Soulfly: Max continua um dos grandes nomes da música pesada
Resenha - Soulfly (Sol Music Hall, Goiânia, 24/02/2012)
Por Colaborador MS
Postado em 26 de fevereiro de 2012
Após 12 anos, Max Cavalera retornou ao Brasil com o Soulfly e iniciou a série de três shows por Goiânia. Mesmo com seu recente problema de paralisia facial, Max fez uma grande apresentação e quem esteve presente no Sol Music Hall não saiu de lá decepcionado. Parabéns à Monstro Discos e a Sangre Records por viabilizarem a empreitada.
A banda entrou no palco com pontualidade e a grande surpresa da noite ficou por conta do filho de Max na bateria. Quando anunciado que Zyon Cavalera iria assumir as baquetas na turnê sul-americana do grupo, fiquei com receio de ser apenas para tapar buraco por ser "filho do dono". Apesar de ter apenas 18 anos, Zyon já demonstra que vai seguir os mesmos passos do tio e se tornar um grande baterista e teve sem dúvida a grande performance da noite.
Às vésperas de lançar seu oitavo CD, o Soulfly já possui um repertório consistente e o show é uma porrada atrás da outra. Um começo com "Rise of the Fallen", "Prophecy" e "Back to the Primitive" é pra ninguém botar defeito. E pra alegria dos presentes que nunca tinham visto nada do Sepultura ao vivo com a voz de Max, a banda tocou sete músicas do grupo, que certamente foram os momentos de maior agitação da noite. A única música nova apresentada foi "Revengence" que teve a participação dos outros dois filhos de Max, Richie e Igor nos vocais.
O ponto negativo da noite foi a acústica do local, que muitas vezes deixou a guitarra de Marc Rizzo quase impossível de se ouvir, mas que no geral não comprometeu a apresentação. Após cerca de uma hora e quarenta de show, a sensação que se tem é que apesar de muitos dizerem que Max não está mais no auge, ao vivo a história é outra e em cima do palco ele mostra porque é um dos grandes nomes da história da música pesada. O que por si só, já vale o show.
Setlist:
Intro – Rise of the fallen
Prophecy
Back to the Primitive
Downstroy
Seek n´Strike
No Hope = No Fear
Babylon
Refuse/Resist
Territory
Inner Self
Porrada / Drums
Tribe
Living Sacrifice
Bring It
I and I
Medley: Arise/ Dead Embryonic Cells
Troops of Doom
No
Roots Bloody Roots
Attitude
Revengence
Jumpdafuckup Intro / Eye for an Eye
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