Jethro Tull: Uma noite que entrou para a história de POA
Resenha - Jethro Tull (Auditório Araújo Vianna, Porto Alegre, RS, 06/10/2015)
Por Karen Waleria
Postado em 09 de outubro de 2015
Na última terça-feira, dia 06 de outubro, o Auditório Araújo Vianna recebeu um show que, com certeza, entrou para a história de Porto Alegre. A capital teve a honra de ser a primeira cidade brasileira a receber "Jethro Tull -The Rock Opera", nova turnê do grupo capitaneado por Ian Anderson que estreiou no Reino Unido e que já passou pela Russia e vários países europeus e latino-americanos.
O público que veio prestigiar o carismático Anderson, e que lotou a tradicional casa de shows, era composto de pessoas das mais variadas idades. Já na chegada ao auditório via-se famílias, amigos, jovens, adultos, pessoas de idade. Realmente o Rock N'Roll é livre de preconceitos, pensei.
A apresentação que começou pontualmente às 21 h, transcorreu pelas mais de quatro décadas do grupo, sendo que, algumas das músicas do grupo tiveram suas letras re-trabalhadas para contar melhor a história. Algumas letras foram mudadas, refrões re-criados, composições novas foram escritas para que a história do agricultor Jethro Tull, que viveu durante o século XVII e que serviu de inspiração para o nome da banda" virasse uma ópera rock, para que fizesse sentido e com uma abordagem atual.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
No palco, o flautista autodidata, responsável pela introdução da flauta no Rock N' Roll, foi acompanhado por David Goodier (baixo), John O'Hara (teclados), Florian Opahle (guitarra), Scott Hammond (bateria) além da participação de convidados virtuais, que interagiam com o músico através de vídeos projetados num telão gigante.
Já na terceira música apresentada temos o primeiro ápice do show.
Quando os primeiros acordes de "Aqualung", um dos maiores hits da banda, foram ouvidos a plateia presente foi à loucura. Gritos, palmas... O restante da primeira parte do show prendeu-se à narrativa da história. Não quero, porém, dar a entender que o público desagradou-se com esse fato. Para mim o "sossêgo" da plateia era devido à atenção dispensada ao material novo do gênio chamado Ian Anderson.
Com aproximadamente uma hora de apresentação, ocorreu um breve intervalo.
A segunda parte do show é mais dinâmica, tanto as projeções na tela, quanto o setlist apresentado e, por consequência a plateia fica mais eufórica. E o segundo ápice do show acontece com a execução de "Locomotive Breath". Em tempo, a projeção da locomotiva que parecia que ia sair da tela e invadir o Araújo Vianna, aliada ao hit da banda, combinaram perfeitamente.
O resultado, na minha opinião, é mais um obra-prima, dessa lenda da música chamada Ian Anderson. Acredito que poucos dos presentes não tenham gostado do show, do formato do mesmo.
Assistindo a performance da banda no palco é que entende-se o porquê do grupo ter influenciado tantos músicos, e contabilizar fãs por todo mundo.
O multi-instrumentista que completa, no corrente ano, 47 anos de carreira não pretende aposentar-se tão cedo, pois, considera-se jovem, comentou em recente entrevista. E foi o que os presentes constataram. O icônico Anderson movimentou-se bastante durante o show, indo de um lado do palco ao outro. Sorte dos fãs, nos quais me incluo. Longa vida a Ian Anderson! Longa vida ao Jethro Tull! Longa vida ao Rock N'Roll!
Créditos Fotos: Cristiane Moreira / Divulgação Opus
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