Bring Me The Horizon: um espetáculo para todos os jovens em São Paulo
Resenha - Bring Me The Horizon (Vibra, São Paulo, 16/12/2022)
Por Diego Camara
Postado em 21 de dezembro de 2022
Mais uma noite seguida para o esquenta do Knotfest. Desta vez o Vibra São Paulo deixa para trás o público raiz e se entrega ao público jovem. Os fãs estavam radiantes desde o início e não esperavam um espetáculo com tantas ótimas surpresas. Vejam os principais detalhes do espetáculo, com as imagens de Fernando Yokota.
O show contou com a abertura da banda Vended, confirmada poucos dias antes após o cancelamento do Motionless in White. Me recordo do surpreendente show que fizeram em 2013 no Carioca Club, abrindo para a banda Asking Alexandria e chamando as atenções do público da noite. Uma grande pena o cancelamento do show, pois todos sabem que tocar em uma casa como o Vibra São Paulo, com toda a sua estrutura, é realmente onde conseguimos ver melhor a capacidade das bandas.
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O Vended, escolhido para substituir a banda, infelizmente ainda está muito verde para esta responsabilidade. A banda ainda precisa claramente encontrar o seu caminho no gênero para alcançar seu espaço. Parte do público curtiu o show, que serviu para esquentar os fãs para o espetáculo principal, mas o público estava longe de ser o público do show principal.

O Bring me the Horizon, por outro lado, encontrou uma situação totalmente diferente às 21h20m, quando subiu ao palco Sykes e companhia. O público explodiu deste o início do show, batendo cabeça enquanto o papel picado enchia o ar do Vibra São Paulo, criando um belo efeito luminoso quando o papel branco tinha as luzes do palco de encontro.

A trinca inicial do show é sem dúvidas um dos pontos altos do espetáculo. A banda traz logo no início três grandes sucessos, músicas para o público cantar, o que ajuda a ditar o ritmo do show como um todo. O público cantou tão alto que a casa ficou pequena, e o som do palco – altíssimo – chegou em diversos momentos a nem ser ouvido direito. As músicas da banda jogam com refrões pegajosos e sequências rápidas, que deixam o público ligado o tempo inteiro.

O público, porém, foi bem tímido em vários momentos, em especial com os pedidos de moshpit feitos por Oliver Sykes, que encontraram pouco desejo dos fãs de abrir as rodas, especialmente na parte frontal do palco. Não faltou ânimo do público em deixar o Vibra SP tremendo, porém, e os pulos e o bate cabeça foi insano durante quase todo o show.

A grande surpresa do show veio mais para a frente, quando na música "Antivist" Sykes convidou Pablo Vittar para subir ao palco. O público jovem se empolgou demais, gritando pela sua presença e cantando junto com a banda, em um dos momentos mais aleatórios possíveis para um show de heavy metal que vi nos últimos anos.

O show continuou com os ânimos no alto, e só foi se acalmar na hora da banda tocar "Follow You", no modo acústico. A casa ficou linda e iluminada com as lanternas dos celulares de todo o público, como pontos de estrela no teto escurecido do Vibra São Paulo. O público cantou muito e se emocionou demais.

Em "Drown", a seguinte, a segurança teve que entrar em cena para ajudar Oliver Sykes, que desceu no pit para cantar junto ao público. O empurra-empurra foi extremo, com a pressão sobre as barricadas e os agarrões dos fãs alucinados com o vocalista. Felizmente tudo correu bem, sem nenhum contratempo ou pessoa machucada.

O show foi chegando ao final e a sensação de dever cumprido surgiu. Terminou desta vez antes da meia noite, o que ajudou o público a não ficar perdido na noite de sexta-feira em um lugar de acesso complicado. A qualidade do show foi extremamente boa, com um palco perfeito e uma organização de ótimo nível. Parabéns a 30e e ao Vibra SP pela excelente estrutura.
Setlist:
Can You Feel My Heart
Happy Song
Teardrops
MANTRA
Dear Diary,
Parasite Eve
sTraNgeRs
Shadow Moses
Intro: Itch for the Cure (When Will We Be Free?)
Kingslayer
Antivist (com Pablo Vittar)
DiE4u
Follow You (acústico)
Drown
Bis:
Obey
Throne
Bring Me The Horizon

















Vended





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