Lobão

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Lobão


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Fonte: Site Oficial

Nasceu em 11/10/1957, no Rio de Janeiro. Aos 3 anos já tocava bateria.

Aos 6 anos ganhou seu primeiro instrumento musical. Sempre teve curiosidade com outros instrumentos, como violão e acordeon.

Aos 13 ganhou sua primeira bateria profissional.

Aos 15 desistiu de tocar bateria e começou a se dedicar ao violão clássico.

Aos 17, devido a distúrbios familiares, viu-se diante da possibilidade de se tornar profissional e abandonar a casa paterna. Para isso, voltou à bateria e foi para São Paulo com o VÍMANA tocar numa peça de teatro protagonizada por Marília Pêra. O grupo era formado por Lulu Santos, Ritchie, Luis Paulo e Fernando Gama e ainda durou uns três anos. O VÍMANA conseguiu gravar seu único trabalho em processo de teste. Era a instalação do primeiro estúdio de 24 canais do Brasil e o grupo serviu de cobaia. Lançaram um compacto simples com o single ZEBRA (Lobão, Lulu, Ritchie).

O grupo acabou implodindo por causa da "entrada" na banda do então tecladista do YES, Patrick Moraz. Após 9 meses de ensaios "secretos" e muitas confusões sobre um suposto megaprojeto para competir com o próprio YES (essa era a meta do Sr. Moraz), houve uma debandada geral. Lulu saiu, a banda capengou e tudo foi pro vinagre em 1976, quando nascia o punk com SEX PISTOLS.

Depois de 4 anos de enclausuramento entre livros e partituras renascentistas num estúdio caseiro, Lobão se "reconstruiu". Munido de uma experiência considerável para um garoto de 19 anos, começou a tocar como freelancer com artistas como Luis Melodia e Walter Franco. Tocou até zabumba com Zé Ramalho, substituindo o grande Bezerra da Silva que, na época, era o percussionista. Foi Marina quem se esforçou para tirar Lobão da bateria e colocá-lo tocando na frente. Ele ficou literalmente apaixonado por tocar com ela e daí surgiu uma grande amizade e, em seguida, uma parceria.

Começaram as sessões de composição do 1º álbum, em 1980, com Bernardo Vilhena. Enquanto isso, era formada a BLITZ e Lobão pode continuar onde se sentia mais à vontade: na bateria e compondo com uma banda da qual foi um dos idealizadores e cujo nome criou (para reprovação de todos os outros componentes). Assim que a BLITZ grava, Lobão nota que os diretores artísticos da gravadora "confeccionaram" uma "nova" BLITZ, meio infanto-juvenil, meio jovem guarda.

Mesmo assim (faminto e duro) gravou todo o disco e acabou não assinando, alegando que tinha projetos mais ambiciosos do que aquele. Lançou, em novembro de 1982, seu primeiro álbum, "CENA DE CINEMA", disco que só passou realmente a existir após ser executado, de forma superprecária (era apenas uma fita cassete), pela revolucionária rádio FLUMINENSE FM, a poderosa MALDITA. A partir daí, o CENA virou cult e, logo em seguida, foi comprado pela gravadora RCA VICTOR (hoje BMG). Portanto, a Fluminense Maldita não é só um capítulo indissociável da história artística, discográfica e, antes de mais nada, emocional, do Lobo, mas também um ponto crucial de vida inteligente no Brasil dos anos 80. Lobão ficou na "geladeira" por mau comportamento por mais de um ano. Em julho de 1984, lançou o grupo LOBÃO E OS RONALDOS com o disco "RONALDO FOI PRA GUERRA". Por puro acaso, estourou seu primeiro hit: "ME CHAMA".

A gravadora jurava de pés juntos que aquela música jamais tocaria por causa do arranjo, daquela voz gritada e do fato de "ME CHAMA" já ser um hit na voz da Marina. No entanto, foi a versão dos RONALDOS a música mais executada da década! Depois de uma pausa, LOBÃO E OS RONALDOS começaram a gravar o segundo disco. Enquanto isso, Lobão se arvorava de ator no filme de Chico de Paula, "AREIAS ESCALDANTES". O grupo gravou duas músicas: "DECADENCE AVEC ELEGANCE" e "MAL NENHUM" (esta, a 1ª parceria com CAZUZA).

Logo em seguida, Lobão foi expulso da banda por mau comportamento e excesso de consumo de drogas. Sentindo-se deprimido e rejeitado, encontrou com o Cazuza no Baixo Leblon (área da zona sul do Rio com vários bares e restaurantes), no mesmo estado. Ele havia sido "saído"do Barão também. É festa, festa... Formou-se uma parceria e uma grande amizade. Sem banda, Lobão voltou à carreira solo e gravou, em 86, "O ROCK ERROU". Numa crítica à falta de originalidade no pedaço, convidou ELZA SOARES para gravar um samba, "A VOZ DA RAZÃO". O disco contém mais hits classificados pela gravadora como "improváveis", como "REVANCHE" e "NOITE E DIA".

A proposta de "O ROCK ERROU" era dar uma linguagem a esse "bastardinho cambaleante" que era o Rock Brasil. Logo em seguida, teve início uma série de problemas de Lobão com a justiça. Ele foi preso por porte de drogas e liberado em seguida. Em 1987, elaborou o disco "VIDA BANDIDA".

Novamente preso no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, foi julgado culpado, apesar de ser réu primário, e condenado a um ano sem direito a sursis. A coisa virou um barulhão e, em meio a várias habeas corpus, o disco foi realizado e lançado com grande impacto. Lobão virou um misto de Exu e perseguido político. Quatro músicas de "VIDA BANDIDA" estouraram. Todas elas tinham sido recusadas pela gravadora, que apostava na canção "DA NATUREZA DOS LOBOS" que, obviamente, não aconteceu. "VIDA BANDIDA" era um hino, um heavy samba e, com a saída da cadeia, Lobão era convidado a visitar todos os morros do Rio. Foi uma época emocionante e certamente daria um livro. Nesse período, Elza Soares convidou Lobão a visitar a Mangueira e fazer um teste para entrar na bateria. No morro, ele conheceu Ivo Meireles e Alcir Explosão. Desfilou no carnaval de 1988 e começou a convocar um núcleo que o acompanharia por alguns anos e depois se tornaria o FUNK'N'LATA.

Em 1988 sai "CUIDADO!". O disco recebeu muitas críticas que o classificavam como meio experimental e questionavam a mistura de samba com rock. As platéias ficaram divididas. O que parecia genial, não era bem digerido pela comunidade roqueira.

Em 89, ainda com problemas com a polícia, Lobão fugiu para Los Angeles (EUA) e iniciou a gravação do disco "SOB O SOL DE PARADOR". Toda a banda foi levada para preservar o trabalho de junção, mas o disco acabou muito diferente da proposta inicial. Ficou com a cara do produtor e teve uma vendagem medíocre. Apesar disso, o repertório era forte e continha os hits "ESSA NOITE NÃO", "POR TODA A NOSSA VONTADE" e a última parceria com Cazuza "AZUL E AMARELO"(que o produtor quase tirou do disco por ser muito "brasileira").

Em 90 gravou o "VIVO!". No Hollywood Rock, em São Paulo e no Rio de Janeiro, foi apontado como o maior sucesso de todo o festival (tanto nacional como internacional). Foi a consagração do trabalho com a Mangueira e uma grande alegria mostrar para as atrações internacionais um trabalho com linguagem própria e poderosa.

Em 91, aconteceu o contrário. O mesmo show do ano anterior foi apresentado no Rock in Rio e sofreu uma das mais célebres vaias da história da MPB. Lobão fez o show cheio de parafusos e fraturas, por causa de um grave acidente de moto. No mesmo ano, entrou em estúdio para gravar "O INFERNO É FOGO", seu último trabalho com a gravadora BMG. O disco foi mal trabalhado, muito criticado e execrado pela mídia, apesar de ter no repertório músicas como "BANGU 1 X POLíCIA 0", "O INFERNO É FOGO" e "JESUS NÃO TEM DROGAS NO PAíS DOS CARETAS", entre outras. Ainda se recuperando do acidente de moto, Lobão decidiu parar de compor e começou a praticar intensamente violão clássico.

Durante 4 anos, não lançou nem compôs nada. Só estudou, obsessivamente, compositores como Villa-Lobos, Garoto, os espanhóis Albeniz, Torroba e Rodrigu, o cubano Léo Brower... Enfim, fez uma imersão profunda e só saiu dela no carnaval de 95, quando começou a voltar a compor. Por acaso, fez o samba "A LUZ DA MADRUGADA" e não parou mais de compor. Em 3 meses o repertório (completamente heterogêneo) estava pronto e nascia o primeiro disco de uma trilogia, lançado pela gravadora Virgin: "NOSTALGIA DA MODERNIDADE".

O disco foi muito criticado, muitos concluíram que Lobão estava careta. Até a possibilidade de ter se tornado evangélico foi cogitada, embora no disco houvesse canções como "A QUEDA", "MAL DE AMOR", "DE DE DE DE DÉU" e "O DIABO É DEUS DE FOLGA". O disco foi considerado meramente uma excentricidade: "- Lobão mudou! Agora é sambista!" Felizmente, hoje o "NOSTALGIA" adquiriu o patamar de "cult" e é seriamente respeitado por toda a comunidade musical. Em 98, já pela Universal, nasceu o segundo disco da trilogia: "NOITE". De cunho eletrônico, era fundamental para a trajetória desse quebra-cabeça sonoro.

Obviamente, a maioria da crítica se referia ao disco como uma "adesão ao baticum eletrônico", com nítido escárnio, preconceito e uma certa neofobia.
Esqueceram de contemplar a contundência das letras e a perspectiva ampla de um trabalho planejado para ser "três".

Em 1999, foi ejetado da Universal por mau comportamento (não aderiu à campanha contra a pirataria por achá-la cínica e falaciosa). Lançou não só o último disco da trilogia, mas um projeto complexo, amplo e explosivo. Comprou briga com as gravadoras e fundou a sua própria, a UNIVERSO PARALELO RECORDS. Montou uma revista - "LOBÃO MANIFESTO"- e acoplou a ela o último CD da trilogia, chamado "A VIDA É DOCE". Esta foi a primeira tiragem de CDs numerada na história do Brasil. Lançou um produto híbrido - com CD-ROM e multimídia - via internet e através de 25.000 pontos de venda em bancas de jornais, além de megastores (Fnac, Saraiva), sites de vendas, etc…

O projeto saiu da fábrica com 80.000 cópias para a distribuição. Paralelo ao lançamento, teve início um forte confronto com as gravadoras, para constrange-las a numerar os discos e reduzir o preço do CD. O projeto do Lobão saiu a R$14,90, com uma campanha para a criminalização do jabá (propina) nas rádios e TVs, e para a moralização dos direitos autorais.

Após o sucesso de crítica e público de A VIDA É DOCE nas bancas (100 mil cópias vendidas), Lobão prepara mais um evento. Um DVD gravado durante a excursão "A VIDA É DOCE - tour 2000", está sendo lançado simultaneamente no Brasil e em Portugal, numa parceria da gravadora com o canal Multishow, que transmitiu o especial. O projeto LOBÃO 2001 - UMA ODISSÉIA NO UNIVERSO PARALELO inclui ainda um CD que está sendo lançado nas bancas, livrarias e lojas brasileiras e também em Portugal. O álbum contém duas músicas inéditas ( "LULLABY" e "PARA O MANO CAETANO"), versões ao vivo de músicas dos mais recentes trabalhos do compositor (NOITE, NOSTALGIA DA MODERNIDADE e A VIDA É DOCE), e vários sucessos de seus outros trabalhos ("ME CHAMA", "VIDA BANDIDA" e "DECADENCE AVEC ELÉGANCE"). Lobão pretende mostrar a cara do que chama de Música Popular Brasileira Contemporânea que, a seu ver, reflete as dúvidas de um ser urbano no meio do mundo.

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