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Bangers Open Air

O supergrupo que tinha tudo pra estourar num nível Led Zeppelin, mas foi sabotado pela gravadora

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Postado em 20 de março de 2026

Captain Beyond nasceu em 1971 com cara de "projeto grande": gente que vinha do Iron Butterfly e um vocalista que tinha passado pelo Deep Purple no começo. Era uma banda pesada, com viagens mais psicodélicas e umas viradas prog no meio, aquele som de começo de anos 70, sem etiqueta moderna. A história da banda saiu na edição de 2011 da Classic Rock e foi republicada agora em 2026 pela Louder.

Foto: Reprodução
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A origem do nome é a mais "anos 70" possível. Larry "Rhino" Reinhardt conta que estava em turnê de ônibus com Iron Butterfly, cruzou com o Chris Squire (Yes) depois de uma "noite longa com um cachimbo", e ouviu a definição: "Goddamn, you look like Captain Beyond!". Algo mais ou menos tipo: "Você tá com uma cara de personagem viajado/cósmico - um 'capitão do além'." Ele guardou aquilo, e virou nome de banda.

O disco de estreia, "Captain Beyond" (1972), saiu por uma gravadora do sul dos EUA, a Capricorn, apresentando uma sonoridade bem particular e única: hard rock pesado, mas cheio de viradas e encaixes "tortos", com passagens mais espaciais e um jeito de compor que não ficava preso só em riff. A banda chegou a rodar bastante, inclusive em turnê com o grupo do Alice Cooper. Até aí, o cenário era de crescimento: imprensa, rádio, e aquela sensação de que "estava tudo ali" pra virar a próxima atração grande.

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Só que a relação com a gravadora degringola; Rhino diz que, quando os Allman Brothers estouraram, a Capricorn achou que aquela coisa de southern rock iria comandar geral, e começou a pressionar o Captain Beyond a "mudar" para algo que eles não eram. A resposta dele virou uma metáfora ótima: "Vocês assinaram uma loira e agora querem uma morena? A gente não pode pegar um frasco de tinta e mudar a cor do cabelo." E ele puxa o gatilho principal: "Eles fizeram tudo o que podiam pra nos destruir… por isso viramos essa banda secreta, cultuada."

As histórias que ele usa pra ilustrar isso parecem piada interna de turnê, mas mostram bem a confusão: colocaram o Captain Beyond para abrir shows em contextos que não combinavam, até uma apresentação com Sha Na Na em que, segundo Rhino, começou uma guerra de comida no público - tomate, banana, uva - e a banda devolvendo o "lixo" de volta. Ele diz que chegou ao ponto de a situação virar um "Festival de Frutas e Legumes" e que, depois disso, passaram a tentar marcar as próprias datas.

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Do outro lado, o baterista Bobby Caldwell concorda que ficou tudo esquisito, mas pinta um quadro menos "conspiração" e mais "negócio mal gerido + excesso de estímulo químico" no escritório. Ele lembra que o manager também era um chefão do selo - combinação que vira armadilha quando a banda tem reclamação - e cita um clima agressivo no telefone, com ameaças do próprio Phil Walden (Capricorn) a integrantes da banda.

Aí vem o baque: o segundo álbum, "Sufficiently Breathless" (1973), sai diferente; ele continua tendo a pegada viajante do grupo, mas mistura mais elementos "fora do eixo" - inclusive percussões e climas que puxam para um tempero mais latino, meio que a lá Santana - e isso acaba soando menos direto do que a estreia. Soma-se a isso a instabilidade interna (com troca de formação e atritos de bastidor) e dá pra entender por que o álbum ficou com fama de "patinho estranho"; não é uma continuação natural do impacto do primeiro, é quase a banda tentando se reinventar no meio do incêndio, ainda com qualidade mas sem tanto brilhantismo.

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Mas Caldwell detona sem dó, dizendo que "não era Captain Beyond" e que o álbum "foi pra lugar nenhum". Ele coloca o drama num ponto onde diz que eles estavam "na porta do estrelato" e, na visão dele, bastava continuar fazendo o que já faziam. O resumo amargo das palavras do baterista: "Quando tocamos em Chicago era tipo Led Zeppelin… estava tudo ali, pronto pra gente pegar. A gente tinha a magia… mas tinha o manager errado e a gravadora errada."

O resultado é o que sempre aparece nessas histórias de "quase": troca de formação, desgaste, o vocalista Rod Evans saindo, um terceiro disco ("Dawn Explosion", 1977) já com outra configuração, e um fim picotado. Décadas depois, a banda ainda tentou voltar (incluindo um show grande na Suécia em 1999), mas também virou mais um capítulo de atrito interno. E assim o Captain Beyond ficou nesse lugar meio cruel: um debut que ganhou status de culto e uma carreira em que o resto nunca conseguiu repetir o momento em que "estava tudo ali".

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Sobre Bruce William

Quando Socram chegou no Whiplash.net era tudo mato, JPA lhe entregou uma foice e disse "go ahead!". Usou vários nomes, chegou a hora do "verdadeiro". Nunca teve pretensão de se dizer jornalista, no máximo historiador do rock, já que é formado na área. Continua apaixonado por uma Fuchsbau, que fica mais linda a cada dia que passa ♥. Na foto com a Melody, que já virou estrelinha...
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