
Às vésperas do lançamento do seu primeiro disco, Chaos is Here to Stay, o guitarrista Lincoln Brian falou à nossa equipe sobre os planos para o futuro.
Por: Emanuel Castello Branco
Emanuel: Como foi o início da banda?
Lincoln Brian: O Insannica surgiu da junção de um projeto meu, que era focado em tocar clássicos do Thrash Metal e já possuía o nome Insannica, com o projeto do guitarrista Eduardo Thomaz e do baterista Adriano Santiago, de Melodic Death Metal. Como ambos os projetos estavam parados, resolvemos nos juntar para fazer “a coisa” funcionar, encontramos através da internet, um vocalista e um baixista que estavam faltando para completar o time, porém no primeiro ensaio, faltaram os dois, assim perguntamos para um grupo de amigos que estavam no estúdio se alguém sabia cantar algum dos covers do nosso repertorio e todos apontaram para o Pedro Farinazzo, e dessa forma ele passa a integrar a banda, assumindo os baixos e vocais, posteriormente ele deixa a banda e assumimos nosso line up atual com Daniel Kbral nos vocais e Sancho no baixo.
Emanuel: Existe uma unanimidade no gosto musical dos integrantes ou cada um tem suas influências além do Thrash Metal?
Lincoln Brian: O que mais temos na banda são influencias em outros estilos, apesar do Thrash Metal ser um ponto em comum, também temos como influencia o Death Metal, Melodic Death Metal, Groove Metal, Progressive Metal, Heavy Metal, entre outros. Isso flui de forma muito natural em nossas composições.
Emanuel: Apesar de ser uma banda relativamente nova, já existe um momento marcante em sua carreira?
Lincoln Brian: Com certeza já passamos por vários momentos marcantes, como shows lotados, com um publico extremamente animado, que não parava de curtir um segundo. Nossa entrada em estúdio para começarmos a gravação do nosso álbum e etc, mas acredito que um momento que certamente será o mais marcante na carreira da banda será o Lançamento do nosso primeiro álbum.
Emanuel: Como você vê a cena do metal atualmente no Brasil? Existe espaço para bandas novas que tocam música própria ou vocês sofrem algum tipo de pressão, por parte do público, para ficarem restrito aos covers?
Lincoln Brian: A cena do metal no Brasil vem aos poucos, reconquistando sua glória. Apesar de caminhar lentamente e dar alguns passos em falso, vem melhorando bastante.
Por Incrível que pareça não sofremos nenhuma pressão para tocarmos apenas covers, o publico se identificou bastante com nossas composições e tem curtido muito nos shows. Espero que após o lançamento do CD, essa identificação com nossas músicas seja ainda mais intensa.
Emanuel: A Insannica está finalizando o disco Chaos is Here to Stay. Quais são a expectativas para com esse trabalho? Onde vocês querem chegar com esse disco?
Lincoln Brian: Nossas expectativas são positivas, acreditamos no trabalho sério que estamos fazendo, esperamos ao termino da gravação, conseguirmos um selo para lançar o álbum, e através disso, conquistar cada vez mais publico, fechar mais shows e etc. Temos como foco tanto o mercado nacional quanto o mercado internacional, principalmente Europa e Estados Unidos, onde o publico do nosso estilo é grande e expressivo.Tudo dando certo, planejamos futuramente fazer uma turnê lá fora.
Emanuel: A letra de From Chaos to Death retrata uma visão pessimista do mundo moderno. A humanidade está num processo de auto destruição irreversível ou ainda temos salvação?
Lincoln Brian: Apesar das marcas ficarem, acredito que haja uma salvação sim, mas a solução para problemas complexos são complexas (obviamente hehe). As letras do álbum tem uma seqüencia lógica, From Chaos to Death é a primeira faixa e relata justamente isso que você falou: Uma visão pessimista, mas analisando o álbum por um todo, perceberá bem mais do que isso, como por exemplo, a letra de Absence of Attitude, que instiga a não aceitar as coisas da forma como são impostas, entre outras letras que em breve todos poderão conferir.
Emanuel: Como funciona o processo de composição?
Lincoln Brian: O processo de composição flui de uma forma muito produtiva, fazemos muitas músicas. Cada um começa em casa uma música, usando o programa ‘Guitar Pro’ para escrevê-las e enviamos via internet um para o outro, e cada um dá seu toque e vai desenvolvendo e lapidando as composições até chegarmos no resultado que desejamos, nos ensaios colocamos alguns detalhes finais caso seja necessário e melhor para a música.
Emanuel: Na sua opinião, por que músicas como "Tchu Tcha" e "Ai se eu te pego" têm mais espaço na grande mídia do que canções com melodias mais trabalhadas e letras mais reflexivas? É uma questão de baixo nível cultural enraizada no brasileiro ou só estamos mal acostumados?
Lincoln Brian: As músicas que vinculam pela grande mídia, são todas mais fáceis de digerir, são descartáveis, dessa forma elas são marteladas na cabeça das pessoas, que infelizmente devido a um nível cultural baixo, acreditam que música boa é a que a maioria gosta, que toca na TV e Radio. É meio que um circulo vicioso, a culpa é da mídia que explora o baixo nível cultural, e o baixo nível cultural favorece a mídia, a solução é essa mídia fornecer cultura de verdade, porém isso não gera alto lucro.
Emanuel: Qual o último disco que você comprou ou baixou?
Lincoln Brian: O ultimo disco que comprei foi o Bad For Health, dos nossos amigos e conterrâneos do Glitter Magic, excelente álbum, nota 10 em todos os atributos. Já o Ultimo disco que baixei foi o Phantom Antichrist do Kreator que foi lançado esse ano, álbum espetacular, não peca em nada, pra mim foi o melhor álbum de Thrash Metal feito dos anos 2000 até agora.
Emanuel: O que o público pode esperar da Insannica?
Lincoln Brian: O publico pode esperar de nós shows matadores, propícios a muito mosh e bate cabeça, um disco que não vão se arrepender nenhum pouco de escutarem e gratidão pelo apoio. Em breve novidades, fiquem de olho. Gostaria de agradecer a equipe da Grito Insano por estar abrindo esse espaço para nós, valeu!
A Grito Insano deseja todo sorte do mundo para a banda Insannica nesses próximos passos e esperamos ansiosos o lançamento do disco!
Informaões e contato com a banda:
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