Parkway Drive e Heaven Shall Burn: 2 pilares do Metalcore no RJ
Resenha - Parkway Drive e Heaven Shall Burn (Teatro Odiseia, RJ, 09/02/2014)
Por Luiz Felipe Mallet
Postado em 23 de fevereiro de 2014
Olha, me desculpem os saudosistas, mas eu nasci nos anos noventa. Mesmo com meus pais ouvindo LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH, DEEP PURPLE, PINK FLOYD e outros, minha adolescência foi regada a metal moderno: LINKIN PARK, EVANESCENCE, KORN, LIMP BIZKIT...E depois de um tempo, Metalcore. O que dizer de um gênero quase tão odiado quanto New Metal? Enfim, eu sem nenhuma dúvida do que eu gosto ou não, estava lá num Domingo carioca para ver no Teatro Odisseia dois pilares do gênero: Os alemães do HEAVEN SHALL BURN e os australianos do PARKWAY DRIVE.
Com a casa bem cheia, o HEAVEN SHALL BURN subiu ao palco 19h20 abrindo o show com a clássica e matadora "The Weapon They Fear", do álbum "Antigone" (2004). Entendam: Aqui não há passagens com melodias limpas, levadas calmas e interlúdios melódicos, a banda alemã destila um Metalcore/Melodic Death Metal raivoso e bem intrincado, sem vocais limpos ou passagens amenas. Na primeira música, a galera já foi ao delírio, abrindo as rodas de mosh pit e cantando junto a banda. Um adendo: A banda estava sem baixista pois o mesmo se machucou no Rio de Janeiro, ao tentar pegar uma onda, deslocando assim o seu braço. Mas particularmente, não estava fazendo muita diferença, seja pela qualidade técnica dos músicos, pela boa equalização do técnico de som ou pelo som do Teatro Odisseia que volto a repetir, está impecável. Eu, particularmente, acho que foi uma soma dos três.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
A segunda música foi a também clássica "Counterweight", do também clássico "Deaf To Our Prayers" (2006), nessa altura a casa mesmo com o ar condicionado ligado, já estava derretendo pois a energia da banda era muito boa, e que a galera retribuia idem. Enquanto isso o público não parava de aumentar. "Profane Believers" e "Land Of The Upright Ones" vieram em seguida, jogando ainda mais a galera na lona. "Combat" e "The Omen", ambas do registro "Invictus" (2010), foram tocadas com muita garra pela banda, que além de estar agitando a galera, estavam levando um show sem um membro da banda.
Em seguida, um dos pontos altos da noite, "Hunters Will Be Hunted", do ótimo último álbum "Veto" (2013), foi tocada com perfeição em seus todos os mínimos detalhes, e logo depois, a banda pede para o público presente abrir espaço no meio para a execução do clássico Wall Of Death nos shows da banda, e a música para a destruição não poderia ser melhor: "Voice Of The Voiceless", do álbum de 2004. O Teatro Odisseia não veio abaixo por pouco. Logo depois, o circle pit ficou insano com a também clássica "Behind A Wall Of Silence" e eu senti as estruturas abalarem. Fiquei um pouco com medo mas dane-se, vida que segue e vamos brincar.
A parte final do show foi entregue com a caótica e desesperada "Endzeit", do registro de nome "Iconoclasm" (2008), fazendo a casa cantar em uníssono o refrão marcante, e as duas músicas que se encarregaram de fechar o setlist foram "The Disease", também do registro de 2008 e o cover de "Black Tears", da banda EDGE OF SANITY, já gravada e sempre executada pela banda. Sinceramente, eu acho que algumas músicas clássicas foram deixadas de fora e a escolha do set poderia ser melhor, mas como se trata de um show de duas bandas grandes, é normal que sacrifícios tenham que ser feitos. De qualquer forma, a banda se mostrou fiel ao público fazendo um show mesmo com a baixa de um membro e com um sorriso no rosto cativou a todos.
Não demora muito e os australianos do PARKWAY DRIVE entram em cena de chinelos, bermudas de surf e sem camisa, do jeito que a gente sempre imaginou a banda. Os caras começam o massacre com "Sparks" e "Old Ghosts/New Regrets", do excelente último álbum "Atlas" (2013), na sequência, "Sleepwalker" e "Karma", do álbum Deep Blue, de 2010, dão as caras e fazem mais ainda a alegria da galera, que a todo tempo canta as músicas e se conduz pela boa energia da banda. "Idols And Anchors", do épico e histórico "Horizons", de 2007, se faz presente no Teatro Odisseia, e todos agitam e cantam as melodias já características no show dos australianos. Incrível como a escolha de set dos caras é impecável, analisando todas as fases da banda e sempre selecionando as músicas certas de todos os álbuns. A agressiva "Boneyards", também do monólito de 2007, é executada com perfeição e agressividade ímpares na noite. "Dark Days", do último registro e com ótimo clipe, é tocada, sendo acompanhanda por "Deliver Me", do álbum de 2010, uma boa e grata surpresa no set da banda.
"Home Is For The Hearless", e seu refrão emocionante, foi executada em seguida, com várias pessoas quase entrando em estado de frenesi na casa, cantando a música em toda a sua extensão e botando um sorriso no rosto da banda pelo que estava acontecendo ali. "Romance Is Dead", clássico fincado do primeiro CD da banda, "Killing With A Smile", de 2005. Foi tocada e aí sim, o Teatro Odisseia veio abaixo, com rodas de mosh pit, circle pit e rodas de pogo, tudo ao mesmo tempo. Incrível a energia que a banda passava para o público, que respondia à altura. "Swing" e "Wild Eyes", do útlimo álbum, "Atlas", fecham o setlist regular da banda. O público pede por mais e a banda volta para encerrar o show com a música que faz isso há muito tempo e que não pode ficar de fora, "Carrion", do registro "Horizons". Cantada por todos e fechando assim uma noite de gala em terras cariocas.
A galera sai do show com alguns hematomas a mais, mas feliz de ter vistos dois pilares do Metalcore se apresentando do lado de casa. Sim, pilares de uma geração nova, e que muita galera tinha que perder o preconceito e se dar ao trabalho de escutar, pois o que eles fazem deixa muita banda saudosista e com honra das suas teias de aranha comendo poeira.
Fotos por: Daniel Croce
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Angra confirma mais um show da turnê de 30 anos de "Holy Land", agora em Belo Horizonte
A banda que Jack Black diz que destruiu o rock por ser grande demais
Black Label Society confirma shows no Brasil e apresentação exclusiva do Zakk Sabbath
3 músicas lendárias do metal nacional que são um convite à nostalgia
A única banda que uma criança precisa ouvir para aprender rock, segundo Dave Grohl
Ferraris, Jaguars e centenas de guitarras: quando astros do rock transformaram obsessões em estilo
Ela é vigária, grava com o Dragonforce e quer o Iron Maiden tocando em sua igreja
O guitarrista "bom demais" para ter hit, segundo Blackmore; "jeito muito especial de tocar"
Álbum perdido do Slipknot ganha data de lançamento oficial
Slayer vem ao Brasil em dezembro de 2026, segundo José Norberto Flesch
Rafael Bittencourt, fundador do Angra, recebe título de Imortal da Academia de Letras do Brasil
A atual opinião de Tarja Turunen sobre turnê de reunião com Nightwish e Marko Hietala
Saturnus confirma primeiro show no Brasil; banda tem disco inspirado em Paulo Coelho
Joe Lynn Turner conta como foi se livrar da peruca aos 70 anos
Randy Blythe (Lamb of God) admite que todo mundo tremeu em "Back to the Beginning"
O hit de Ricky Martin que seria resposta a Renato Russo e símbolo da admiração entre eles
A crítica de Lobão a Caetano Veloso por comentário sobre Paulo Ricardo
O dia que Red Hot Chili Peppers se ofendeu com comentário de jornalista brasileiro
5 bandas de metalcore se tornaram "rock de pai", segundo a Loudwire
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!
