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Tarja: Resenha e fotos do show em Porto Alegre

Resenha - Tarja (Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre, 28/10/2015)

Por Guilherme Dias
Em 05/11/15

A cantora finlandesa Tarja Turunen esteve no Brasil pela segunda vez na turnê "Colours in the Road". Na primeira oportunidade a ex-vocalista do Nightwish não havia passado por Porto Alegre. Porém em outras turnês a cantora sempre esteve presente na capital do Rio Grande do Sul.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

A responsabilidade de abrir o show ficou com a banda DevilSin (Curitiba/ PR). O grupo é formado por Kevan Gillies (vocais), o seu filho Ian Axel Gillies (guitarra), Alex Padilha (baixo) e Paulo Pires (bateria). O público não estava completo quando a banda começou a sua apresentação, no decorrer do show o público dirigia-se para as suas poltronas para assisti-los. O slogan da banda diz tudo sobre a apresentação: "The New Wave of Old School Heavy Metal. Harder, Faster, Louder!". A primeira do set foi "Natural Born Killer". Kevan distribuiu todos os EP’s da banda que possuía em mãos, antes de anunciar a música "Dogs of War", que terá um vídeo clipe lançado em breve. O frontman apresentou a sua banda e anunciou "White Line Madness" para encerrar a breve apresentação. Antes de encerrar o show da DevilSin praticamente todos os lugares disponíveis no teatro já estavam ocupados. Aproximadamente 1000 fãs esperavam ansiosamente por Tarja Turunen.

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Um pequeno atraso de 10 minutos não foi problema para o público. O primeiro a subir no palco do Teatro do Bourbon Country (zona norte de Porto Alegre) foi Guillermo de Medio (teclados), seguido de Nicolas Polo (bateria). Os dois se posicionaram nos cantos do palco ao fundo para dar início a "The Phantom of the Opera" (Andrew Lloyd Webber). Em seguida já tinham a companhia dos irmãos Pit Barret (baixo) e Julian Barret (guitarra). Até então apenas hermanos argentinos na equipe, com exceção do alemão Alex Scholpp (guitarra) que já toca com a cantora há bastante tempo. A canção é velha conhecida dos fãs da artista, visto que o Nightwish costumava tocá-la em todas as turnês com Tarja no vocal. A presença da soprano deixou todos de boca aberta, tamanha a perfeição de sua voz ao vivo.

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Após introduzir o show, Tarja disse que era ótimo retornar para Porto Alegre, dizendo ainda o quanto é bonito o teatro escolhido e que adora tocar em locais com esse formato.

A partir daí explorou bastante a sua discografia solo, tocando músicas como "500 Letters" (Colours in the Dark, 2013), "Ciarán's Well" (My Winter Storm, 2007) e "Falling Awake" (What Lies Beneath, 2010). Algumas músicas já ficaram carimbadas ao longo desses anos. Uma delas é "I Walk Alone", que nunca fica de fora das apresentações da cantora, se tornando um clássico da sua carreira solo.

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Em "Anteroom of Death" destacaram-se os backing vocals muito bem cantados pelos companheiros de Tarja. Após a ótima "Never Enough", Tarja saiu do palco pela primeira vez na noite. Enquanto isso Julian Barret aproveitou para passear pelos corredores da plateia.

O retorno de Tarja para o palco foi com roupa nova. Nesse momento ela vestia uma blusa brilhosa e uma imensa saia azul, anteriormente estava usando uma roupa preta. No som a surpresa da noite, "Damned and Divine" que foi tocada pela primeira vez nas apresentações que ocorreram nesse ano. Uma jovem fã da artista foi levantada pelo seu responsável. Tarja chamou e a menina subiu no palco e abraçou a dona do show com muita força. Muitos aplausos da plateia para a cena maravilhosa que todos tiveram a oportunidade de presenciar.

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A balada "Until Silence" promoveu outro momento muito belo. Durante essa canção foi a vez da Tarja passear pelos corredores do teatro, passando pelos fãs distribuindo sorrisos, beijos, abraços e apertos de mãos. Seguranças estiveram em sua volta, mas o público se comportou muito bem, deixando a Tarja fazer o que faz de melhor, cantar muito e mesmo se movimentando e dando atenção para os seus fãs ela cantou muito bem.

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A música seguinte foi anunciada como nova faixa do próximo álbum solo da cantora, que sairá no ano que vem. "No Bitter End" foi muito bem recebida por todos os fãs que estavam presentes. "Deliverance" foi a última antes do bis.

No bis "Victim of Ritual", que levou Tarja para o palco com mais uma roupa, dessa vez um vestido/ casaco imenso, com capuz e mangas longas. Não poderia faltar nenhuma música de autoria do Nightwish. A escolhida foi Slaying the Dreamer, sendo a música com a melhor resposta do público. Em "Die Alive" Tarja apresentou a sua banda atual, dizendo que é a primeira vez que excursionam juntos e anunciou a última canção da noite, a já tradicional "Until My Last Breath".

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O fã clube nacional da Tarja levou pulseiras coloridas que brilham no escuro para chamar a atenção da banda. Diversos presentes foram entregues para a cantora durante o show e nos momentos de silêncio alguns diziam que ela é maravilhosa e que a amam muito. Demonstrações de carinho que a Tarja com certeza já está acostumada a receber a cada show. Ela estava tão satisfeita que se o público pedisse mais alguma música muito provavelmente ela tocaria. Ao invés de pensar apenas na artista, os fãs poderiam ter pensado em si mesmos e ter pedido "Over the Hills and Far Away" que está sendo tocada pela banda nessas situações.

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A artista mostra muita confiança e segurança no palco, o que fez com que não errasse nada em momento algum. A apresentação beirou à perfeição. A qualidade sonora e visual estava impecável. Todos os detalhes da voz da Tarja e dos outros instrumentos eram muito ricos. Parecia que a plateia estava ouvindo um CD, tamanha a qualidade sonora. A iluminação também estava ótima e captou todos os passos da rainha da noite. A vocalista esbanjou simpatia, mostrando alegria no que faz no momento atual. A apresentação passou rápido, as 17 canções apresentadas pareceram muito pouco, de tão natural que foi o show.

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Fotos: Cristiane Moreira/ Divulgação Opus.

Set-list DevilSin:

Natural Born Killer
Dead Man Walking
Hell to Pay,
Dogs of War
Who the Hell?
White Line Madness.

Set-list Tarja:

The Phantom of the Opera (Cover de Andrew Lloyd Webber)
500 Letters
Ciarán's Well
Falling Awake
I Walk Alone
Anteroom of Death
Never Enough
Damned and Divine
Neverlight
Until Silence
No Bitter End
Goldfinger (Cover de John Barry)
Deliverance

Victim of Ritual
Slaying the Dreamer (Nightwish)
Die Alive
Until My Last Breath

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Sobre Guilherme Dias

Fanático por heavy metal e hard rock desde os 12 anos de idade. Coleciona CDs e LPs, principalmente do Helloween e seus derivados. Colabora com o site desde 2013. Nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

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