Recording Workshop de Los Angeles, nos EUA. Suas lembranças musicais mais remotas datam de 1983, com a fervilhante passagem do Kiss pelo Brasil e da alta popularidade do Queen no país. Fã(nático) por Mötley Crüe (de quem tem mais de 100 CDs), segue de perto também o trabalho de Slayer, Krisiun, Guns N´ Roses, Van Halen e Ozzy Osbourne, entre outros.

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