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Bateristas: estudos indicam que eles são os mais inteligentes

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva, Fonte: Policymic, Tradução
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No mundo da música, piadas de baterista são sempre populares. A maioria delas têm o mesmo mote: Bateristas são idiotas. Tomemos, por exemplo, a seguinte: "Como você sabe dizer se o palco está nivelado? O baterista está babando de ambos os lados de sua boca".

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Quer se trate de serem impiedosamente ridicularizados por sua idiotice, mortos repetidamente em This Is Spinal Tap ou apenas paquerados menos freqüentemente do que o guitarrista, os bateristas caminham por uma estrada difícil. Mas acontece que a ciência os mantém em muito alta conta: eles têm uma habilidade inata rara de resolver problemas e mudar o ambiente que os rodeia.

Para começar, bateristas consistentemente podem realmente ser mais espertos que seus colegas de banda menos focados no ritmo. Um estudo do Karolinska Institutet em Estocolmo encontrou uma ligação entre inteligência, boa percepção do tempo e a parte do cérebro usada para resolver problemas. Os pesquisadores fizeram os bateristas tocar uma variedade de batidas diferentes e então lhes passaram um simples teste de inteligência com 60 questões. Os bateristas que fizeram mais questões também foram capazes de manter uma batida consistente. Aparentemente, descobrir como tocar no tempo é outra forma de resolver problemas. Pelo menos, é uma prova de que John Bonham era mesmo um gênio.

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Mas mesmo que um baterista firme possa ser mais inteligente do que seus colegas de banda, os dons do baterista podem ser compartilhados: uma batida firme realmente pode transferir essa inteligência natural para os outros. Em estudos sobre os efeitos do ritmo no cérebro, os pesquisadores mostraram que experimentar um ritmo constante realmente melhora a função cognitiva. Um professor de psicologia da Universidade de Washington usou a Terapia de Som e Luz Rítmica e em seus alunos e descobriu que suas notas melhoraram. Da mesma forma, um pesquisador da Universidade do Texas usou esse método em um grupo de meninos do ensino fundamental e médio com ADD. As terapias tiveram um efeito semelhante a Ritalina, trazendo eventualmente aumentos duradouros nos escores de QI dos meninos.

Com certeza, esses estudos focaram mais sobre os efeitos do ritmo sobre a mente, em vez de sobre a mente por trás do ritmo. Dito isto, o foco rítmico consistente dos bateristas tem efeitos positivos sobre eles e aqueles ao seu redor (sim, até mesmo seus vizinhos). Isso porque quando bateristas trazem um ritmo constante (e correspondente capacidade de resolver problemas) para um ambiente de grupo, eles realmente criam uma aura de baterista em todos ao seu redor. Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que quando bateristas tocam juntos, ambos os seus níveis de felicidade e tolerância à dor aumentam, semelhante aos corredores olímpicos.

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Observando que essa aura levou aos pesquisadores a criar a hipótese de que tocar bateria era um integrante da construção de comunidade e que compartilhar ritmos poderia ser o tipo de comportamento necessário para a evolução da sociedade humana. Obrigado, Phil (Collins).

Tocar bateria é uma coisa fundamentalmente humana. Muito da música moderna passou para baterias eletrônicas para criar ritmos eletrônicos ultra-precisos. Mas acontece que o que normalmente percebemos como erro é realmente apenas um sentimento exclusivamente humano de tempo: Pesquisadores de Harvard descobriram que bateristas usam um tipo diferente de relógio interno que se move em ondas, em vez de linearmente como um relógio de verdade faz. Eles combinam um ritmo inato que foi encontrado em ondas cerebrais humanas, a freqüência cardíaca durante o sono e até mesmo os disparos do nervo auditivo em gatos. Quando um baterista humano toca, ele ou ela encontra um ritmo humano.

Assim, os estereótipos não são apenas infundadas, eles também estão totalmente errados. Muitos desses estudos têm a ver tanto com o ritmo quanto com o ato de tocar bateria, mas os bateristas são mais engajados com os elementos mentais do que a maioria. São pessoas em uma corrente fundamental do que significa ser humano, as pessoas em torno do qual as bandas e comunidades se formam.

E admito que, às vezes eles até mesmo escrevem grandes canções.

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NT. E ainda há os que escrevem livros, como é o caso de Neil Pert.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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