Almah: Como foi a apresentação da banda em Porto Alegre

Resenha - Almah (Bar Opinião, Porto Alegre, 08/06/2014)

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Por Guilherme Dias
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O domingo do dia 08/06/2014 estava frio em Porto Alegre, mas isso não foi problema algum para os fãs do ALMAH que estavam no Bar Opinião para prestigiar a banda, que esteve na capital gaúcha para divulgar o seu recente disco “Unfold”, lançado no final de 2013.

O set-list estava recheado de músicas de toda a carreira da banda, que está em atividade desde o ano de 2006. Os eventos de heavy metal normalmente tem alguma atração na abertura dos shows principais com alguma banda local, e em Porto Alegre não é diferente.

A abertura ficou por conta da banda REVOLTA XXI que é original de Butiá/RS, apresentaram o seu thrash metal para aquecer a noite. A banda tocou algumas músicas próprias, entre elas “Próxima Refeição” e um cover de uma banda “pouco conhecida”, segundo Isaias Fussa (Vocal/ Guitarra). “Territory” do SEPULTURA animou o público presente mesmo a banda não sendo do estilo do ALMAH.

Por volta das 21hs as luzes do palco se apagaram e ao som da trilha sonora “The Imperial March” do clássico “Starwars” o ALMAH subiu ao palco com “Hypnotized “, do disco “Motion”. A presença de palco e o carisma são fundamentais na música, em qualquer estilo, para qualquer público. Edu Falaschi (vocal) e seus companheiros sorriam enquanto tocavam, cativando o público presente.

O show seguiu com as pesadas “Living and Drifting” e “The Hostage”, onde Marcelo Barbosa (guitarra) e Diogo Mafra (guitarra) mostraram grande qualidade técnica. Os dois estavam muito ativos no palco, sempre caminhando de um lado a outro e batendo cabeça, assim como Raphael Dafras (baixo).

Edu disse que não tocava na capital gaúcha há três anos, e estava com saudade de ouvir os fãs cantando o “hino rio grandense”, lembrando os tempos de ANGRA, onde todos cantavam o hino muito alto e com muito orgulho. Então realizou o pedido pois os seus colegas de banda estavam muito ansiosos para esse momento.

O público cantou o hino gaúcho, porém nada comparado aos anos de ANGRA, onde os shows lotavam muito mais na capital do Rio Grande do Sul. A casa de shows estava longe de sua lotação máxima, o público não passava de 500 pessoas.

Nos bumbos da bateria do gaúcho Marcelo Moreira havia uma mensagem, nela estava escrito “Paulo Almah Schroeber”. Isso porque recentemente ocorreu o falecimento de Paulo, (ex-guitarrista da banda). Foi realizada uma homenagem para o também gaúcho Paulo Schroeber antes de “Beyond Tomorrow” (do disco Fragile Equality).

Após “Children of Lies”, Falaschi disse que mudaria o rumo da apresentação, pois gosta muito de compor baladas também. “Breathe” realmente mudou o clima do show, porém mantendo a boa performance da banda no palco. Quando um disco é lançado, algumas músicas são destaques instantâneos e outras ficam no fundo do baú.

Edu Falaschi (vocal) comentou que em São Paulo a música do último disco que mais tem dado retorno para a banda é “Believer”, a qual não decepcionou nenhum fã quando executada pela primeira vez em Porto Alegre, sendo uma das músicas mais animadoras do show.

O show ainda teve a partipação de Iuri Sanson (vocal) do HIBRIA para dividir os vocais de um clássico do IRON MAIDEN, “2 Minutes to Midnight”, juntamente com Falaschi, levando os presentes à loucura. Iuri estava reencontrando a banda que dividiu o palco com o HIBRIA no último Rock in Rio. Mais uma balada foi apresentada no set-list, dessa vez foi “Warm Wind”, dedicada a Micaela, filha do frontman.

A banda que projetou Edu Falaschi para o mundo não foi esquecida. O público pediu “Nova Era”, mas recebeu “Heroes of Sand” do ANGRA. Marcelo Moreira (bateira) teve a sua vez no microfone, mas não para cantar. O baterista declarou que estava muito emocionado em tocar no mesmo palco em que assistiu bandas como HELLOWEEN e BLIND GUARDIAN.

Disse também que já havia tocado no palco do Bar Opinião, porém com a sua antiga banda BURNING IN HELL para abertura de shows, e não como banda principal.

Religião foi um assunto comentado por Edu, pois “Bullets In The Altar” fala sobre religião e fanatismo, sem falar sobre nenhuma forma de seguir a vida, dizendo que a religião está dentro de cada um.

Falaschi falou para o público que compôs ela pensando na tragédia ocorrida em uma escola em Realengo no Rio de Janeiro, onde um garoto entrou em uma sala de aula e assassinou doze crianças.

O show teve a duração de quase duas horas. A presença de palco do ALMAH foi perfeita, as guitarras muito sincronizadas, assim como o baixo e a bateria fazendo muito bem a “cozinha”. Edu Falaschi não tem a mesma voz de 10 anos atrás, falhou em diversos momentos, mas isso não tirou o brilho que a banda teve no palco, mostrando-se muito competente em todos os momentos.

Antes de finalizar o show, Edu disse que a banda desceria do palco e iria direto para a pista, onde tiraria fotos com todo mundo e assinaria o que os fãs “precisassem” sem cobrar nada adicionalmente (alfinetando as bandas que fazem o serviço de “Meet and Greet”, cobrando um valor adicional ao do ingresso para esse contato, normalmente antes dos shows).

A faixa de abertura do primeiro disco da banda, “King”, encerrou o belo show que Porto Alegre teve o prazer de receber. Agora é momento de os fãs aguardarem pelo retorno da banda para o Rio Grande do Sul.

Fotos: Liny Rocks®

Set-list completo:
1 - Hypnotized
2 - Living and Drifting
3 - The Hostage
4 - Beyond Tomorrow
5 - Children of Lies
6 - Breathe
7 - Believer
8 - Beware the Stroke
9 - Bullets on the Altar
10 - Late Night in 85
11 - 2 Minutes to Midnight – IRON MAIDEN
12 - Raise the Sun
13 - Days of the New
14 - Warm Wind
15 - Wings of Revolution
16 - Trace of Trait
17 - Heroes of Sand - ANGRA
18 - Torn
19 - Birds of Prey
20 - King

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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