Stryper: o show dos precursores do White Metal em São Paulo
Resenha - Stryper (Carioca Club, São Paulo, 17/02/2013)
Por Otávio Augusto Juliano
Postado em 18 de fevereiro de 2013
Para muitas religiões, domingo é dia sagrado. Dia de missa, de culto, dia de reverenciar santos e deuses, de acordo com a crença de cada um. Esse domingo 17 de fevereiro poderia ter sido apenas mais um como outro qualquer, mas tornou-se mais especial devido à passagem dos norte americanos do STRYPER por São Paulo.
Fotos por Leandro Anhelli
Banda precursora do White Metal, como é conhecido mundialmente o estilo que une a sonoridade do Heavy Metal e letras de conteúdo cristão, o STRYPER veio pela segunda vez ao Brasil, dessa vez com sua formação original.

Por ser uma "missa" especial, a "igreja" Carioca Club ficou lotada de fiéis fãs do STRYPER, não havendo praticamente espaços vazios na pista. Com a casa cheia, o público aguardou até 20:15h, horário que a banda entrou em cena, já com a clássica "To Hell With The Devil", para agitação geral.

No palco muitas luzes coloridas e referências às cores amarela e preta em acessórios, roupas e instrumentos dos músicos, além da bateria de Robert Sweet posicionada de lado para a plateia.

Já ao término da segunda canção da noite, "Sing-Along Song", o vocalista e guitarrista Michael Sweet se mostrou muito simpático com os fãs e lembrou do fato de a banda comemorar 30 anos de carreira agora em 2013, além de perguntar quem já havia visto a banda ao vivo anteriormente (no Brasil, o STRYPER se apresentou em 2006, na Via Funchal).

A energia do público estava realmente contagiante e a banda soava afinada, com Michael Sweet mostrando que sua voz continua incrível. Ao vivo as canções de Hard Rock do STRYPER ganham um peso adicional, como se viu por exemplo em "More Than A Man", música que fez o público pular e "balançou" o Carioca Club.
Ao final dessa canção, o baterista Robert veio à frente do palco, juntando-se aos demais músicos para atirar ao público pequenas bíblias com o logotipo do STRYPER na capa, como tradicionalmente a banda faz em seus shows.
Como o último álbum lançado pela banda foi de covers ("The Covering" – 2011), o show deste domingo também teve versões de canções do JUDAS PRIEST, KISS e BLACK SABBATH, ao melhor estilo STRYPER de tocar.
Para o fechamento da apresentação, um momento único e emocionante: o público cantava em coro o refrão da música "Soldiers Under Command", quando então a banda deu início à execução da canção. Michael agradeceu a todos e se despediu com a frase "venha nos ver novamente".
O vocalista ainda retornou sozinho ao palco, para cantar "Honestly", seguida de "The Way", dessa vez ao lado da banda novamente, fechando o show às 21:40h. Ao final, pediu silêncio e fez uma prece pedindo proteção a todos os presentes.
Independentemente de religião ou crença, se você esteve nesse show do STRYPER é porque deve pertencer ao grupo dos que cultuam a boa música e o Rock de qualidade, capaz de agitar um show do começo ao fim.

Foi assim o show do STRYPER. Antes tivéssemos um domingo "religioso" como esse toda semana. Certamente seríamos fiéis mais assíduos a "missas" como essa de domingo à noite no Carioca Club.

Agradecimentos a Costábile Salzano Jr. (The Ultimate Music - Press) e Dark Dimensions pela atenção e credenciamento.
Banda:
Michael Sweet (vocal/guitarra)
Oz Fox (guitarra)
Tim Gaines (baixo)
Robert Sweet (bateria)
Set List:
Abyss
To Hell With the Devil
Sing-Along Song
Loud 'N' Clear
Reach Out
Calling On You
Free
More Than A Man
Surrender
Rock That Makes Me Roll
Breaking the Law (JUDAS PRIEST)
Shout It Out Loud (KISS)
All For One
Heaven and Hell (BLACK SABBATH)
Soldiers Under Command
Bis:
Honestly
The Way








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