Scorpions: um verdadeiro espetáculo de rock em São Paulo

Resenha - Scorpions (Credicard Hall, São Paulo, 20/09/2012)

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Por Eduardo Bianchi Rolim
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Na noite de 20/setembro/2012, com apenas 5 minutinhos (hm) de atraso, aquele sentimento de “não pode ser que acabou” lá de 2010 deu uma trégua por 1h30 de espetáculo: um verdadeiro espetáculo de rock destes alemães que ainda estão em grandíssima forma começava.

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Como todas as bandas estão usando e abusando hoje, o palco trouxe lindos telões de alta resolução que mostravam San Bernardino Valley no início da ótima Sting In The Tail, uma música que mais uma vez se mostrou excelente para uma abertura de show e que teve uma resposta melhor do que em 2010.

Há de se ressaltar que desde o início do show, a qualidade do som da casa estava excepcional: era possível se ouvir cada instrumento com muita clareza e, tão importante quanto, ALTURA – o baixo do Maciwoda, por exemplo, estava deliciosamente alto.

A banda se dá ao luxo de voltar aos anos 80 na sequência com Make It Real, música de abertura do Animal Magnetism. “Boa noite, São Paulo”, interage Klaus com a lotadíssima casa para Is The Anybody There?, do Lovedrive e, continuando com essa matadora sequência de grandes músicas, a mais famosa banda alemã do mundo volta ao Animal Magnetism com a indispensável The Zoo.

Após este sensacional início, a confirmação de que a banda continua em uma forma invejável só ficava mais e mais clara. É impressionante ver como Klaus ainda canta – e canta com uma facilidade / qualidade de um adolescente no auge. O resto da linha de frente do grupo dispensa também qualquer comentário que não seja o óbvio – a excelência em cada instrumento – e o quinteto se fecha com o monstro, no melhor dos sentidos, Kottack. A sensação é de que era um “playback ao-vivo”, se me permitem assim descrever tamanha a perfeição e entrosamento de todos.

O show continua em altíssimo nível com o Lovedrive, mostrando como este disco funciona bem ao-vivo, trazendo desta vez Coast To Coast e mais um hit absoluto: Loving You Sunday Morning – e o Credicard Hall aproveita este momento para “esguelar” cada palavra, em total clima de alegria.

Rhythm Of Love, do Savage Amusement, veio na sequência e a performance da banda foi mais uma vez de se tirar todos os chapéus do mundo, e Klaus afirma que “o melhor ainda estava por vir“…

Ainda sobre a última música do último disco de estúdio da banda, foi realmente impressionante ver como ela realmente já virou um hit absoluto da banda e como ela encaixa no momento desta despedida da banda, chegando a emocionar quando se para por um momento e se analisa a importância e a trajetória desta banda para o mundo da música. E é igualmente impressionante notar como o público já a canta como se fosse um hit de 30 anos, principalmente com Klaus liderando com louvor o alto coro final da galera. Um grande momento, sem dúvidas.

E a emoção não teria intervalo, pois 2 das mais famosas baladas da banda (e não é qualquer exagero dizer da história do rock) viriam na sequência: a bela Send Me An Angel e a sequência novamente trazendo o Lovedrive, com Holiday. Desnecessário dizer como foi a recepção das músicas pelo público paulistano, que continuava tendo o privilégio de conferir um setlist matador.

Engraçado aqui como o som do teclado de Send Me An Angel veio, mas sem identificarmos a origem do som (hehehe). E, aqui, os guitarristas da banda tiram sarro trazendo lindos instrumentos ao palco, com violões Flying V (Schenker), referenciando as montadoras Mercedes-Benz e outro à Ferrari, além de um lindíssimo Gibson Explorer (Jabs).

Kottack volta ao palco elogiando nosso país e a cidade (“Brazil rocks, São Paulo rocks”) e Klaus pergunta se estamos “ready to rock” e afirma, para nosso delírio, que “I was raised on rock”. Com mais um ótimo vídeo acompanhando a banda nos telões, Raised On Rock, do Sting In The Tail, chega sem tirar o clima oitentista – inclusive com as guitarras – que já tomava conta do ambiente.

A banda traz novamente o Crazy World para mais 2 petardos dali, Tease Me Please Me e Hit Between The Eyes, antes do show particular de Kottack, o já famoso e esperado “Kottack Attack”, momento no qual, além do solo, pode-se curtir pequenos trechos de várias músicas espalhadas pela extensa discografia da banda, acompanhados pelo Kottack tocando tais trechos. Somam-se a isso as capas e animações relacionadas pelos telões. Uma grande e divertida sacada.

ora de partimos para a faixa-título do álbum que completou 30 anos este ano: em Blackout, Rudolph resolve “entrar no espírito” da lendária capa.

Após a ótima Blackout, a banda traz Six String Sting, solo de Jabs, e o show aponta para um final que não deixa ninguém sem um sorriso de orelha a orelha…

Diferente do set de 2010, Big City Nights, outro hit absoluto da história da banda, é trazida para finalizar a primeira parte antes do aguardado encore. A energia desta música é algo que deve ser destacado sempre, pois faz qualquer um balançar e cantar o grudento refrão. Eu, particularmente, adoro a música e cantei a pleno pulmões. Há de se destacar a performance geral da banda neste momento, mais para o final do show, onde nota-se como realmente eles estão ainda em excelente forma mesmo – Klaus, por exemplo, está cantando demais mesmo depois deste tempo de show com música de dificuldade elevada de serem cantadas.

O Scorpions deixa rapidamente o palco ovacionado pelo público para ainda trazer mais 3 sucessos – acho que é seguro dizer que trata-se das 3 músicas mais conhecidas da banda.

A primeira delas é Still Loving You, música que o Minuto HM traz para você curtir no vídeo abaixo e que emocionou demais a galera, como não podia ser diferente:

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Lágrimas que podem ter caído em Still Loving You continuariam a despencar naquela música que todos sabem assobiar, que toca em qualquer rádio (inclusive a do seu dentista, tenho certeza). Eu não terei a audácia de falar sobre Wind Of Change, tão bem explicada na nossa discografia aqui e aqui. Essa maravilha da música, a última balada da noite, preparava o terreno para a mais do que esperada…

… Rock You Like A Hurricane, claro. A derradeira música do Love At First Sting (e da noite) levantou o Credicard Hall e mais uma vez, confirmou de vez como Klaus está dando um banho em muitos vocalistas por aí, mesmo com a idade e com a cirurgia que se submeteu há algum tempo atrás (aliás, Klaus, dá uma ligadinha para o Paul Stanley, quem sabe?).

Em uma carreira de tantos anos para um show de cerca de 1h30, é CLARO que é impossível chegar a um setlist que seja indiscutível. Assim, sem delongas neste assunto, acho que a banda conseguiu um balanço excepcional em suas escolhas ao longo desta brilhante carreira. Mas, para também não deixar de pelo menos dar um “pitaquinho”, a lamentar, como fã da música, pela ausência de Bad Boys Running Wild, que figurou no set lá de 2010 desta mesma tour. Mas como eu disse: em uma banda com tantos e tantos “medalhões”, entende-se perfeitamente…

E como disse na primeira parte desta cobertura: será que esta é mesmo a última passagem da banda? Cheguei a acreditar em 2010, mas não quero acreditar mais nisso. Não quero mesmo!

Long Live Scorpions e… até breve. Bom, esta é a nossa torcida! Mesmo!

Uma noite fantástica de celebração de grandes hinos do rock e destes senhores que merecem todos os tapetes vermelhos do mundo.

Acesse a matéria original no Minuto HM para ver mais fotos, o setlist e uma série especial de links de cada música / disco deste show apontando para uma caprichada resenha de discografia da banda - imperdível para qualquer fã.

http://minutohm.com/2012/09/21/cobertura-minuto-hm-scorpions...

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Sobre Eduardo Bianchi Rolim

Paulistano, nascido em 1982, bacharel em Sistemas de Informação pelo Mackenzie e pós-graduado em Administração de Empresas (CEAG) pela FGV. Tem como paixão as bandas Iron Maiden e MetallicA, mas é fã de rock e metal internacional em geral. Alguns hobbies são: acompanhar o time do coração, Corinthians; doente por Back To The Future e Indiana Jones; viajar; Playstation; jogar o eterno Duke Nukem 3D. Carros em geral e F1 em especial. Tudo que pode ser relacionado à tecnologia (software e hardware). Ama os velhos receivers valvulados e aquelas maravilhosas caixas pesadas e potentes. Fã do Whiplash desde os primórdios. Criador e administrador do Minuto HM (www.minutohm.com), o blog da família do Heavy Metal (Twitter: @minutohm).

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