Resenha - Lynyrd Skynyrd (SWU, Paulínia, SP, 13/11/2011)

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Por Victor Freire
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Para início de conversa, se alguém me perguntasse se um dia eu veria o Lynyrd Skynyrd ao vivo, eu provavelmente diria que não. Em mais de 40 anos de carreira eles nunca vieram ao Brasil, por que viriam logo agora? Pois bem, quase como uma jogada de mestre a organização do SWU anunciou o Lynyrd Skynyrd como a sua atração principal para o domingo dia 13/11, na cidade de Paulínia/SP. Banda que para mim faz parte dos quatro pilares do rock'n'roll, espaço também ocupado pelo Pink Floyd, The Beatles e Iron Maiden.

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Por se tratar de um festival, o show do seria mais curto, porém não menos bom, e outras atrações dividiriam o palco com as lendas do rock sulista americano.

Aproximadamente às 15:30 a equipe Rock'N'Prosa aportou no Parque Brasil e se deparou com a imensa estrutura do festival, algo para cinema. Entramos ainda a tempo de escutar Zé Ramalho tocando Admirável Gado Novo, foi uma pena não ter assistido o show. Mas, tivemos a honra de assistir o excelente show do Tedeschi Trucks Band, que irei comentar melhor em outra ocasião.

A chuva que caiu na cidade durante toda a tarde e noite não tirou a magia do festival, pelo contrário, o deixou melhor ainda. Ainda assisti de perto o grande show do Duran Duran e do Ultrage a Rigor. Foi uma pena ter visto somente o Peter Gabriel & New Blood Orchestra de longe, mas tinha que assegurar o meu lugar junto à grade para o Lynyrd Skynyrd.

Depois de quase 4 horas em pé e de muita dor no joelho, eis que finalmente chega a esperada hora do show do Lynyrd Skynyrd, e eles fizeram valer a pena a espera.

As lendas-vivas do rock sulista entraram no palco Consciência agitando com Workin' for MCA, seguida de I Ain't the One, dois grandes clássicos da fase clássica da banda. Após saudar o público, Johnny Van Zant, irmão de Ronnie Van Zant (vocalista da primeira formação do Lynyrd) anuncia Skynyrd Nation, do álbum God & Guns (2009). Essa música é meio que uma resposta para todos que diziam que o Lynyrd Skynyrd tinha acabado com o acidente de avião nos anos 70. A banda continua unida, apesar das "baixas", compondo músicas de qualidade.

Depois daí clássicos foi o que não faltou no show. A banda continuou o show com What's Your Name, That Smell e Down South Juckin', seguidas de I Got the Same Old Blues e I Know a Little.

Logo em seguida veio para mim o melhor momento do show. Johnny anuncia que a próxima música é dedicada a todos os ex-integrantes da banda, que como ele disse: "estão morando no paraíso do rock'n'roll". Depois do anúncio veio simplesmente Simple Man, cantada fervorosamente por todos enquanto que o telão exibia imagens dos membros da banda de todos os tempos, com destaque para Billy Powell, pianista da banda que faleceu no ano passado.

O Lynyrd ainda relembrou um antigo clássico de Jimmie Rodgers, que a banda tocava nos anos 70, T for Texas, que veio seguida de Gimme Three Steps, do primeiro álbum. Ainda teve espaço para Call me the Breeze e a clássica Sweet Home Alabama, com direito à bandeira dos Confederados presa ao microfone de Johnny, como seu irmão Ronnie gostava de fazer.

Em seguida a banda deixa o palco e pouco tempo depois volta para o bis. Johnny trazia agora as bandeiras dos Estados Unidos e do Brasil presas ao seu microfone e anuncia a épica Free Bird, acompanhada por todos os presentes.

Após os 14 minutos de Free Bird, 10 só de solo, como é o costume, a banda encerra esse que é um forte candidato a "show do ano". O que me impressionou foi o nível de simpatia de todos, porque eu imaginava, por eles serem velhos, que ficariam parados o show inteiro, mas não, eles correram, pularam, interagiram bem com o público.

É claro que um show de bandas como o Lynyrd Skynyrd sempre vai deixar faltando "aquela música", se é que vocês me entendem. O set-list foi brilhante, mas confesso que queria ter visto Travelin' Man e Tuesday's Gone, mas tudo bem, fica para a próxima.

Então, web-leitores, esse foi o show do Lynyrd Skynyrd no SWU, espero que tenham gostado dessa resenha e até o nosso próximo show.


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Sobre Victor Freire

Professor universitário e mestre em Engenharia Mecânica pela UFRN. Nascido no deserto de Mossoró/RN. É fã e colecionador de itens relacionados ao rock'n'roll. Editor-chefe do blog Rock'N'Prosa e guitarrista do Godhound. Acessa o Whiplash! desde a infância e colabora com o site sempre que possível.

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