Jethro Tull: Set list irretocável em São Paulo

Resenha - Jethro Tull (Teatro Bradesco, São Paulo, 07/10/2015)

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Por Nelson de Souza Lima, Tradução
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Sabe aquelas bandas que de tão legais você tem certeza que vai sair feliz depois do show? Grupos que não deixam dúvidas quanto à “satisfação garantida ou seu dinheiro de volta?”. Um deles é o Jethro Tull.

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A trupe liderada pelo chefão Ian Anderson fez uma tremenda apresentação no Teatro Bradesco provando que mesmo com quase cinquenta anos de estrada ainda tem muito fôlego pela frente. Além de Anderson nas flautas, flautim, gaita, violões e voz o JT traz na atual formação, David Goodier, baixo, John O'Hara, teclados, Florian Opahle, guitarra e Scott Hammond, bateria. Tudo deu certo nesse show.

O clima ajudou, aliás fez um calor do cão, mas a noite ficou mais agradável. Ao chegar no Teatro fiz a brodagem habitual com os amigos de imprensa. Todos tentando baixar o set list na internet e os tradicionais questionamentos quanto a prováveis mudanças na ordem das músicas. Perto das 9 da noite as chamadas para o público tomar seus assentos se faziam ouvir. Quem conhece o Teatro Bradesco sabe que lá a plateia assiste os espetáculos sentada, uma vez que realizam também peças de teatro e outros eventos como shows MPB. O grande barato num evento envolvendo uma banda veterana como o Jethro é que reúne fãs de todas as gerações. Realmente muito bacana isso.

À medida que todos foram buscando seus lugares pipocavam selfies, fotos em grupo e muitos cliques no palco onde um telão enorme mostrava um lindo campo de centeio. Com uma pontualidade quase britânica, cinco minutos depois do horário marcado, a apresentação começou. Luzes apagaram e uma sequência insana de vídeos com âncoras de telejornais de vários países foram mostradas no telão. A banda entrou aos poucos ovacionada pela plateia para mostrar o espetáculo “The Rock Opera” que está percorrendo algumas capitais do Brasil. O que se viu foi aquela complexa sonoridade da banda, uma intrincada gama de estilos como blues rock, música clássica, folk, jazz, hard e art rock. “The Rock Opera” tem suas peculiaridades: estrutura quase operística e convidados virtuais com participações no telão.

Uma sequência de duetos virtuais entre Anderson e seus convidados, muito bons por sinal. As músicas são interpretadas por cantores distintos, mas com aparência comum. Um deles parece o Harry Potter universitário, cursando química, outro é um camponês, enquanto uma das cantoras é a própria moça do tempo do Jornal Nacional. Mas todos interpretam com muita competência. Abriram com “Heavy Horses” e “Wind-Up”. A clássica “Aqualung”, uma das mais conhecidas canções dos caras foi logo a terceira, para delírio dos fãs. Sem firulas e nenhuma conversa com o público a banda detonou uma música após a outra, alternando hits e novidades.

Entre as novas canções merece destaque “Stick, Twist, Bust’, com um belo riff de Florian Opahle, que também mandou solos ultra competentes. O grupo todo é de prima, mas o cara é Ian Anderson que como um maestro tem os caras na mão. Um dos melhores momentos é o duelo entre flauta e guitarra. Realmente empolgante.

Após “Song From The Woods” uma paradinha de 15 minutos para que plateia e banda recuperassem o fôlego. Na volta o quinteto mandou a nova “And The World Feeds Me” e mais uma sequência de ótimas canções. A inebriante “Locomotive Breath” encerrou o show. A banda deixou o palco e voltou pouco depois para o bis em grande estilo. Mandaram “Requiem and Fugue”, combinação perfeita do rock com a música erudita de Bach. Um final apoteótico para um set list irretocável.

A banda se despediu e mesmo sem trocar uma palavra sequer com o público Ian Anderson e o Jethro Tull fizeram um show que deixou todos satisfeitos. Valeu mesmo.

SET LIST
Set 1
Heavy Horses
Wind-Up
Aqualung
With You There To Help Me
Back To The Family
Farm On The Freeway
Prosperous Pasture
Fruits on Frankenfild
Songs From The Wood

Set 2
And The World Feeds Me
Living In The Past
Jack-In-The-Green
The Witche’s Promise
Weather Rock
Stick, Twist, Bust
Cheap Day Return
A New Day Yesterday
The Turnstile Gate
Locomotive Breath
Requiem and Fugue

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Sobre Nelson de Souza Lima

Jornalista, repórter, resenhista, colunista musical. Assim é Nelson de Souza Lima. Mas acima de tudo um amante do rock, classic, hard e metal. Entre minhas entrevistas estão as feitas com Angra, André Mattos, Royal Hunt, Blind Guardian, entre muitas outras. Além disso sou baixista da banda de Classic Rock e metal The Green Pigs.

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