
Utopia.com.au: O último álbum ("In Sorte Diaboli", de 2007) apresentou muitas orquestrações, foi muito acima da média e teatral, mas foi também muito DIMMU BORGIR. Como você aborda um novo álbum depois disso - você planeja faze-lo mais grandioso e acima da média, ou pretende fazer algo completamente diferente?
Silenoz: Acho que como gostamos do álbum anterior, que foi um grande álbum, sentimos que talvez quiséssemos voltar um pouco e também adicionar uma orquestra e coros reais, por razões dinâmicas, basicamente. Funcionou muito bem em "Death Cult Armageddon" (de 2003), e nós abordamos o processo de composição desse álbum da mesma forma. Cuidamos de tantos detalhes; separamos as músicas, as juntamos e então as separamos novamente, tudo isso até sentirmos que elas estavam fluindo da melhor maneira que poderiam. Também trabalhamos com um amigo nosso, que também nos ajudou com "Death Cult Armageddon" e com "Puritanical Euphoric Misanthropia", escrevendo os arranjos para a orquestra. Então ele também estava envolvido no processo desde cedo, e isso realmente ajudou toda a composição a ser muito mais fácil do que se poderia imaginar. Então são muitos detalhes, muito trabalho, mas no final do dia não era um trabalho tão duro assim.
Utopia.com.au: Em que outros aspectos você sente que está um degrau acima do disco anterior?
Silenoz: Temos uma sensação de completude quando ouvimos o álbum. Tudo se junta numa escala maior, eu acho, e nós sentimos que nos superamos, de outra forma acho que não daríamos o álbum por terminado (risos). Jamais lançaríamos algo com o qual não estivéssemos satisfeitos, e como banda e artista, você luta para se superar sempre. Essa é toda nossa ambição em si, então para nós o álbum já é um sucesso. Estamos felizes e satisfeitos com ele. É muito para se digerir na primeira ouvida, então precisa de um pouco de paciência de quem vai ouvir, mas tenho certeza de que a maioria dos fã de DIMMU BORGIR vai gostar, porque é o DIMMU antigo, o DIMMU novo, o DIMMU contemporâneo, é tudo pelo que somos conhecidos, então a variação no álbum em si falará mais alto que palavras.
Utopia.com.au: Você mencionou a palavra "sucesso". É um termo relativo para se usar para uma banda que toca música pesada como o DIMMU BORGIR, mas a banda é, de fato, uma das mais bem sucedidas de metal extremo da última década. Isso traz algum grau adicional de pressão do público quando vocês estão compondo e gravando um novo álbum?
Silenoz: Não acho que exista nenhuma pressão extra para nós do que há para outras bandas lançando um álbum novo. Acho que se há alguma pressão, nós a colocamos em nós mesmos, no sentido de que queremos nos superar com um álbum novo. Sentimos desde o início, quando fizemos as demos para as músicas deste álbum, que tínhamos algo muito especial dessa vez. É muito variado, tem tantos elementos diferentes, e o que é realmente bom, também, é que você pode ouvir qualquer música do álbum individualmente, e ela realmente tem a identidade do DIMMU BORGUIR. Tem todos os diferentes aspectos pelos quais somos conhecidos.
Utopia.com.au: A banda passou por duas saídas de membros conhecidos, que foram muito comentadas antes desse álbum. Você gostaria que as coisas tivessem acontecido um pouco diferente, e tivessem sido mantidas mais privadas?
Silenoz: Bom, você sabe que é meio que nossa maldição (risos) — ter essas mudanças de formação o tempo todo. Tenho certeza que foi muito surpreendente e também pareceu muito dramático para os fãs quando as coisas aocnteceram ano passado. Mas para nós três — Galder (guitarra solo), Shagrath (vocal), e eu — foi algo que era inevitável. Tivemos a escolha de salvar a banda ou deixar seguindo do jeito que estava, e isso não seria possível, mesmo. Então tivemos que fazer uma escolha, e ao invés de ficar chorando pelo leite derramado, pegamos o touro pelos chifres e simplesmente seguimos em frente. Nós publicammos a declaração explicando nosso lado da história, e é isso: nós simplesmente seguimos em frente e nunca olhamos para trás.
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Professora de Inglês, grande fã de Children of Bodom, Vader e death metal em geral. Entre suas bandas favoritas também podem se citar The Distillers, Murderdolls, Marilyn Manson e Deathstars. Das coisas que mais gosta: a Torre Negra, de Stephen King (série de livros), todos os filmes da franquia Hellraiser (exceto o oitavo), e fazer experimentos com filme/lomografia. Aparece como modelo na capa do álbum Day After, da banda Drunk Vision, e foi bailarina por 12 anos.
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