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Megadeth: "música provocativa e estimuladora"

Traduzido por Emmanuella Conte | Fonte: Blabbermouth |

Eden Munro, da Vue Weekly, recentemente conduziu uma entrevista com o cabeça do MEGADETH, Dave Mustaine, que falou sobre turnês, letras das músicas e conexão com os fãs, dentre outras coisas.

Sobre fazer turnês:

"Eu estou na estrada desde o último ano e está sendo ótimo. Há muita gente lá fora, e com pessoas vêm os relacionamentos e relacionamentos são difíceis de se manter, a menos que você seja um tagarela completo e então você pode fingir que gosta de alguém e realmente odiá-lo. Mas eu sou o tipo de pessoa que, se eu não gosto de você, é difícil para mim não dizer nada".

Sobre as interconexões entre diferentes grupos que fazem parte da comunidade musical em que está o MEGADETH:

"Nó sempre tentamos ser gentis, porque a relação que nós sempre tivemos com vocês - a imprensa - e eles - o público - nós sempre reconhecemos que sem os três não existiríamos. Eu sei que há um monte de jornalistas que gostam de mim e um outro monte que não. Sei que há um monte deles que gosta de mim, mas eles não necessariamente gostam da minha música. Eu estou legal com tudo isso - eu sei que é um trabalho e sei que isso não significa necessariamente que você seja uma boa ou uma má pessoa por causa do que você faz. Eu também sei que nós temos alguns fãs que são grandes pessoas e que temos fãs que não são exatamente caras legais. Existem algumas pessoas que são fãs nossos, que amam a nossa música, mas usam isso para fazer coisas ruins."

Em 2006, houve um atentado em Dawson College, em Montréal, Canadá, onde o atirador declarou ter sido inspirado por "A Tout Le Monde", do MEGADETH, uma canção de 1994 que Mustaine regravou para o álbum mais recente da banda, "United Abomination":

"O que aconteceu aquela vez em Dawson foi terrível. Essa música pertence ao povo maravilhoso de Montreal e não era pra ninguém fazer nada como aquilo e eu me recuso a permitir que essa música seja roubada por ele... Eu acho que você tem que ter autoridade sobre coisas como essas e se você deixar os caras maus vencerem, você está deixando os caras maus vencerem."

Sobre suas letras:

"Eu sempre tentei usar letras inteligentes. Eu acho que é uma vergonha quando o cantor diz 'Fuck' só por dizer. Você pode ver quando os caras são uns frescos e usam um monte de palavrões em suas músicas só para conseguir algum crédito. Na minha carreira inteira acho que devo ter dito 'Fuck' umas duas vezes em mais de cem músicas... Mas então tem aqueles caras, sabe, que chamam as mulheres de 'vadias' e eles glorificam toda essa estupidez que fazem as pessoas tirarem sarro do Heavy Metal".

"Eu gosto de escrever sobre coisas que são importantes para nós, pessoas, ignorando a qual nacionalidade pertencemos. Gosto de escrever coisas inteligentes para nós como uma raça que não considera nossa idade ou sexo. A música do MEGADETH é algo que é provocativo e estimulador e foi desse jeito desde o começo. Eu sempre tentei escrever letras que fazem você sentar e dizer: 'Uau, eu imagino sobre o que ele está falando', e então fazer alguma ligação com isso. Eu nunca disse 'vote nesse, vote naquele, eu sou assim, então é melhor você ser assado' e tal".

Leia a entrevista inteira (em inglês) neste link.

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Sobre Emmanuella Conte

Emmanuella Conte é paranaense residente em Goiás; está graduando em Biologia e trabalha na área ambiental. Nas horas vagas, dedica-se ao curso de Alemão, vai às apresentações das bandas locais ou fica pela internet procurando por notícias e fotos de suas bandas favoritas. Entre os estilos que mais gosta estão o Classic Rock, Hard Rock/AOR, Heavy/Thrash/Power/Speed/Symphonic Metal, Industrial, Metalcore e o Punk, sendo grande simpatizante do movimento setentista. Aspirante a beatlemaníaca por culpa do pai, indentifica-se com a cultura trash em geral, desde filmes de terror-B ao Horror Rock, por culpa da mãe. Pelo resto, ela se responsabiliza.

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