Barão Vermelho: música para toda vida em show de São Paulo

Resenha - Barão Vermelho (Credicard Hall, São Paulo, 08/12/2012)

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Por Roberta Forster
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.













O Credicard Hall estava lotado quando o público vibrou ao ver o Barão Vermelho nos bastidores através do telão dando entrevista ao Multishow, mas é na hora em que Roberto Frejat veste sua guitarra e se prepara para entrar em cena que a galera vai à loucura.

Fotos: Roberta Forster

Muito embora no ingresso houvesse a informação de que o show começaria às 22h00, os mais avisados já esperavam que a banda subisse ao palco às 22h30, a informação estava no site da Multishow, que transmitiu ao vivo pela TV e pela internet a grande reunião da noite. A transmissão tirou um pouco da espontaneidade dos músicos, ainda que a performance dos artistas tenha sido brilhante. Em um dado momento, Frejat inclusive fala com o público se referindo ao evento como "este programa" (peraí, não era um show? Eu acho vi um show!)

E pontualmente às 22h30 os músicos sobem ao palco (talvez com um atraso de 2 ou 3 minutos) após as cortinas se levantarem, causando um delírio coletivo ao arrancarem gritos da plateia que pulava ao som de "Porque a Gente é Assim", que logo em seguida emendou "Ponto Fraco" quando, ao final dela, Frejat expressou sua alegria por estar de volta a São Paulo para mais um show dessa turnê de comemoração dos 30 anos do lançamento do primeiro disco do Barão. E então vem um grande medley "Pense Dance"/ "Cuidado"/ "Menina Mimada"/"Billy Negão". Frejat é um frontman de primeira, está sempre conversando com o público, fazendo caras e bocas perfeitas para serem fotografadas.

É a vez então de "Carne de Pescoço", "Meus bons amigos", seguida por "Política Voz" da fase pós Cazuza, parcialmente tocada, que emendou com "Tão longe de Tudo". As mulheres suspiram e enlouquecem com Frejat quando começa "Por Você", ele bem sabe como usar todo o seu carisma e charme associados a uma belíssima voz para conquistar as moças da plateia. Começa então "O Poeta Está Vivo" e depois "Bilhetinho Azul", do primeiro disco da banda, que trouxe ao palco pela primeira vez na noite o ex baixista "Dé Palmeira" para se juntar à formação atual composta por Roberto Frejat (guitarra e voz), Fernando Magalhães (guitarra), Guto Goffi (bateria), Rodrigo Santos (baixo), Maurício Barros (teclado) e Peninha (percussão).

Após a grande Jam, começa "Todo Amor Que Houver Nessa Vida", que comove o público. Frejat então avisa que tocará a música "inédita" composta por ele e Cazuza, "Sorte e Azar", cuja gravação na voz de Cazuza foi recentemente divulgada ao público. Ao contrário do que muitos esperavam, não houve um dueto de Frejat com a gravação e projeção de Cazuza no telão, mas nem por isso deixou de causar comoção, a letra e a melodia são espetaculares e a banda executou a música com maestria.

Na sequência "Pedra, Flor e Espinho" é iniciada com alguma falha na passagem de som, pois pouco se ouvia das guitarras na música, problema que foi corrigido tão logo começaram a tocar "Vem Quente Que Eu Estou Fervendo", primeiro cover do show. Como não podia deixar de ser, houve comoção geral com a esperada "Bete Balanço" que foi cantada com fervor por todos ali presentes, estimulados pelos apelos do vocalista que jogava para a plateia a vez de cantar o refrão. A música foi emendada com "Chave da Porta da Frente".

Ninguém ficou parado ao som de "Puro Êxtase", seguida pelo cover da Legião Urbana "Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto", que foi muito bem recebida pelo público. "Malandragem dá Um tempo", de Bezerra da Silva, foi entoada logo em seguida. Na rabeira vieram às músicas "Declare Guerra", "Maior Abandonado". O Barão faz a clássica retirada e o público já espera sua volta para o bis. Os músicos retornam ao palco com "Down Em Mim", uma das mais belas apresentações do espetáculo, seguida por "O Tempo Não Para" e "Pro Dia Nascer Feliz", implorada aos berros pela plateia (esta também não parava de gritar por "Exagerado", mas o pedido não estava no script e não foi atendido). E então a banda de despede, agradece o público e vai embora, deixando expectativas.

Quando alguns chegam a pensar que o show havia acabado e que outros até se retiravam, eles voltaram. Frejat emocionou a todos ao ler o cartaz de uma fã com fotos de Cazuza e Zeca que dizia: "A presença maior na minha vida é a ausência deles. Uma ausência muito presente, ela é brutal! Caju e Zeca, saudades!" e então, com estas palavras, o cantor homenageia os músicos e presenteia a todos com a canção de Cazuza e Ezequiel Neves, que arrancou lágrimas de muita gente; "Codinome Beija Flor" encerra o show com perfeição. O Barão se retira e os fãs já podiam voltar para casa com a sensação de que algum vazio foi, finalmente, preenchido; a música do Barão Vermelho é música para a vida.

Colaboração: Adriano Carlos Tardoque e Ricardo Avari.

Setlist

"Por Que A Gente É Assim?"
"Ponto Fraco"
"Pense Dance"
"Cuidado"
"Menina Mimada"
"Billy Negão"
"Carne de Pescoço"
"Meus Bons Amigos"
"Política Voz/Tão Longe de Tudo"
"Por Você"
"O Poeta Está Vivo"
"Bilhetinho Azul"
"Todo Amor Que Houver Nessa Vida"
"Sorte e Azar"
"Pedra, Flor e Espinho"
"Vem Quente Que Eu Estou Fervendo"
"Bete Balanço/Chave da Porte da Frente"
"Puro Êxtase"
"Quando o Sol Bater"
"Malandragem Dá Um Tempo"
"Declare Guerra"
"Maior Abandonado"
----------------------
"Down Em Mim"
"O Tempo Não Para"
"Tente Outra Vez"
"Pro Dia Nascer Feliz"
----------------------
"Codinome Beija-Flor"



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Sobre Roberta Forster

Sou paulista, apaixonada por rock'n'roll, fotografia e literatura, nascida nos maravilhosos anos 80, funcionária pública, graduada em Artes Visuais pela Universidade Belas Artes de São Paulo. Especializei-me em fotografia pela Escola Focus em 2008 e, atualmente, estudo Letras na Universidade de São Paulo - USP e atuo como fotógrafa de Rock e Heavy Metal para o Whiplash! quando Chronos permite. Prazer!

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