Bon Jovi: um show interessante, enérgico e digno do nome

Resenha - Bon Jovi (Estádio do Morumbi, São Paulo, 22/09/2013)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Certamente você já deve ter ouvido a frase “ninguém é insubstituível”. É muito comum ouvir essa expressão no mercado de trabalho, afinal pessoas mudam de emprego a todo tempo e as funções de cada um acabam por ser assumidas por alguém que dará (ou fará o possível para dar) conta do recado mais cedo ou mais tarde. A vida segue e não há alternativa a não ser se adaptar às mudanças e seguir em frente.

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Musicalmente falando talvez a coisa toda seja um pouco diferente. Substituir um integrante de uma banda não é tarefa fácil, afinal tocar um instrumento musical envolve talento, sentimento e habilidade, além de pesar em alguns casos a interação com os demais músicos. Mas a verdade é que, como diz o título da música “The Show Must Go On”, do QUEEN, o show deve continuar.

Por esta razão é que BON JOVI recrutou o guitarrista Phil X para o lugar de Richie Sambora e Rich Scannella para substituir Tico Torres. O baterista deixou momentaneamente a banda devido a complicações de saúde, mas deve retornar em breve, após o período de recuperação, como o próprio vocalista anunciou aos presentes no estádio do Morumbi. Já o guitarrista Sambora, ao que tudo indica, está demitido até segunda ordem, devido a problemas financeiros e de relacionamento com Jon. Ao menos é isso que se tem noticiado, afinal o vocalista tem fugido de entrevistas, pois sabe que será indagado sobre a saída de seu antigo parceiro de New Jersey.

O show teria sido diferente se Tico e Sambora estivessem na banda? Talvez. Mas o “se” não existe e a verdade é que os músicos substitutos deram conta de fazer um show interessante, enérgico e digno de uma apresentação de um dos ícones do Hard Rock mundial, o BON JOVI.

Se algumas versões soaram com uma levada diferente e um pouco mais desaceleradas, como em “We Weren't Born To Follow” e “Have A Nice Day”, no geral os músicos executaram muito bem todas as canções e contribuíram para uma noite de domingo muito agradável em São Paulo.

Já no primeiro minuto do show, que começou às 20hs, o público respondeu com entusiasmo, em meio a bexigas amarelas voando pela pista e imagens nos telões instalados no centro e nas laterais do palco.

O set list teve como prioridade hits dos anos 2000, incluindo ainda 7 sucessos dos anos 80, como “You Give Love a Bad Name” e “Runaway”, tocadas logo no início, para empolgação geral. O público mostrou conhecer bem o repertório, das canções mais antigas até as mais atuais, sendo composto pelos mais diversos fãs, desde os mais velhos, que eram adolescentes na década de ouro do Hard Rock (anos 80), até garotas histéricas certamente mais interessadas em ver o vocalista no telão do que cantar seus hits.

Aliás, nesse quesito o vocalista esbanjou sua tradicional “marra” e fez inúmeras caras e bocas, além de rebolar, dançar, pedir aplausos e muito mais. Foram muitos sorrisos direcionados para o público, mas nada de chamar uma fã para o palco, como fez no Rock In Rio. Eram muitas as faixas pedindo por isso, mas Jon dessa vez passou em branco.

Os músicos “não oficiais” da banda, como o baixista Hugh e o guitarrista Bobby, pouco apareceram no telão, só mesmo ao fundo ou em algum raro momento. Nem nas linhas iniciais de baixo da introdução de “Keep The Faith” Hugh apareceu, só mesmo suas dedilhadas nas cordas foram mostradas e não o seu rosto. A mesma coisa aconteceu com Bobby em muitas ocasiões e também com o baterista Rich, que não apareceu no telão na introdução de “Because We Can”, por exemplo.

No telão mesmo só Jon, Phil e David, esse último o único remanescente da formação clássica da banda a se apresentar em São Paulo ao lado do vocalista. Embora sem a imagem no telão de alguns dos músicos, todos participaram ativamente do show e contribuíram com os backing vocals, dando ainda mais brilho à apresentação.

Ao final, foram dois bis. No primeiro BON JOVI voltou e pediu a todos que ligassem o celular, o que fez o estádio inteiro ficar iluminado e muito bonito de se ver durante a execução de “Wanted Dead Or Alive”. Depois ainda lembrou o problema de saúde de Tico e pediu preces de todos em favor da recuperação do baterista, sem deixar de fazer justiça e mencionar o nome do substituto Rich, que enfim apareceu no telão para agradecer os aplausos do público.

Quanto terminou “Livin' on a Prayer”, os músicos ameaçaram se retirar do palco, mas se reuniram à frente de todos para aparentemente decidir quais músicas ainda tocariam, já que a plateia continuava a ovacionar a banda. Se esta rápida reunião no palco estava previamente ensaiada não se sabe, mas todos voltaram aos seus postos para mais duas canções finais: o cover de “Oh, Pretty Woman” (ROY ORBISON) e “Born To Be My Baby”, encerrando mais de duas horas de show, a essa altura já debaixo de uma forte chuva que caía no estádio.

Abertura

Os canadenses do NICKELBACK foram os escolhidos para abrir o show do BON JOVI. Pela primeira vez no Brasil, a banda tocou dois dias antes no Rock In Rio e seguiu para São Paulo.

Com mais de 50 milhões de álbuns vendidos pelo mundo, o que representa um indiscutível sucesso de vendas, o grupo foi e ainda é alvo de muitas críticas, mesmo com o grande número de fãs mundo afora.

Eu mesmo não conhecia a fundo o som do NICKELBACK, salvo pelas canções que emplacaram nas rádios nos últimos anos. Mas confesso que fiquei impressionado positivamente com banda, não pelas baladas que estão na boca do povo, mas sim pelas músicas com uma pegada mais pesada, como as faixas de abertura da noite, “Animals” e “Something in Your Mouth”, além de “Too Bad”, destaque do show em minha opinião.

Se a ideia era servir de aperitivo para o BON JOVI, a apresentação do NICKELBACK funcionou, até mesmo para alguém que não tinha expectativa alguma de vê-los no palco, como este que vos escreve.

Com os músicos visivelmente muito animados e felizes de tocar por aqui, nem mesmo a chuva estragou o concerto e o baixista Mike até brincou e tocou uma das músicas com uma capa de chuva.

Seu irmão, o vocalista Chad, não cansou de dizer obrigado ao final de quase todas as canções e conversou bastante com o público. No meio do show camisetas foram disparadas em direção à plateia e quando o relógio marcava quase 19:30h o NICKELBACK deixou o palco, com o hit “How You Remind Me”, cantado por boa parte dos presentes.

BON JOVI

Banda:
Jon Bon Jovi - vocais, guitarra
Phil X - guitarra
Rich Scannella - bateria
David Bryan - teclados
Hugh McDonald – baixo
Bobby Bandiera - guitarra

Set List:

1. That's What the Water Made Me
2. You Give Love a Bad Name
3. Raise Your Hands
4. Runaway
5. Lost Highway
6. Whole Lot of Leavin'
7. It's My Life
8. Because We Can
9. What About Now
10. We Got It Goin' On
11. Keep the Faith
12. (You Want to) Make a Memory
13. Captain Crash & the Beauty Queen From Mars
14. We Weren't Born to Follow
15. Who Says You Can't Go Home
16. I'll Sleep When I'm Dead/Start Me Up (ROLLING STONES)
17. Bad Medicine/Shout(THE ISLEY BROTHERS)

Bis 1:

18. Wanted Dead or Alive
19. Have a Nice Day
20. Livin' on a Prayer

Bis 2:

21. Oh, Pretty Woman (ROY ORBISON)
22. Born To Be My Baby

NICKELBACK

Banda:
Chad Kroeger - vocal, guitarra
Ryan Peake - guitarra
Mike Kroeger - baixo
Daniel Adair – bateria

Set List:

1. Animals
2. Something in Your Mouth
3. Photograph
4. Far Away
5. When We Stand Together
6. Savin' Me
7. Too Bad
8. Someday
9. Rockstar
10. Figured You Out
11. How You Remind Me

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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