Uriah Heep: Uma noite pra entrar na história da Virada Cultural

Resenha - Uriah Heep (Virada Cultural, São Paulo, 17/05/2014)

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Por Ícaro Batista Cardoso
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É verdade que o Uriah Heep não tem tantos fãs no Brasil como Iron Maiden, Black Sabbath, Metallica. Mas e daí? O que esses tiozinhos tocam não é brincadeira. Clássicos que deixam qualquer um de queixo caído.

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São Paulo, 17 de maio de 2014. Uma noite para entrar na história da Virada Cultural. Palco da São João. Quando cheguei, estava começando o tributo ao Hélcio Aguirra, falecido guitarrista do Golpe de Estado; um tributo excelente. Algumas horas a capital paulistana presenciava o retorno do Ira! (na Júlio Prestes), que foi um dos shows mais aguardados da virada.

Já passavam das 23h30min quando os velhinhos subiram no palco. Mick Box, o único membro original, com sua cabeleira branca empunhando sua Les Paul, também branca, começa a metralhar com o belo riff da "Against the Odds", música que sempre quis ver ao vivo. Bernie Shaw estava bem animado, cantando demais.

Sem muito o que falar, "Overload" chegou com tudo seguida da fantástica "Sunrise". Aplausos não faltaram para a banda. Davey Rimmer e Phil Lanzon anunciam o que está por vir, então a galera toda começa a cantarolar "uhh uhh ahhh ahh ahhh". Sim, "Stealin', cantada em coro por todos nós, foi executada de uma forma impecável.

Muitos lembram apenas de Ritchie Blackmore, Tony Iommi, Jimmy Page (sim, Deuses), mas caras, ouçam Uriah Heep, ouçam Mick Box. "I'm Ready", do álbum "Into The Wild" de 2011 arrancou aplausos do público.

"Between Two World", "July Morning" com um longo e espetacular solo de Mick Box, deixando muitos de cara com a habilidade. Um brinde ao passado, com a "Gypsy", que mais uma vez foi cantada em coro por muitos dos presentes abrilhantaram mais ainda o show. "Look at Youself" executada e uma pequena pausa para um "Happy Birthday" ao Russell Gilbrook, baterista da banda. Champagne e bolo no palco, aplausos distribuídos hora de mais um clássico: "Lady in Black".

Como manda o protocolo, vamos nos despedir e voltar pra um bis. Eis que surgem com "Easy Livin'" do álbum "Demons and Wizards" de 1972. A galera foi a loucura, agitação total dos fãs antigos e novos fãs, pois assistir um show desse e não ficar fã da banda é impossível.

Fim do show, palhetas distribuídas para a galera. Mick Box jogou alguns knobs de seu Marshall.

Verdade seja dita: esperava por mais músicas: "Circle of Hands", "The Wizard", "Devil's Daughter" entre outras, mas isso sempre acontece em shows. Sempre vai faltar aquela.

Algo que gostei muito nesse show foi ter visto muitas camisetas do Black Sabbath, Rainbow e Dio. Algo difícil.

O Uriah Heep retorna a São Paulo no dia 27 de maio para mais um show. Será na Via Marquês (Barra Funda). A Pop Javali participa como banda convidada. A realização é da Rock Brigade Concerts em parceria com a Weiss Prodarts e com a Moshi Moshi Produtora.

Uriah Heep:

Mick Box (guitarras e vocais)
Phil Lanzon (teclado e vocais)
Bernie Shaw (vocalista)
Russell Gilbrook (bateria e vocais)
Dave Rimmer (baixo e vocais).

Setlist:

1. Against the Odds
2. Overload
3. Sunrise
4. Stealin'
5. I'm Ready
6. Between Two Worlds
7. July Morning
8. Gypsy
9. Look at Yourself
10. Lady in Black

Encore:
11. Easy Livin'




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Sobre Ícaro Batista Cardoso

Ícaro Batista Cardoso, natural de São Paulo/SP, mas morador de Praia Grande/SP é formado em Sistemas de Informação, Palmeirense, Guitarrista. Inserido no Rock N' Roll desde sempre - por conta do seu irmão mais velho - só foi realmente ter o despertar aos 13 anos de idade, quando ouviu Powerslave. Foi como se tivesse visto o espírito de Metal Gods. Apreciador do estilo clássico do Rock/Metal. Fã de Iron Maiden (banda que ja viu várias vezes), é apreciador de outras bandas como Judas Priest, Ronnie Janes Dio (Rainbow, Dio, Elf, Black Sabbath e Heaven and Hell), Whitesnake, Scorpions, Megadeth, Slayer e Black Label Society. Tem como influência na guitarra Ritchie Blackmore, Dave Murray e Tony Iommi.

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