Angra: uma apresentação objetiva e satisfatória em Porto Alegre
Resenha - Angra (URB Stage, Porto Alegre, 14/12/2024)
Por Guilherme Dias
Postado em 18 de janeiro de 2025
No mês de setembro, o Angra anunciou uma pausa nas suas atividades, mas antes desse hiato, uma turnê para celebrar os 20 anos do disco "Temple of Shadows". A banda já havia se apresentado em Porto Alegre esse ano, no mês de abril, no Bar Opinião, ainda na turnê do disco "Cycles of Pain". Dessa vez o show foi no URB Stage, localizado na zona norte da cidade.
Fotos por: Rust Costa
Angra - Mais Novidades
Próximo das 21 horas, a Mortticia subiu ao palco para a sua apresentação. Formada por Lucas Zawacki (vocais), Lúcio Brenner e Iago Schaeffer (guitarras), Guilherme Wiersbicki (baixo) e Doug Mansur (bateria), os gaúchos iniciaram com "Limiar", música presente no álbum "A Light in the Black", lançado em 2020. Desse disco também foram apresentadas "Hear My Words" e "Ocean of Change". Lucas demonstrou satisfação por terem sido convidados para a apresentação, dizendo que o "Temple of Shadows" é o seu disco favorito do Angra. Ao introduzir a canção seguinte, Lucas contou que ela tem a participação da cantora Cintia Rodrigues na gravação, se referindo a "Mother", single lançado em 2024. Dois singles de 2023 também estiveram presentes no repertório, sendo um cover de Kate Bush para "Running Up That Hill" e "Plethora", que encerrou a primeira parte da noite. Lucas foi bastante comunicativo, agradeceu bastante a participação do público e divulgou as redes sociais da banda e também a banca de merchandising, que continha camisetas, CDs e até fita cassete. Apesar de problemas técnicos, como o volume da bateria muito alto em boa parte da apresentação, os músicos se dedicaram e deixaram uma ótima impressão para quem ainda não os conhecia, e mostraram mais maturidade e entrosamento para quem já acompanha o trabalho da Mortticia.

A formação do Angra segue a mesma desde 2015: Fabio Lione (vocais), Rafael Bittencourt e Marcelo Barbosa (guitarras), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria). A primeira música do set foi "Faithless Sanctuary", presente no último lançamento e teve um vídeo clipe lançado recentemente. Em seguida, Lione desejou boa noite para o público e anunciou "Acid Rain", com direito aos fãs cantarem junto não só a letra, mas também as melodias dos solos de guitarra. A primeira parte do show ainda teve as duas partes do single "Tide of Changes".

"Agora é hora", disse Lione antes da introdução "Deus le Volt!", que abriu os caminhos para a magnífica "Spread Your Fire". Após ela, Lione perguntou para os fãs: "Qual a próxima?" e obviamente todos responderam "Angels and Demons". Após "Waiting in Silence", o frontman perguntou se a plateia estava gostando do show e recebeu apenas respostas positivas. A balada "Wishing Well" acalmou os ânimos, porém por pouco tempo. Bastante comunicativo, Lione anunciou: "Agora temos que mudar a pegada, gostaria de todos vocês de Porto Alegre cantando junto" e os primeiros acordes de "The Temple of Hate" foram apresentados. Passando ainda por "The Shadow Hunter", "Winds of Destination", "Sprouts of Time" e "Morning Star", Lione mencionou que chegavam ao final do álbum "Temple of Shadows", mas não do espetáculo. Ainda havia espaço para "Late Redemption", com Rafael introduzindo-a no violão e cantando os versos originalmente gravados por Milton Nascimento.

"Muito bem, Porto Alegre, vamos tocar mais algumas músicas, temos mais uma, duas? Três ou quatro, então? Pelo menos uma de Holy Land" disse Lione antes de "Make Believe". Em seguida estiveram presentes no repertório "Vida Seca" de "Cycles of Pain" e a clássica "Rebirth", cantada do início ao fim por todos os presentes. No bis não foi diferente, a introdução "Unfinished Allegro" anunciava "Carry On" em medley com "Nova Era" para plena satisfação de todo o público.

Foi uma apresentação objetiva e satisfatória, o Angra entregou o que prometeu com muita qualidade. Em 2025, o grupo fará uma pausa para os músicos trabalharem em projetos particulares, para no futuro retornarem com novos trabalhos e com certeza visitarem Porto Alegre novamente.





Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Eloy Casagrande anuncia ter finalizado suas partes para o próximo álbum do Slipknot
U2 anuncia quarto e último show no Brasil da Tour The Greatest Show On Earth 2027
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Regis Tadeu aponta problema no show do Iron Maiden e explica atitude do atual baterista
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
Humberto Gessinger e Andreas Kisser apontam o que faltou ao rock nacional dos anos 80
Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
A banda de heavy metal que Josh Homme ama, mas não quer imitar de jeito nenhum
David Ellefson comenta relação entre "Go to Hell", do Megadeth e "Enter Sandman", do Metallica
Glenn Hughes ficava muito acelerado quando tomava café, segundo Tony Iommi
Por que James Hetfield do Metallica foi expulso de sua própria casa, segundo o próprio
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
A cantora que usou música do Slayer para combater o patriarcado
A faixa de "Reign in Blood" que Tom Araya não é muito fã

Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
Kiko Loureiro parabeniza Rafael Bittencourt pelo aniversário; "irmão que a música me deu"
Como Herman Li conheceu Andre Matos do Angra: "Kai Hansen, você conhece ele?"
A melhor banda brasileira de prog metal segundo o Loudwire
Por que hiato do Angra não foi pretexto para tirar Fabio Lione, segundo Felipe Andreoli
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Os 4 pilares do Angra que IA precisaria entender pra compor igual, segundo Marcelo Barbosa
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida


