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Bring Em' Back Alive - Sebastian Bach

Por Maurício Gomes Angelo | Em 25/05/05
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Nota: 8

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Se a pueril, genérica e clichê estória do encarte – utilizando em suas falas referências às músicas do Skid Row - correspondesse à realidade, seria ótimo. O resumo da brincadeira é esse: o mundo da música estava uma chatice só, sem nenhuma banda de peso e então Sebastian Bach e seus amigos são chamados para reaquecer o mercado e rodar o planeta detonando em palcos de diversos continentes. Eles seriam os salvadores dos verdadeiros rockers. Pena que não é exatamente isso que acontece em “Bring Em Back Alive”... até porque 2005 vai muito bem, obrigado, e nem em 1999 (ano de lançamento do álbum, que só agora chega ao Brasil) as coisas estavam tão caóticas assim.

As cinco primeiras faixas são composições inéditas gravadas à época, e o maior destaque é “Rock n’ Roll”, nome pouco criativo mas compensado pela sensacional interpretação, dona de um riff monstruoso e seqüência idem, nada estranho se verificarmos a participação do mestre Wolf Hoffman, ex-guitarrista de um dos pilares do metal germânico (aprendam garotos), o Accept. “Done Bleeding” também é muito boa, grande dose de peso, vocal mais rasgado que de costume e solos gratificantes. Mas os elogios param por aí, pois “Blasphemer” e “Counterpunch” são dispensáveis, a última menos, e “Superjerk, Superstar, Supertears” é vergonhosa, tão pífia quanto seu título.

De resto temos Sebastian Bach munido de seus comparsas – músicos desconhecidos porém competentes, que não se destacam nem comprometem – num show no Japão em 1998. Terra escolhida a dedo sem perigo de algum revés (já que o loirinho sempre foi idolatrado por lá) e mais segurança ainda garantida pelo set list escolhido, só clássicos dos três álbuns do Skid Row: Skid Row (1989), Slave To The Grind (1992) e Subhuman Race (1995). E aí não podemos escapar das indefectíveis “18 & Life”, “Mudkicker”, “In A Darkened Room”, “Monkey Business” e ela, “I Remember You”. A coisa fica boa mesmo nas pauladas “Slave To The Grind”, “Beat Yourself Blind” e “Youth Gone Wild” – a melhor do álbum.

Bach interage apenas corretamente com o público (se levarmos em conta que o cara ali é um deus para os japoneses) e não está nada contido, esgoelando-se como um louco – chegando até a incomodar – mas afora alguns exageros sua performance vocal é obviamente excelente. A ameaça de algumas jams instrumentais e versões levemente personalizadas agregam valor ao material.

Lançamento interessante, com algumas ótimas músicas e uma boa produção. Compilação agradável de clássicos de uma das mais reverenciadas bandas de hard rock do final dos anos 80/início dos 90. Como curiosidade temos o visual “quero-ser-o-Village People” dos integrantes no encarte. Apesar disso, vale a conferida.

Formação:
Sebastian Bach (Vocais)
Richie Scarlet (Guitarra)
Jimmy Flemion (Guitarra)
Larry (Baixo)
Mark Mconnell (Bateria)

Site Oficial: http://www.sebastianbach.com

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Sobre Maurício Gomes Angelo

Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.

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