
Skinner, batizado Forby Leonard Skinner, nunca pretendeu se tornar um pedaço da história do rock-and-roll. Ele estava simplesmente reforçando um código de vestuário na escola Robert E. Lee High School no final dos anos 60 quando fatidicamente levou alguns adolescentes à sala do diretor por violar novas regras sobre comprimento de cabelo. “O cabelo tinha de estar dois dedos acima das sobrancelhas, não podia tocar o colarinho”, Skinner explicou em uma entrevista há muitos anos atrás. “Um dos que mandei estava nessa banda... chamada One Percent," ele relembrou, referindo-se à banda que posteriormente se tornaria o Lynyrd Skynyrd.
O aluno, ameaçado de suspensão, trouxe o pai dele à escola para argumentar que a banda estava ajudando a contribuir com a renda doméstica – e que o cabelo comprido era um requisito para aquele visual de rock-and-roll. O diretor, sem se comover, tinha uma solução: um corte de cabelo e uma peruca. O jovem músico (a banda não identificou qual deles era, mas Skinner enumerou o guitarrista Gary Rossington e o cantor Ronnie Van Zant entre seus pupilos) acabou prendendo seu cabelo numa rede para cabelos. A banda mudou seu nome para o de Skinner em 1970 e trocou as vogais para a letra Y antes do lançamento de sua estréia de 1973 "Lynyrd Skynyrd." Apesar de soletrado diferentemente, o nome da banda é foneticamente "Leonard Skinnerd" (apesar de ser pronunciado mais frequentemente de forma errada como Lih-nerd Skinerd").
Skinner não estava ciente de sua ligação com os heróis sulistas do rock até que escutou um DJ de rádio dizer “'Eis uma música do Lynyrd Skynyrd.' Essa foi a primeira vez que eu tive noção de que algo estivesse acontecendo,” ele posteriormente se lembrou em uma entrevista com o antigo guarda costas de Van Zant, Gene Odom.
Apesar de dizer não gostar de rock, Skinner deu permissão à banda de usar uma fotografia da placa do imóvel de sua propriedade no interior da arte do álbum para o LP de 1975 "Nuthin' Fancy". Como seu verdadeiro telefone comercial estava incluído na placa, ele acabou recebendo muitas ligações de fãs curiosos ao longo dos anos.
Apesar da relação entre a banda e seu antigo professor de ginástica fosse frequentemente apresentada como tensa, Skinner sempre destacou que ele estava somente reforçando as regras da escola e nunca teve nenhum problema com o LYNYRD SKYNYRD. O grupo inclusive pagou a seu antigo técnico $100 para apresentá-los em um show em Jacksonville e Skinner se tornou amigo de Odom.
LYNYRD SKYNYRD, conhecido por seus sucessos "Freebird" e "Sweet Home Alabama," lançou 12 álbuns de estúdio, e foi incluído no Rock and Roll Hall of Fame em março de 2006. Quando perguntado sobre os jovens rebeldes que ele inadvertidamente inspirou, Skinner deu uma resposta justa ao rock-and-roll: “Eles trabalharam intensamente, viveram intensamente e beberam intensamente”.
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Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
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